Não consegui me conectar em nenhum momento com absolutamente nada. Além disso, é um filme que parece não se preocupar muito em desenvolver aquelas histórias, tão complexas e interessantes. Fica tudo meio que na superfície. E pra piorar, é chatíssimo.
É um documentário que encontra sua alma na boa seleção de momentos casuais dos pacientes do barco Adamant. A maneira natural e talentosa com que se expressam provoca no espectador um questionamento existencial e nos convida à outra percepção sobre pessoas com transtornos mentais. E é mérito do filme e de seus realizadores saber como captar esses momentos.
O problema, para mim, é a natureza excessivamente passiva da obra. Me incomoda quanto cineastas fazem filmes ocos de significado ou com postura omissa. Os intertítulos finais são uma tentativa tosca de tomar partido mas que mais soam como um didatismo forçado que subestima a inteligência do público.
Confirmando-se como uma espécie de versão européia (e ainda mais terna) do Frederick Wiseman, Nicolas Philibert segue avaliando (e fazendo com que torçamos pelas melhorias de) as principais instituições francesas: depois de sua magnífica investigação pedagógica em SER E TER, ele aproxima-nos de um grupo de internos psiquiátricos, quase todos com afinidades artísticas evidentes, de modo que, em muitos aspectos, este filme dá continuidade à trilogia hirszmaniana sobre as "imagens do inconsciente". A montagem é muito respeitosa e os entrevistados são carismáticos e fascinantes no modo como encaram a câmera e narram as suas estórias de vida. Muito bonito e otimista, a despeito do "até quando?" do letreiro final. Uma aula de afeição! (WPC>)
Não consegui me conectar em nenhum momento com absolutamente nada. Além disso, é um filme que parece não se preocupar muito em desenvolver aquelas histórias, tão complexas e interessantes. Fica tudo meio que na superfície. E pra piorar, é chatíssimo.
É um documentário que encontra sua alma na boa seleção de momentos casuais dos pacientes do barco Adamant. A maneira natural e talentosa com que se expressam provoca no espectador um questionamento existencial e nos convida à outra percepção sobre pessoas com transtornos mentais. E é mérito do filme e de seus realizadores saber como captar esses momentos.
O problema, para mim, é a natureza excessivamente passiva da obra. Me incomoda quanto cineastas fazem filmes ocos de significado ou com postura omissa. Os intertítulos finais são uma tentativa tosca de tomar partido mas que mais soam como um didatismo forçado que subestima a inteligência do público.
3,5/5
Confirmando-se como uma espécie de versão européia (e ainda mais terna) do Frederick Wiseman, Nicolas Philibert segue avaliando (e fazendo com que torçamos pelas melhorias de) as principais instituições francesas: depois de sua magnífica investigação pedagógica em SER E TER, ele aproxima-nos de um grupo de internos psiquiátricos, quase todos com afinidades artísticas evidentes, de modo que, em muitos aspectos, este filme dá continuidade à trilogia hirszmaniana sobre as "imagens do inconsciente". A montagem é muito respeitosa e os entrevistados são carismáticos e fascinantes no modo como encaram a câmera e narram as suas estórias de vida. Muito bonito e otimista, a despeito do "até quando?" do letreiro final. Uma aula de afeição! (WPC>)