O elemento mais interessante do documentário, em termos de narrativa, é o de nos apresentar as origens de Curry enquanto atleta, nos proporcionando um olhar mais apurado sobre o astro do esporte que ele se tornou, conectando tais origens ao momento vivido pelo Golden State Warriors na temporada 2021/2022. Stephen Curry é um jogador que, à sua maneira, transformou a NBA, assim como fizeram anteriormente Wilt Chamberlain, Kareem Abdul-Jabbar, Larry Bird, Magic Johnson, Michael Jordan, Kobe Bryant, LeBron James, entre outros. Um atleta que despertou o interesse pelo basquete em uma nova gama de pessoas (me incluo nesse grupo). Se ele é o melhor jogador da história (o que eu penso que não é) pouco importa, o que ele nos ensina é que o talento pode ser um destruidor de barreiras.
O filme nada mais é do que uma propaganda da NBA para um astro com apelo juvenil: negro, gay, de origem pobre, de esquerda, lindo, olhos claros, queridinho das redes sociais. Tudo bem que ele é um gostoso e tal, mas aqui há um exagero não apenas para enaltecer a pessoa dele (repare como não houve menção a seus defeitos, ou mesmo às rotinas mais exaustivas), mas também para enaltecê-lo frente à equipe quando da sua época no Madison. Contudo, seus números impresionam sim, ele teve seus méritos, e é sempre muito bom ver um jovem vindo de uma região improvável, especialmente considerando sua cor, conseguir se destacar pelo puro talento. Então, longe de mim desmerecer tudo o que ele conquistou, é de fato impressionante, fora da curva, e em nenhum momento ficamos com a sensação de que o documentário soa gratuito, ao contrário, é extremamente necessário considerando uma América dividida e polarizada, que escancarou seus preconceitos na era Trump. Então, que fique bem destacado que o documentário é pertinente, inclusive destaco aqui a excelente edição, não é sempre que projetos que intercalam momentos atuais com o passado, num vai e vem constante, ficam tão bons como o visto aqui. Há de se parabenizar a excelente montagem, a trilha, o resgate das fitas originais para tornar a experiência o mais imersiva possível, e funciona naquilo que é proposto: mostrar o atleta na superação das adversidades e suas conquistas. A ressalva mesmo é por conta do tom sempre complacente, mas de modo algum prejudica o saldo final. Pra mim, que não entendo tanto de NBA, ficou a sensação gostosa de buscar ainda mais o esporte. Destaco também a baixa rotatividade dos jogadores em suas respectivas equipes, muito diferente do que acontece no futebol, por exemplo. O técnico da equipe inicial do Stephen, há mais de 10 anos, continua o mesmo! Isso é sensacional, passa a ideia de uma família mesmo, fortalecendo o senso de pertencimento ao grupo, conferindo uma energia impressionante. E o final valorizando a formação acadêmica é um bonito exemplo para geração atual. Um documentário muito bom, didático e com uma mensagem muito positiva para a atual geração.
GOAT]
O elemento mais interessante do documentário, em termos de narrativa, é o de nos apresentar as origens de Curry enquanto atleta, nos proporcionando um olhar mais apurado sobre o astro do esporte que ele se tornou, conectando tais origens ao momento vivido pelo Golden State Warriors na temporada 2021/2022.
Stephen Curry é um jogador que, à sua maneira, transformou a NBA, assim como fizeram anteriormente Wilt Chamberlain, Kareem Abdul-Jabbar, Larry Bird, Magic Johnson, Michael Jordan, Kobe Bryant, LeBron James, entre outros. Um atleta que despertou o interesse pelo basquete em uma nova gama de pessoas (me incluo nesse grupo). Se ele é o melhor jogador da história (o que eu penso que não é) pouco importa, o que ele nos ensina é que o talento pode ser um destruidor de barreiras.
Ele é um talento!
Excelente!
O filme nada mais é do que uma propaganda da NBA para um astro com apelo juvenil: negro, gay, de origem pobre, de esquerda, lindo, olhos claros, queridinho das redes sociais. Tudo bem que ele é um gostoso e tal, mas aqui há um exagero não apenas para enaltecer a pessoa dele (repare como não houve menção a seus defeitos, ou mesmo às rotinas mais exaustivas), mas também para enaltecê-lo frente à equipe quando da sua época no Madison.
Contudo, seus números impresionam sim, ele teve seus méritos, e é sempre muito bom ver um jovem vindo de uma região improvável, especialmente considerando sua cor, conseguir se destacar pelo puro talento. Então, longe de mim desmerecer tudo o que ele conquistou, é de fato impressionante, fora da curva, e em nenhum momento ficamos com a sensação de que o documentário soa gratuito, ao contrário, é extremamente necessário considerando uma América dividida e polarizada, que escancarou seus preconceitos na era Trump.
Então, que fique bem destacado que o documentário é pertinente, inclusive destaco aqui a excelente edição, não é sempre que projetos que intercalam momentos atuais com o passado, num vai e vem constante, ficam tão bons como o visto aqui. Há de se parabenizar a excelente montagem, a trilha, o resgate das fitas originais para tornar a experiência o mais imersiva possível, e funciona naquilo que é proposto: mostrar o atleta na superação das adversidades e suas conquistas.
A ressalva mesmo é por conta do tom sempre complacente, mas de modo algum prejudica o saldo final. Pra mim, que não entendo tanto de NBA, ficou a sensação gostosa de buscar ainda mais o esporte.
Destaco também a baixa rotatividade dos jogadores em suas respectivas equipes, muito diferente do que acontece no futebol, por exemplo. O técnico da equipe inicial do Stephen, há mais de 10 anos, continua o mesmo! Isso é sensacional, passa a ideia de uma família mesmo, fortalecendo o senso de pertencimento ao grupo, conferindo uma energia impressionante. E o final valorizando a formação acadêmica é um bonito exemplo para geração atual. Um documentário muito bom, didático e com uma mensagem muito positiva para a atual geração.