Três dias antes de sua sentença terminar, um prisioneiro (Victor Solovyov) foge e se esconde dentro de uma gigantesca foice-e-martelo nos arredores da prisão, onde é descoberto por uma bela mulher (Liudmyla Yefymenko), que cuida dele e se torna sua amante. Uma das primeiras produções independentes soviéticas, parcialmente financiada na Suécia e no Canadá, o filme conta a sua história com um mínimo de diálogos e imagens muito marcantes.
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Viktor Solov'iov é o fugitivo; Liudmyla Yefymenko é a mulher - quase uma heroína sem saber refletir; Maia Bulhakova é a velha; Pylyp Illienko é o menino; Viktor Demertash é o guarda? Oleksander Danylenko é o companheiro de prisão e Serhii Povarov é o pequeno oficial. O enredo é baseado em uma história da realidade - talvez! - que era bastante comum nas prisões soviéticas. Um guarda prisional doa o seu sangue a um prisioneiro para transfusão. O preso sobrevivente é rejeitado por seus colegas de prisão porque seu sangue está, supostamente, "contaminado" com o sangue do mal. Sob a superfície da história, Illienko desdobra um panorama de um deserto espiritual que o império russo-soviético foi e a devastação que causou em seus súditos. O filme é o "J'accuse" de Illienko contra o sistema e, ao mesmo tempo, sua profecia sombria de seu fim iminente - estamos no final dos anos de 1980. A história é intrigante, e pode até nos trazer, como de fato traz, uma explicação, ainda que residual, do conflito entre russos e ucranianos…
Bravo! A decadência, o horrendo que se aboletou perto do rio Kolyma, a opressão soviética, o apocalíptico e a luta ferrenha dum ucraniano por liberdade; trazidas em celulóide.
Não obstante, dizem haver muitas queixas dos fãs do Paradjanov, devido
a erradicarem a alegria e esperança da estória, ao levá-la à telona