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Duração
Retorno dos cineastas ao mesmo ambiente onde foi filmado DESTERRO (2012), encontrando novamente Dona Pequenita, que relembra como era o município de Pilão Arcado, antes da construção da hidrelétrica de Sobradinho. Assistentes sociais também são convidadas a voltar à cidade, e seus relatos são cotejados por documentários e imagens televisivas da época.
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Este filme fecha a trilogia hidrelétrica dos diretores, que direcionam um olhar muito crítico a uma promessa não cumprida de progresso e, ao mesmo tempo, muito sensível e terno em relação aos moradores das cidades desalojadas. Neste filme em particular, há um duplo movimento: aquele comandado pela musical dona Pequenita, personagem impressionante, que vive sozinha num município que não foi inundado; e outro demarcado pelas três assistentes sociais que regressam ao local onde foram artífices de um projeto ditatorial que, segundo elas, não era devidamente compreendido à época. A fotografia é muito bonita e a montagem traça magistrais paralelismos com produções da TV Globo que abordam o alagamento municipal de maneira oportunista. Foi curioso ver a Regina Duarte numa telenovela antiga, interpretando uma nordestina. Minha mãe gostou do documentário mais do que eu, que preferi o viés resumido do prévio curta-metragem DESTERRO. (WPC>)