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Por anos, Sandrine não sabia que era surda de nascença. Filha de pais ouvintes, frequentou a escola regular, e lá se perguntava como os outros compreendiam o que a professora estava tentando transmitir. O documentário olha para a questão da surdez pela perspectiva de Sandrine e sua história verídica. O filme ainda levanta a discussão sobre a conveniência do implante coclear, da oralização de crianças surdas e da língua dos sinais.
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Achei um documentário interessantíssimo sobre a perspectiva das pessoas surdas e suas vivências com as pessoas tidas como "normais". É angustiante ver como Sandrine descreve sua jornada, apesar do tom até cômico que às vezes ela dá ao relato, até finalmente o conhecimento de ser surda, como ela se sentiu distante de sua família, como ela se sentia com ela mesma diante das exigências de sua família e da sociedade sobre sua oralidade e finalmente sua libertação das expectativas e da sua liberdade através da língua de sinais. Cabe o questionamento que ela nos impõe? Até quando os ouvintes vão se sentir no direito de decidir o que é ou não bom para os surdos? Por que nos negamos a ouvir aqueles que de fato tem a vivência?
Muito bom! Através das experiências de vida de Sandrine, podemos refletir sobre como uma sociedade que excluí e estereotipa afeta na vida destas pessoas. Seja com a família, seja na escola, barreiras e obstáculos são construídos no dia a dia de pessoas surdas que não tem a ver com o fato de não ouvir, mas sim, como nos mostra o documentário, por séculos de proibição da linguagem de sinais, professores dizendo que determinada pessoa não conseguirá fazer o que sonha por ser surda (como o exemplo do teatro), não se sentir incluída, muitas vezes nem com família e amigos. Vale muito a pena
Muito bom!! Recomendo demais!
Fui assistir para atender às exigências avaliativas da disciplina Libras , e , eis -me aqui apaixonado por um filme interessantíssimo! O que me emocionou e que muitos pais precisam entender é que a surdez não é uma doença, ser surdo não é doença e o tempo perdido procurando inculcar na menininha que ela não é "normal", poderia ter sido aproveitado em vivenciar o amor, carinho e companheirismo dentro da limitação dela! Chorei, viu?
Foi completamente surpreendido por esse documentário que a primeira vista seria um conteúdo chato de aula de faculdade, queimei lindamente minha língua.
Chega a ser agoniante a forma como Sandrine descreve a historia de sua vida, ela por nove anos não sabia que era surda, isso é um choque de realidade para ela ao descobrir isso, e nos faz questionar como compreendemos a realidade a nossa volta pois uma pessoa que é surda a enxerga de outra maneira.
Mostra também os desafios que o surdo enfrenta para se inserir na nossa sociedade (dos ouvintes) e os preconceitos , pois não importa onde Sandrine esteja sempre que descobrem que ela é surda, os outros tem piedade como se fosse algo terrível, sendo que essa é a realidade que os surdos enxergam como normal, só porque eles nasceram sem ou perderam a audição, não quer disser que são incapazes.
O problema não é o surdo que nasceu ou ficou assim, e sim a falta de inclusão e acessibilidade para mostrarem o que podem fazer, é interessante como a Sandrine faz uma reversão ao falar "Sou Surda e Não Sabia" se referindo a sociedade como um todo, pois ela fala com suas mãos mas quem não escuta somos nós os ouvintes, então o verdadeiro questionamento é "Quem realmente é o surdo?"