Esperava uma comédia leve, mas me deparei com um drama sobre como o fanatismo religioso ou uma educação ultraconservadora podem lapidar a personalidade de alguém. É divertido caçar algumas referências ao MJ, mostradas (ou escondidas) ao longo da história. Só queria ter um repertório um pouco maior sobre o Rei do pop para reconhecer mais delas.
Há algum tempo decidi parar de ver filmes dos EUA e focar em produções de diferentes países, conhecer novas culturas, histórias ou formas de contar algo. Sheikh Jackson é um dos motivos que me fazem continuar nesta jornada. Que venham outras belas surpresas.
Spoiler! Melhor ler depois de ver o filme. Filme com pegadas psiquiátricas por perdas e pressões de família, sociedade e religião. Apresenta duas formas de opressão religiosa: a do pai, rígida e direta; e, a do tio, disfarçada e mais sutil. Ele não se sentia amado pelo pai, e não se amava, como bem percebeu a menina que ele amava. Mas, no final, houve uma libertação, ele pode ver o quanto o pai o amava, ainda que à maneira dele. Há cenas surreais.
Filme surpreendente e muito aplaudível no modo adulto com que enfrenta a temática: pela sinopse e cartaz, faz com que pensemos tratar-se de uma comédia, mas é um estudo psicanalítico de personagem muito inteligente e sensível, que conta com excelentes interpretações e com uma abordagem não-ressentida do fundamentalismo religioso. Ou seja, entende o afã de quem recorre às obsessões comportamentais, sem julgá-las. O maior "defeito" do filme foi não ter conseguido licenciar as canções do artista venerado pelo protagonista, de modo que as cenas de dança são estranhas em sua adaptação própria, mas, por outro lado, isso evitou que o filme recaísse numa espetacularização comportamental, sendo inevitável a comparação individual com as angústias relacionais do protagonistas. Ótimo! (WPC>)
Esperava uma comédia leve, mas me deparei com um drama sobre como o fanatismo religioso ou uma educação ultraconservadora podem lapidar a personalidade de alguém.
É divertido caçar algumas referências ao MJ, mostradas (ou escondidas) ao longo da história. Só queria ter um repertório um pouco maior sobre o Rei do pop para reconhecer mais delas.
Há algum tempo decidi parar de ver filmes dos EUA e focar em produções de diferentes países, conhecer novas culturas, histórias ou formas de contar algo.
Sheikh Jackson é um dos motivos que me fazem continuar nesta jornada.
Que venham outras belas surpresas.
Spoiler! Melhor ler depois de ver o filme. Filme com pegadas psiquiátricas por perdas e pressões de família, sociedade e religião. Apresenta duas formas de opressão religiosa: a do pai, rígida e direta; e, a do tio, disfarçada e mais sutil. Ele não se sentia amado pelo pai, e não se amava, como bem percebeu a menina que ele amava. Mas, no final, houve uma libertação, ele pode ver o quanto o pai o amava, ainda que à maneira dele. Há cenas surreais.
Filme surpreendente e muito aplaudível no modo adulto com que enfrenta a temática: pela sinopse e cartaz, faz com que pensemos tratar-se de uma comédia, mas é um estudo psicanalítico de personagem muito inteligente e sensível, que conta com excelentes interpretações e com uma abordagem não-ressentida do fundamentalismo religioso. Ou seja, entende o afã de quem recorre às obsessões comportamentais, sem julgá-las. O maior "defeito" do filme foi não ter conseguido licenciar as canções do artista venerado pelo protagonista, de modo que as cenas de dança são estranhas em sua adaptação própria, mas, por outro lado, isso evitou que o filme recaísse numa espetacularização comportamental, sendo inevitável a comparação individual com as angústias relacionais do protagonistas. Ótimo! (WPC>)