Passando por muitas dificuldades financeiras, Jimmie fica sabendo que seu avô lhe deixou uma herança de sete milhões de dólares. Mas, para receber o dinheiro, ele terá que se casar até as 19h do dia do seu 27º aniversário.
A história do cinema já nos mostrou que há duas razões para um homem correr desesperado: fugir da lei ou do casamento. No caso de Seven Chances, de Buster Keaton, as duas coisas se misturam num balé caótico onde a ameaça não são pistoleiros ou xerifes, mas uma horda de noivas furiosas. O filme começa de maneira despretensiosa: Jimmy Shannon (Keaton) descobre que herdará uma fortuna caso se case até às sete da noite. Um problema fácil de resolver, certo? Pois é, se o testamento tivesse qualquer restrição interessante, como um “não conte a ninguém”, a trama poderia ter começado já com alguma tensão. Mas, em vez disso, o filme aposta num início arrastado, onde Shannon pede várias mulheres em casamento e é rejeitado de maneiras tão semelhantes que a piada logo se esgota. O humor físico de Keaton parece adormecido, e nem dá para se distrair com o roteiro, que ainda encontra tempo para piadas racistas desnecessárias, como a cena do espelho que, além de ofensiva, é pura preguiça criativa.
Mas eis que o filme se lembra de que está nas mãos de um gênio, e então a anarquia se instala. Após um anúncio de jornal transformar Shannon no solteiro mais cobiçado (ou caçado) do país, uma multidão de noivas se aglomera na igreja, e quando acreditam que ele é um impostor, passam do encantamento à fúria homicida. A partir daí, Seven Chances se reinventa: Keaton corre — e corre como ninguém. A perseguição atravessa a cidade, invade um campo de futebol, entra em fazendas, fica pendurado num guindaste e culmina numa sequência espetacular onde ele precisa desviar de uma avalanche de pedras gigantes enquanto tenta escapar da turba enlouquecida. O humor físico finalmente entra em cena, e o que antes parecia um filme morno se transforma em um espetáculo de precisão coreográfica e risco real.
Se o filme tivesse começado nesse ritmo, estaríamos falando de uma das obras-primas absolutas de Keaton. Mas, ainda assim, o que fica é um terceiro ato tão brilhante que quase nos faz esquecer do começo pouco inspirado. Quando os créditos sobem, tudo que resta é uma pergunta: quem precisa de monstros ou vilões quando se tem um enxame de noivas sedentas pelo altar?
Nesse filme Buster Keaton correu mais que Usain Bolt! Eu cronometrei
Que filme bom sobre um mocinho lerdo, kkkkk
Pqp aquela avalanche de noivas chegando na igreja me quebrou real kkkkkkk
A história do cinema já nos mostrou que há duas razões para um homem correr desesperado: fugir da lei ou do casamento. No caso de Seven Chances, de Buster Keaton, as duas coisas se misturam num balé caótico onde a ameaça não são pistoleiros ou xerifes, mas uma horda de noivas furiosas. O filme começa de maneira despretensiosa: Jimmy Shannon (Keaton) descobre que herdará uma fortuna caso se case até às sete da noite. Um problema fácil de resolver, certo? Pois é, se o testamento tivesse qualquer restrição interessante, como um “não conte a ninguém”, a trama poderia ter começado já com alguma tensão. Mas, em vez disso, o filme aposta num início arrastado, onde Shannon pede várias mulheres em casamento e é rejeitado de maneiras tão semelhantes que a piada logo se esgota. O humor físico de Keaton parece adormecido, e nem dá para se distrair com o roteiro, que ainda encontra tempo para piadas racistas desnecessárias, como a cena do espelho que, além de ofensiva, é pura preguiça criativa.
Mas eis que o filme se lembra de que está nas mãos de um gênio, e então a anarquia se instala. Após um anúncio de jornal transformar Shannon no solteiro mais cobiçado (ou caçado) do país, uma multidão de noivas se aglomera na igreja, e quando acreditam que ele é um impostor, passam do encantamento à fúria homicida. A partir daí, Seven Chances se reinventa: Keaton corre — e corre como ninguém. A perseguição atravessa a cidade, invade um campo de futebol, entra em fazendas, fica pendurado num guindaste e culmina numa sequência espetacular onde ele precisa desviar de uma avalanche de pedras gigantes enquanto tenta escapar da turba enlouquecida. O humor físico finalmente entra em cena, e o que antes parecia um filme morno se transforma em um espetáculo de precisão coreográfica e risco real.
Se o filme tivesse começado nesse ritmo, estaríamos falando de uma das obras-primas absolutas de Keaton. Mas, ainda assim, o que fica é um terceiro ato tão brilhante que quase nos faz esquecer do começo pouco inspirado. Quando os créditos sobem, tudo que resta é uma pergunta: quem precisa de monstros ou vilões quando se tem um enxame de noivas sedentas pelo altar?
Absolutamente magnífico.