Um grupo de 11 montanhistas se juntou para escalar a Agulha do Diabo, na Serra dos Órgãos. Com a intenção de embarcar em uma aventura, onde iriam se divertir, desafiar suas habilidades e, quem sabe, crescer um pouco com a experiência, eles não esperavam que, por conta de uma série de erros e de uma tromba d'água avassaladora, acabariam perdidos e tendo que passar por uma verdadeira prova de sobrevivência.
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"Sem Volta": um seriado da Record
O seriado de ação da Record estreou, com 13 episódios e exibida diariamente, a trama foge da mesmice das produções bíblicas da emissora e só por isso já merece um justo reconhecimento. Criada por Gustavo Lipsztein e dirigida por Edgar Miranda, "Sem Volta" tem um quê de "Lost" (famoso seriado americano que fez sucesso no mundo) e "Supermax", formato exibido pela televisão em 2016.
A história narra a aventura de um grupo de montanhistas que partem para uma excursão na Serra dos Órgãos (Rio de Janeiro), onde escalam o perigoso Pico da Agulha do Diabo. No meio da expedição, já quando desciam, são surpreendidos por uma forte tromba d`água e acabam presos na mata. A partir de então, todos se veem isolados e precisando lutar pela sobrevivência enquanto não surge uma equipe de resgate. Uma situação observada nas séries citadas anteriormente e em outras produções, mas que costuma render momentos convidativos.
O telespectador acompanha os percalços do grupo, ao mesmo tempo que alguns flashbacks são exibidos mostrando acontecimentos que antecederam a excursão e que ajudam a apresentar os personagens. O mesmo recurso, vale lembrar, foi usado no início de "Supermax", quando os participantes do reality macabro tinham seus passados expostos para o público através de cenas de uns 3 minutos, no máximo.
E, assim como na série "Supermax", o recurso cansa e não ajuda a despertar empatia por ninguém. Apenas prejudica a narrativa, ainda que umas sequências expliquem a motivação de alguns.
O enredo, por sinal, demora a desenvolver. Há situações que nada acrescentam e que estão ali claramente para preencher o tempo dos episódios, enquanto momentos mais relevantes não acontecem. O nível de tensão é constante, mas a direção peca no excessos da trilha sonora, muitas vezes exagerada, tentando passar um nível de adrenalina que às vezes nem existe. Outro problema que causa incômodo é a má qualidade dos efeitos de computação gráfica. Todos claramente identificáveis até por telespectadores mais 'desatentos'. Essa 'precariedade' acaba comprometendo várias sequências, principalmente quanto estão à beira do precipício.
Mesmo com os erros citados, a série apresenta belas imagens e o elenco tem bons nomes. Flávia Monteiro (Inês), Camila Rodrigues (Juliana), Juliana Schalch (Suzana), Roger Robeth (Solis), Angelo Paes Leme (Salomão), Silvio Guindane (Yordi), Cláudia Mauro (Claire) e Mariana Molina (Lulli) são bons destaques. Além deles, Rhaisa Batista (Malena), Ivone Hofmann (Eulália), Eduardo Mello (Carlinhos), Nicola Siri (Veredas), Heitor Martinez (João), Henrique Pagnoncelli (Aurélio), Guilherme Dellorto (Dogui) e Camila Camargo compõem o time escalado.
"Sem Volta" tem uma boa premissa e apresenta algumas sequências atrativas, agora a história peca na sua execução ---- e, assim como "Supermax", é um modesta recepção do público. Alguns momentos também despertam atenção, provocando interesse em acompanhar os desdobramentos daquela luta pela sobrevivência, incluindo os mistérios que envolvem o caráter dos personagens (principalmente Solis e Yordi). Ou seja, a produção alterna bons e maus momentos. No saldo geral, é uma série modesta e a tentativa da Record em sair da mesmice é válida.
De início a série não me atraiu nem um pouco, mas meu parceiro começou a assistir então entrei na onda. Até que tô gostando.
Me lembrou Supermax