As imagens de divulgação deste filme são muito boas e, depois que li um elogio escrito por Felipe André Silva (destacando, sobretudo, as belíssimas coxas do intérprete Miguel Clark), assistir a este filme era uma obrigação. E, em muitos sentidos, serviu: o diretor consegue incutir a verve 'undergorund' logo na abertura, quando o vislumbre de um título do Sady Baby aparece por debaixo das imagens, como se todo o filme fosse um VHS encontrado por acaso, de um tempo que já passou, de uma relação de amizade (e/u algo mais) que já inexiste. O uso da trilha musical é muito boa, indo de 'heavy metal' a Eurythmics e Noel Rosa, passando por algo que soa como um 'sample' de Patrick Wolf, e que faz com que pensemos numa associação possível com o ótimo longa-metragem SANTA MÔNICA. Entretanto, pensei muito nas experiências cinematográficas do Jorge Polo durante a sessão. A diferença fundamental: ainda que a descoberta ou assunção do tesão seja um dos temas do filme, a frigidez induzida dos personagens incomoda, contamina o filme. Não consegui crer que eles estivessem vendo um clássico do Busby Berkeley, por exemplo. Algumas pontas soltas despregam-se excessivamente, de modo que o filme funciona mais quando projetamos nossos desejos nele que por seus méritos intrínsecos. Em tese, isso vale para qualquer obra, né? De fato. Mas precisa-se de um empurrãozinho. A assimetria das presenças físicas nesta obra dificulta o mesmo. Ainda que, quando obtém êxito, Deus benza: ereção garantida! (WPC>)
As imagens de divulgação deste filme são muito boas e, depois que li um elogio escrito por Felipe André Silva (destacando, sobretudo, as belíssimas coxas do intérprete Miguel Clark), assistir a este filme era uma obrigação. E, em muitos sentidos, serviu: o diretor consegue incutir a verve 'undergorund' logo na abertura, quando o vislumbre de um título do Sady Baby aparece por debaixo das imagens, como se todo o filme fosse um VHS encontrado por acaso, de um tempo que já passou, de uma relação de amizade (e/u algo mais) que já inexiste. O uso da trilha musical é muito boa, indo de 'heavy metal' a Eurythmics e Noel Rosa, passando por algo que soa como um 'sample' de Patrick Wolf, e que faz com que pensemos numa associação possível com o ótimo longa-metragem SANTA MÔNICA. Entretanto, pensei muito nas experiências cinematográficas do Jorge Polo durante a sessão. A diferença fundamental: ainda que a descoberta ou assunção do tesão seja um dos temas do filme, a frigidez induzida dos personagens incomoda, contamina o filme. Não consegui crer que eles estivessem vendo um clássico do Busby Berkeley, por exemplo. Algumas pontas soltas despregam-se excessivamente, de modo que o filme funciona mais quando projetamos nossos desejos nele que por seus méritos intrínsecos. Em tese, isso vale para qualquer obra, né? De fato. Mas precisa-se de um empurrãozinho. A assimetria das presenças físicas nesta obra dificulta o mesmo. Ainda que, quando obtém êxito, Deus benza: ereção garantida! (WPC>)