Ruanda. Durante 30 anos, o governo de maioria Hutu perseguiu a minoria Tutsi. Pressionado pelo ocidente, o governo aceitou dividir o poder com os Tutsis, mesmo contra a vontade. Porém em 6 de abril de 1994 tem início um genocídio, que mata quase um milhão de pessoas em apenas 100 dias. Neste contexto um padre inglês e seu ajudante tentam fazer o que podem para ajudar a minoria Tutsi, mesmo tendo a opção de partirem para a Europa.
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Cenas fortes daquilo que foi uma das maiores tragédias do século XX: o genocídio do grupo étnico dos tutsis, em Ruanda, no ano de 1994, pelo grupo étnico dos hutus, quando mais de 800 mil pessoas foram mortas em cem dias.
O título original “Shooting Dogs” (“atirando em cães”), cairia melhor, pois o filme propõe-se a denunciar a inoperância do comando militar de intervenção da ONU (os soldados smurfs, de capacete azul), que postou-se inerte diante da evolução da crise rumo a um massacre que aconteceu numa escola técnica / religiosa tutorada pela Bélgica (que funcionava como abrigo de 2.500 refugiados tutsis), e retirou-se para a Europa na véspera, deixando os refugiados nas mãos dos hutus, para serem mortos a golpes de facão.
Dias antes, o inútil comandante decidira atirar em cães, para afugentá-los, eis que do lado de fora da escola, cães selvagens estavam se alimentando dos corpos de infelizes tutsis que já haviam sido mortos sem nenhuma proteção da força de paz.
Nota 8. E, também sobre o genocídio em Ruanda, vale a pena ver os filmes: História de um massacre, Hotel Ruanda e Tensão em Ruanda.
Ridículo a tentativa de não admitirem que ali estava acontecendo um genocídio
Mais uma história impactante desse período terrível dos incidentes em Ruanda. Aqui um velho padre e um jovem missionário mantém um espaço protegido para ajudar os necessitados. Quando o conflito piora, muitos pedem proteção e a situação fica insustentável. Trilogia boa de Ruanda (Hotel, Tensão e Tiros).
Obra excelente. Agradou-me muito o posicionamento crítico à indiferença ao genocídio de Ruanda não só da Organização Das Nações Unidas (ONU), como também dos indivíduos em geral (principalmente os europeus, enfatizados no longa). Ademais, promove uma revoltante (e necessária) reflexão acerca da valorização de algumas vidas acima de outras. É por isso que filmes com tais premissas são indispensáveis.
Há um diálogo entre Joe Connor e Rachel, repórter da BBC, o qual sintetiza todo o cunho crítico do filme:
- Ano passado na Bósnia eu me senti do mesmo modo. Chorava todo dia. Mas aqui, nenhuma lágrima.
- Acho que ficamos anestesiados.
- Não, é pior do que isso. Sempre que via uma mulher bósnia, uma mulher branca, pensava: "podia ser minha mãe". Aqui, são só africanos mortos.
É uma obra chocante e violenta, mas necessária por retratar um fato histórico que é ignorado pela maior parte das pessoas no mundo. Não chega a ser tão bem realizado como "Hotel Ruanda" que retrata os mesmos fatos, mas também tem o seu valor por mostrar eventos que fizeram parte do conflito no país africano, fazendo isso de maneira competente .