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O fracassado ator Rui (Pedro Monteiro) herda um apartamento milionário de seu pai e decide colocar a venda para realizar o seu sonho. Rui quer estrelar um remake de um filme famoso de Chuck Norris lutando no Vietnã. Ao mesmo tempo ele precisa tentar vender o apartamento, negociar os direitos para produzir o filme e ainda lidar com sua vida amorosa.
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Doidaço.
Assisti no FESTIVAL ESTAÇÃO VIRTUAL: 35 ANOS DE CINEMA BRASILEIRO que rolou on-line entre os das 6 e 31 de maio de 2021. A pandemia de COVID-19 me apresentou este senhor: Cavi Borges. Dele assisti: VIDA DE BALCONISTA (2009), UM FILME FRANCÊS (2015), FADO TROPICAL (2020), O CINEMA É MINHA VIDA Vida (2021), e agora SONHO DE RUI (2019). O sujeito é bastante prolixo. São 64 créditos de direção constados no IMDB - enquanto escrevo -, dando uma média de 3 filmes por ano. Média essa enganosa, pois a maioria se concentra nos últimos 10 anos. Fora isso são mais de 160 créditos de produção. Assim, não tem como se dedicar a tantos projetos ao mesmo tempo e produzir coisas minimamente boas. E a prova disso está na qualidade dos seus filmes. São ruins. Não dá pra passar pano pra eles. A VIDA DE BALCONISTA é o tosco que se salva pelas referências, e FADO TROPICAL é apenas assistível, mas O CINEMA É MINHA VIDA é uma das piores coisas que já vi. SONHO DE RUI contudo é diferente. Tem uma tremenda sacada legal de enredo. Sangra pela falta de recursos, e tem um humor que lembra o humor britânico, que não agrada todo mundo, mas como é bom ver um filme nacional que não faz passar raiva e ainda te faz rir. Quando começou referenciando BRADDOCK: O SUPER COMANDO (MISSING IN ACTION, 1984), torci o nariz, mas ele vai bem onde VIDA DE BALCONISTA falha, fazendo das referências algo pontual e restringindo a apenas um nicho, e não atirando pra tudo quanto é lado. Os pontos baixos da produção estão no relacionamento do personagem principal com a professora de inglês, que é bem chato e artificial. E talvez a insistência nas piadas com o meme datado do Chuck Norris, da época da internet à lenha, tenha sido exagerada. Mas a soma é positiva. É fácil agradar quando se tem uma história boa nas mãos. Afinal quem quer rir, tem que fazer rir. E a epopeia de Rui contra o preconceito aos ruivos me fez rir. O que acabou sendo determinante para a minha avaliação foi seu péssimo final. Nota 4 de 10.