Últimas opiniões enviadas
Luiz Carlos Merten: "Fui ver Heroi de Sangue, Tirailleurs/Atiradores, no original. Omar Sy virou o grande astro do cinema francês atual, após o estouro de Os Intocáveis, cujo diretor de fotografia, Mathieu Vadepied, agora dirige o novo longa. Filho de pai senegalês e mãe da Mauritânia, Sy tem feito filmes que abordam a herança africana na vida social e na cultura francesas. O colonialismo. O lendário palhaço preto, Chocolate, o Arsène Lupin, também negro, e agora os ‘tirailleurs’.
As brigadas de atiradores africanos convocados à força para defender a ‘pátria’ na 1ª e 2ª Grandes Guerras. Cidadãos de segunda categoria, sem direitos, exceto o de morrer na frente de combate. Gostei de ter visto Herói de Sangue. Em inglês, chama-se Father and Soldier, Pai e Soldado. Sy faz esse senegalês que se alista para tentar proteger o filho na guerra. A relação familiar é colocada à prova quando o filho é promovido a ‘caporal’ e, sendo hierarquicamente superior ao pai, começa a lhe dar ordens.
Há uma cena muito interessante, quando os soldados conversam, num intervalo dos combates. Falam de sexo – fazer sexo com as prostitutas brancas -, e o garoto antevê ali a possibilidade de construir uma nova vida na França, distante da aldeia. Sy percebe que está perdendo o seu garoto. Ele tenta fazê-lo desertar, o filho resiste. O pai vira herói, malgré lui.
O filme começa e termina com a exumação de ossos humanos que irão compor o túmulo do soldado desconhecido, no Panteão da Pátria, no Arco do Triunfo, em Paris. O heroísmo anônimo, a chama eterna – a história recuperada dos tirailleurs. Qual será o próximo movimento de Omar Sy? Na França, ao promover o filme, ele destacou o heroísmo dos senegaleses e a direita acusou-o de tentar distorcer a história, cuspindo na tradição branca que o acolheu. Curti muito um detalhe. Sy fala no dialeto que aprendeu com seu pai em casa, só o filho – Alassane Sy, muito bom – fala francês no filme. Heróis de sangue, Tirailleurs.
Difícil, para um fordiano de carteirinha, como eu, não pensar em Sangue de Heróis. Cheguei a confundir o título, mas me corrigi a tempo. Fort Apache, de 1948. A versão do mestre para a história do lendário General Custer. A vida no forte sofre um sobressalto quando chega o novo comandante – Henry Fonda – com sua crença de que índio bom é índio morto. John Wayne – ele! – opõe-se, menos para defender os peles-vermelhas, mas porque sabe que a disciplina imposta por Fonda é suicida e coloca em risco a vida dos soldados. Sangue de Heróis é o filme que inicia a trilogia da Cavalaria.
Apesar de todas as diferenças, Herói de Sangue e Sangue de Heróis no fundo falam sobre a mesma coisa. O que é o heroísmo, quem são os heróis?"
Últimos recados
Valeu brother! Tamo junto!
Amizade aceita Herval, seja bem vindo brother!
O mais foda é que o site é cheio de moderador.. Acredito que teria jeito sim de acabar com isso. Tem uma amiga minha que disse que é só ignorar e não aceitar tais solicitações.. Mais é foda.. você exclui e quando entra uma outra vez ta fervendo de novo. É chato demais não é Herval..
Estaria esse entre os melhores finais de série de todos os tempos?