Só sendo alter-ego da Sylvia Chang mesmo pra ter Takeshi Kaneshiro e Karen Mok na sua cola
Piadas à parte... Gosto muito desse filme não só pelo modo como condensa todo o melodrama tão já típico de romances chineses da época de um jeito quase como um Companheiros: Quase Uma História de Amor mais analítico, mas principalmente por sua abordagem ao retratar o lado do interesse amoroso feminino. Apesar de ter uma finalidade trágica (que não deixa de ser poupada ao lado masculino também), é interessante de ver, mesmo que narrativamente longe, como a dor de um amor incorrespondido na vida de uma pessoa LGBT pode acabar se tornando um ciclo doloroso de infindáveis atos de forçada romantização em cima relações íntimas de amizade por puro medo de abranger sua verdadeira identidade. Em um mundo onde o cinema LGBT é constantemente alvo de romantizações perigosas e constantes pontos finais que deriva a morte, ver por esse ângulo que apesar de triste tem sua fundamentação em pautar em algo tão (infelizmente) recorrente, ainda mais vindo de uma autora heterossexual, é muito interessante. Tristemente trágico e dolorosamente recorrente.
Só sendo alter-ego da Sylvia Chang mesmo pra ter Takeshi Kaneshiro e Karen Mok na sua cola
Piadas à parte... Gosto muito desse filme não só pelo modo como condensa todo o melodrama tão já típico de romances chineses da época de um jeito quase como um Companheiros: Quase Uma História de Amor mais analítico, mas principalmente por sua abordagem ao retratar o lado do interesse amoroso feminino. Apesar de ter uma finalidade trágica (que não deixa de ser poupada ao lado masculino também), é interessante de ver, mesmo que narrativamente longe, como a dor de um amor incorrespondido na vida de uma pessoa LGBT pode acabar se tornando um ciclo doloroso de infindáveis atos de forçada romantização em cima relações íntimas de amizade por puro medo de abranger sua verdadeira identidade. Em um mundo onde o cinema LGBT é constantemente alvo de romantizações perigosas e constantes pontos finais que deriva a morte, ver por esse ângulo que apesar de triste tem sua fundamentação em pautar em algo tão (infelizmente) recorrente, ainda mais vindo de uma autora heterossexual, é muito interessante. Tristemente trágico e dolorosamente recorrente.