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Data de lançamento
28 Dez. 2018Duração
Conta a história real de uma das maiores duplas de comediantes de todos os tempos, Laurel e Hardy. Os dois embarcaram em uma longa jornada em sua turnê pela Grã-Bretanha, em 1953, buscando colocar suas carreiras novamente nos holofotes, mesmo com o mundo ainda abalado pelos efeitos da Segunda Guerra Mundial.
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Como ocorre em algumas cinebiografias essa falha em fazer apenas um recorte da vida da dupla O gordo e o magro. Deixa de lado as suas origens para retratar os últimos meses em que atuaram juntos. O que não chega a ser ruim já que o filme entrega momentos tanto divertidos como emocionantes. O grande destaque está na caracterização perfeita da dupla de protagonistas. Merecem elogios tanto a excelente atuação dos seus intérpretes como também o eficiente trabalho de maquiagem feito neles. Mesmo parecendo incompleto o filme é uma grande e merecida homenagem para a maior dupla de comediantes da história do cinema.
É uma vergonha esse filme não ter sido indicado ao Oscar, sendo uma homenagem linda a essa dupla. Focando somente em um curto período, consegue trazer nessa turnê toda a história da dupla por meio de diálogos, flashbacks e cenas de arquivo, conseguindo ser abrangente mesmo em sua curta duração. John C Reilly e Coogan estão irreconhecíveis e de fato personificaram a dupla em um excelente roteiro que se preocupa em focar na amizade de ambos, e em como amizade não significa necessariamente apenas boas lembranças. É lindo, e não tem como não ficar emocionado com a cena final e todo o suor derramado no palco.
Um filme carregado de uma sensibilidade ímpar. Talvez seu grande acerto tenha sido o roteiro focar num período específico da carreira da célebre dupla, em vez de seguir o padrão mais frequente em cinebiografias de tentar cobrir um leque mais amplo das vidas dos retratados.
Ao jogar luz sobre os pontos altos e baixos da "última turnê do Gordo e o Magro", o filme destaca tanto os defeitos quanto as qualidades da trajetória daqueles seres humanos, por trás de toda uma carreira de intimidade com a fama. Mostra também o quanto seus caráteres artísticos e suas vidas pessoais eram interconectadas até um ponto de serem difíceis de se desassociarem.
No fim, a sensibilidade tanto no roteiro, quanto na direção, e principalmente nas atuações, nos mostram um filme agridoce, com um tom outonal de despedida, mas ao mesmo tempo um belíssimo elogio à amizade, ao companheirismo e à dedicação apaixonada a uma carreira artística.
Tem um jogo de cenas em específico, onde o Stan "visita" um Ollie adoentado (que não por acaso conversa com outra cena de uma das sketches da dupla), que é pura poesia visual se desdobrando em camadas. De emocionar profundamente.
Passei minha infância inteira assistindo gordo e o magro nas fita cassetes do meu pai. Ouso dizer que já vi tudo que eles já produziram na vida e esse filme de 2018 é uma bela homenagem aos originais. Quem produziu conseguiu captar com excelência a magia que eles passavam, nostálgico!
Stan & Ollie é um tributo doce e bem-feito a uma dupla de comédia que influenciou muito mais artistas do que você imagina.