Rex, um jovem holandês, e Saskia, sua namorada, viajam no feriado. Ao pararem em uma estação de serviços, Saskia desaparece misteriosamente.
Rex dedica os próximos três anos de sua vida tentando achar seu amor desaparecido, quando passa a receber estranhos cartões do suposto sequestrador de Saskia.
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O Silêncio do Lago, dirigido por George Sluizer, que também foi diretor da refilmagem hollywoodiana de mesmo nome, é um filme que consegue marcar qualquer espectador. O seu clima morno e o desenrolar arrastado pode não ser um atrativo para quem espera algo mais frenético, mas é totalmente fundamental para construir uma trama que mesmo lenta, consegue prender, até chegar ao clímax, que possui um desfecho não convencional e que certamente jamais sairá da cabeça de quem assiste.
**** (Ótimo)
Um crime insuperável.
Ela, tão solar. Um jovem casal. Os primeiros momentos respiram juventude e uma relação cheia de vida, com um futuro pela frente.
'O Silêncio do Lago' parece ser, em sua primeira metade, um filme sobre a anatomia de um crime. Vemos esse processo, sua natureza doentia (e problemática quando jovem), os desejos, as tentativas de "abordar" n pessoas e como funciona a mente de um criminoso. Fala também sobre como essa figura pode ser o homem mais comum aos olhos de quem não a conhece.
Trata-se de um estudo de personagem inegavelmente fascinante. Especialistas ou quem se interessa pela mente humana têm um balde cheio de comportamentos para analisar aqui.
O longa vai por esse caminho; sem dúvida é muito acerca disso, porém não mergulha no assunto como algo que assume todo o protagonismo (como Hitchcock faria, muito provavelmente).
Em igual intensidade (ou maior), o foco está em criar um cenário realista de acontecimentos (que já são, por si sós, muito marcantes) e em mostrar as consequências nos envolvidos e naqueles que os cercam após o fato que move a história.
O encontro entre o "vilão" e o homem que busca respostas é interessante, porém eu acho que a dinâmica entre eles não funciona tão bem assim. Aceitar as decisões do segundo é algo que passa longe de ser simples.
Não somente pelas escolhas e por confiar no primeiro, mas por situações que vão da possibilidade de talvez não denunciá-lo, de bater papo aleatório e até do ato de sorrir após uma sacada de humor daquele que lhe fez tão mal.
O cinema não é algo em que devamos julgar a coerência acima de tudo, pensando, por exemplo: "Ah, não, ele ou ela deveria ter feito isso. Estragou a história." Contudo, quando certas coisas destoam ou nos incomodam, no sentido de acreditarmos que alguém faria aquilo, isso é um ponto de atenção, algo negativo.
Claro, o longa cria cenas nas quais o protagonista mostra o quanto certas coisas que ele está fazendo, aceitando e limites que está cruzando são perigosos, o quanto é algo um tanto absurdo. Esse fator minimiza o problema.
O mais importante é que ver essa interação e momentos nos deixa mega interessados; não sabemos e muito menos poderíamos imaginar o que assistiríamos a seguir.
Em 'O Silêncio do Lago', estamos diante de uma obra com um mote 100% universal. Uma trama que nos envolve muito facilmente e nos fascina com suas melhores qualidades e questões temáticas. Esta é uma obra interessantíssima sobre os limites da obsessão e da curiosidade humana. Vemos como um fato pode nos marcar tanto que podemos ficar aprisionados a ele para sempre. E, inclusive, de forma doentia.
Como esquecer após ver o início do mal sendo feito e marcando vidas para sempre? (que sensação ruim foi ver esse momento).
Como esquecer o final?!? Um choque digno do que ficamos pensando e absorvendo durante toda a obra.
Pesado, dono de uma carga de injustiça altíssima e também de um grau de loucura que apenas o comportamento humano pode conceber. Longa de impacto e caminhos bem inesperados. Impossível ficarmos indiferentes ao que vimos.
Algo muitíssimo importante aqui: não ter conhecimento do que se trata a história — ou do mínimo possível. Não saber é puro ouro; o impacto é outro.
Que tema, som e trilha sonora bons! Se fosse lançado hoje em uma vitrine pesadíssima (Netflix ou enorme quantidade de salas de cinema), esse filme seria um fenômeno absoluto de sucesso.
Poucas coisas conversam conosco como os medos palpáveis que todos temos. 'O Silêncio do Lago' nos apresenta a isso e nos leva a estradas sombrias e muito surpreendentes.
06.09.2026
A história prende a atenção e o filme é pessimista pra caramba, e claro, fica a expectativa pra saber o que aconteceu, só que pra mim essa reta final não desceu bem.
Por mais que a ansiedade por respostas seja grande, achei de uma ingenuidade tremenda as decisões de Rex, pra não dizer burrice.
29-08-2026
Um filme com bem pouca coisa (?)