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Juntamente com Hirsi Ali, van Gogh foi o autor do filme com o título "Submissão" (uma referência inequívoca ao Islão, que significa literalmente submissão a Alá). É um filme sobre a situação da mulher nas sociedades islâmicas, abordando temas como os casamentos arranjados, a violência doméstica ou o incesto. Após a estreia do filme, Van Gogh e Hirsi Ali receberam ameaças de morte. O filme foi exibido na televisão holandesa em 2004.
Van Gogh foi assassinado na manhã de terça-Feira, 2 de Novembro de 2004, em Amsterdão, na esquina entre as ruas Linnaeusstraat e Mauritskade, uma zona de Amsterdã onde vivem muitos imigrantes. Foi esfaqueado e alvejado a tiro (7 tiros) e faleceu imediatamente. O alegado assassino foi detido pela polícia após perseguição e após ter sido alvejado numa perna. Era um jovem de 26 anos, de dupla nacionalidade (holandesa e marroquina), muçulmano
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Estou lendo "o infiel" no momento, livro da Ayaan Hirsi Ali, motivo de onde achei esse curta, indico a leitura pra quem quer se aprofundar na cultura do Alcorão e entender mais a perspectiva das mulheres nessa sociedade patriarcal. Sobre esse curta, realmente entendo o motivo de terem matado Theo Van Gogh, desafiou de frente o Alcorão com uma mulher nua, de fato submissa às leis sagradas e lidando de forma irônica com atrocidades que as mulheres passaram. Aliás indico também a entrevista da Ayaan no Roda viva e outro livro sobre o mesmo tema porém da China, Xinran as boas mulheres da China.
Por que é tão difícil para os muçulmanos se auto refletirem?
Existem sim muçulmanos que são altamente educados e claramente não são fanáticos e apenas boas pessoas e amigáveis, agora mesmo com esses amigos não posso falar abertamente sobre o Islã e as questões das mulheres no Islã.
Por outro lado, posso conversar com amigos católicos, hindus ou judeus sobre os problemas e questões de sua fé e, mesmo assim, eles estão abertos a isso. Eles podem não concordar comigo, agora claramente não se ofendem.
Comum somos em dias atuais, andamos pela lua, fizemos viagens no espaço, clonamos animais. Como ainda podemos aderir às leis religiosas que foram escritas séculos atrás? Eles provavelmente trabalharam séculos atrás, agora essas leis/regras precisam ser abordadas, explicadas e racionalizadas.
Séculos atrás, todos nós tínhamos caudas e agora a única coisa que resta dela é um osso da cauda atrofiado. Nós evoluímos e agora nossas antigas tradições precisam ser evoluídas.
A educação das mulheres muçulmanas em todas as partes deste mundo é extremamente necessária. Só então podemos sair desse ciclo vicioso de fanatismo e mente estreita!!
Do que alguns desses muçulmanos têm medo?
Essas pessoas precisam ser tão inseguras, nada confiantes que a única maneira de obter sua segurança é pela força física e pela opressão das mulheres. É responsabilidade de todo muçulmano educado ter uma discussão aberta sobre o status das mulheres no Islã. Só porque isso não acontece na sua família, isso não significa que não acontece!! Acorde todos, vocês... irmãos e irmãs muçulmanos, hindus, cristãos, judeus... todos !!
OBSERVAÇÃO:
O filme criou polêmica na Holanda e o diretor Theo van Gogh foi morto por causa disso! Em 2 de novembro de 2004, Van Gogh foi assassinado em Amsterdã em público por Mohammed Bouyeri, um muçulmano holandês-marroquino com passaporte holandês. Primeiro, ele atirou em Van Gogh, depois cortou a garganta e, finalmente, afixou uma carta ao corpo de Van Gogh com uma adaga. No texto, ele vinculou o assassinato ao filme de Van Gogh e suas visões sobre o Islã.
O co-produtor da Column Productions, de Van Gogh, retirou o filme da distribuição e se recusou a dar permissão a qualquer pessoa para exibi-lo.
Mais revoltante do que o que é mostrado no curta, é a repercussão que ele teve, causando a morte de uma pessoa que ousou se opor ao islã. E pior ainda é quem defenda essa religião e diga que, na verdade, o islamismo é um religião de paz. Isso vivendo em um país onde se tem toda a liberdade para ser e fazer o que quiser. E caso alguém a critique, mesmo alguém que viveu dentro dessa seita, é chamado de islamofóbico.
Mas matar inocentes por não concordarem com você, está ok!
O curta em si não acrescenta nenhuma novidade ao tema. Mas ainda assim merece conhecimento, principalmente pela coragem do diretor, que pagou com a vida por sua "audácia".
O dIscurso irônico e inflamado demais me incomoda quando analiso cinema. Mas é inegável que a história por trás deste curta , envolvendo o assassinato de seu realizador, é tremendamente repugnante.
O islamismo é nojento, como qualquer outra religião. E Alá é o que faz mais jus ao deus como imagem e semelhança do homem.