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Duração
Cioran é um mestiço brasileiro que, depois do exílio na França, resolve voltar ao sertão em busca da sua origem e da história do seu povo. Por guia, ele toma a figura misteriosa de uma velha índia. O destino de Cioran, que vive um novo exílio na nação real/imaginada, cruza com os guerreiros do reisado e os índios da banda de pífanos, grupos que vagam pelo sertão. Os conflitos entre o Reisado e a banda de pífanos nos remetem à tragédia fundadora do Ceará; quando Dom Pero Coelho, no ano de 1603, em busca do Eldorado, encontra a guerra, a peste, a fome e a loucura. O filme é uma reflexão sobre os encontros e desencontros dos "mundos" que marcam a invenção da nação brasileira.
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E ele nem foi citado nos créditos finais.
O sertão como palco para um povo que encena sua própria tragédia. Apresentado sob uma perspectiva folclórica e ao mesmo tempo poética, só possível a um exímio conhecedor da sua terra e da sua cultura.
Carregado de metáforas e alegorias o filme relata, através do conflito entre os guerreiros do Reisado e os índios da banda de pífanos, a formação do Ceará, e porque não do Brasil.
Genial, e admirável, a ideia do diretor de utilizar grupos de folguedo regionais para representar a colonização do país.
A fotografia é simplesmente fantástica! Não poderia expressar melhor a beleza e a agressividade daquele ambiente.
Uma obra rica visual e historicamente. A dificuldade para o espectador talvez seja captar tantas mensagens em meio a simbolismos e lendas cearenses.
Ressurge o Cinema Novo!