Renée volta para sua casa após muito tempo de ausência. Seu irmão Modeste e a cunhada Eleonore cuidam de sua filha como se fosse deles. A pequena Atena agora será obrigada a tentar entender toda essa situação.
Li e reli a sinopse antes de adentrar a sessão: havia algo de muito misterioso no cartaz e nas fotografias de divulgação, que davam a impressão de que eu superaria o desconforto contido na trama familiar um tanto corriqueira, melodramaticamente simplista. E, de fato, em sentido imagético, procede: o filme parece uma mistura de PARIS, TEXAS com DOG STAR MAN, dirigido pelo antigo Atom Egoyan. O problema é que os diálogos são enfadonhos: as tradições apresentadas parecem muito específicas, no que tange ao cotidiano de quem vive em Manitoba. Achei as situações e preocupações um tanto forçadas, não consegui demonstrar empatia. O que parecia irrelevante, às vezes: as "queimaduras" laterais, os estouros luminosos, as presenças fantasmáticas, tudo induzia-nos a ir além do óbvio, do ficcional, das conversas emotivamente automáticas. O que degringola de vez quando os dois irmãos discutem: achei as interpretações fracas, sem a entrega requerida pelos personagens. A exceção talvez seja a menininha, muito graciosa, mas cuja fofura "compete" com o experimentalismo rasgado do filme. A mistura não funciona, a diretora parece indecisa. A seqüência de créditos finais é ótima (ainda que o que seja mostrado confirme a impressão de indecisão narrativa), mas achei o filme extenuante - no pior sentido do termo! (WPC>)
Li e reli a sinopse antes de adentrar a sessão: havia algo de muito misterioso no cartaz e nas fotografias de divulgação, que davam a impressão de que eu superaria o desconforto contido na trama familiar um tanto corriqueira, melodramaticamente simplista. E, de fato, em sentido imagético, procede: o filme parece uma mistura de PARIS, TEXAS com DOG STAR MAN, dirigido pelo antigo Atom Egoyan. O problema é que os diálogos são enfadonhos: as tradições apresentadas parecem muito específicas, no que tange ao cotidiano de quem vive em Manitoba. Achei as situações e preocupações um tanto forçadas, não consegui demonstrar empatia. O que parecia irrelevante, às vezes: as "queimaduras" laterais, os estouros luminosos, as presenças fantasmáticas, tudo induzia-nos a ir além do óbvio, do ficcional, das conversas emotivamente automáticas. O que degringola de vez quando os dois irmãos discutem: achei as interpretações fracas, sem a entrega requerida pelos personagens. A exceção talvez seja a menininha, muito graciosa, mas cuja fofura "compete" com o experimentalismo rasgado do filme. A mistura não funciona, a diretora parece indecisa. A seqüência de créditos finais é ótima (ainda que o que seja mostrado confirme a impressão de indecisão narrativa), mas achei o filme extenuante - no pior sentido do termo! (WPC>)