Uma senhora idosa, chamada Dona Violeta, colhe flores de beladona de seu jardim para fazer um chá, o que a leva a experimentar alucinações e uma transformação em seu comportamento ao longo do dia.
Antes de eu assistir a este curta-metragem, o diretor - um dos mais intensos talentos universitários, sediados aqui em Sergipe - receava que eu desgostaria do filme. Insisti em conferi-lo mesmo assim: fã do diretor que sou, intuí que os traços melancólicos que o caracterizam reapareceriam. E, de fato, acontece: é um curta bem mais simples e descompromissado que os anteriores, mas com um apelo direto e um afeto sincero pela vida, pelo envelhecimento atrelado à maturação individual/personalística, pela necessidade de aproveitar o tempo, enquanto ele ainda nos permite que aproveitemos. O conjunto de músicas escolhido para emoldurar o cotidiano de Violeta é gracioso, tanto quanto a fotografia e a direção de arte, no ambiente que a circunda. Deu vontade de estar daquele jeito, se o inevitável ocorrer, daqui a algumas décadas. Um filme de resistência, através da alegria, ainda possível, mesmo que induzida por substância considerada oportunamente ilícitas, por uma conjuntura comercial que se beneficia da depressão enquanto indutora de consumo. Amei o passarinho animado! (WPC>)
Antes de eu assistir a este curta-metragem, o diretor - um dos mais intensos talentos universitários, sediados aqui em Sergipe - receava que eu desgostaria do filme. Insisti em conferi-lo mesmo assim: fã do diretor que sou, intuí que os traços melancólicos que o caracterizam reapareceriam. E, de fato, acontece: é um curta bem mais simples e descompromissado que os anteriores, mas com um apelo direto e um afeto sincero pela vida, pelo envelhecimento atrelado à maturação individual/personalística, pela necessidade de aproveitar o tempo, enquanto ele ainda nos permite que aproveitemos. O conjunto de músicas escolhido para emoldurar o cotidiano de Violeta é gracioso, tanto quanto a fotografia e a direção de arte, no ambiente que a circunda. Deu vontade de estar daquele jeito, se o inevitável ocorrer, daqui a algumas décadas. Um filme de resistência, através da alegria, ainda possível, mesmo que induzida por substância considerada oportunamente ilícitas, por uma conjuntura comercial que se beneficia da depressão enquanto indutora de consumo. Amei o passarinho animado! (WPC>)