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Em Tel Aviv, existe uma escola que educa crianças de 48 países e diferentes histórias de vida. Muitas delas estão fugindo da pobreza, guerras e genocídios. O filme acompanha diversos estudantes que tentam se ambientar com a vida na nova terra e aos poucos vão se abrindo e compartilhando suas histórias. Muitos perderam sua família e nunca estiveram em uma escola antes.
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Filme bonitinho. Alguns problemas técnicos até primários, tais como um trecho bizarramente repetido. Mas a mensagem de esperança é importante.
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=vpkihE9Ixv0
Talvez seja necessário analisar esse documentário sob dois aspectos, duas perspectivas que são conflitantes entre si. Bom, quanto aos aspectos técnicos, sem dúvida que é uma produção de qualidade, não traz inovações técnicas, tampouco na narrativa, mas acaba servindo para sua finalidade. E aí que entram os aspectos complicados que mencionei. A proposta é louvável, juntar em uma escola crianças excluídas e proporcionar condições para serem "inseridas" na comunidade israelense. Bom, até que ponto, de fato, que essas crianças serão inseridas na sociedade? Será que tornar-se-ão cidadãos israelenses? Pouco provável. Então, qual a finalidade da escola se há uma restrição quanto à cidadania? Algumas pessoas mais críticas poderiam alegar que é melhor viver numa escola que lhe da educação do que em países que vivem em guerra ou sociedades miseráveis... Bom, de fato, os parâmetros para comparação não ajudam a justificar a exclusão por parte da sociedade israelense. Também, poderia ser questionada a proposta da escola de israelizar a todas os imigrantes, contudo, somente para reduzir o atrito interno, mas sem que eles se sintam cidadãos plenos. O que, por conseguinte, geraria um conflito identitário, uma vez que não mais pertencem ao país que vieram, mas também não são israelenses. Evidentemente que essas questões não são abordadas pelo documentário, seja pela proposta ser outra, ou mesmo porque isso colocaria em xeque o objetivo da escola. Talvez o mais complicado seja constatar que existem mulheres como as que trabalham na escola e veem os imigrantes como pessoas e um estado que nem sempre age da mesma maneira. Daí surge um terceiro conflito que diz respeito à interação entre povo e governo. Se propostas como a desta escola fizessem parte de um plano de governo, sem dúvida a tensão entre israelenses e palestinos reduziria, mas a escola se configura numa ilha solitária num oceano de tensão. Mas mesmo assim, é fundamental que o documentário seja assistido para que essa proposta entre para a agenda internacional.