O suicídio de um garoto indígena desperta sua comunidade, que vive às margens de uma fazenda. A proximidade entre o grupo Guarani-Kaiowá e a família de fazendeiro que vive na região provoca curiosidade e estranheza dos dois lados.
É raro ver filmes nacionais que abordam o choque entre a comunidade indígena e os brancos. Aqui nesse drama, os índios invadem as terras de um fazendeiro e dão início a um perigoso jogo de interesses. Não dá pra exigir grandes atuações dos índios, afinal foram utilizados índios reais nos papéis, mas a história em si foi eficiente ao mostrar uma realidade bem atual de como eles vivem numa terra dividida. É um filme pertinente, mas a história poderia ter sido melhor.
Filme valioso que cultiva bem a cultura brasileira.Rende bons momentos de tensão com algumas batalhas indígenas apresentadas,também sobra espaço para romance e sempre valorizando a figura principal indígena.
>Maratona Matheus Nachtergaele - Assistido em 05 de Junho de 2020 -Dou nota 7/10
Terra Vermelha faz um retrato realista e triste da situação dos índios brasileiros, presos entre o progresso do mundo ocidental e a necessidade de manter suas tradições. O governo criou reservas indígenas para, supostamente, proteger o índio de ser dizimado e para tentar preservar sua cultura. Uma política bem intencionada que talvez funcione para alguns povos. No caso dos Kaiowás, que se deslocaram do lugar onde sempre viveram para uma terra estranha, essa mudança resultou em suicídios e alcoolismo.
O diretor ítalo-argentino Marco Bechis, que morou no Brasil, e o roteirista Luiz Bolognesi criam uma trama que dá conta de todos esses problemas e nos introduz, com um certo grau de distanciamento, à situação dos índios, sem simplificações de natureza política ou sociológica, e com um tratamento cinematográfico de primeira grandeza. Um filme extremamente importante que deveria se mostrado nas escolas e universidades.
O filme concorreu ao Leão de Ouro no Festival de Veneza, conta com participação de Matheus Nachtergaele e Leonardo Medeiros, mas os protagonistas são os próprios índios Kaiowás interpretando a si mesmos.
Certamente é uma das obras mais importantes da filmografia brasileira, pelo tema, pela complexidade e qualidade cinematográfica. O diretor Marco Bechis não apenas filma uma história sobre índios brasileiros. Ele documenta um retrato fiel sobre a decadência dos Guarani-Kaiowà, no interior do Mato Grosso dos Sul.
Para isso, Marco cercou-se de bons técnicos, uma competente equipe de antropólogos e chamou os próprios índios para atuar como protagonistas. Esta arriscada empreitada originou neste docu-drama de eficiente denúncia. Alguns atores profissionais atuam como coadjuvantes, mas o foco é totalmente centrado nos não-atores índios.
O filme tem uma belíssima fotografia e o roteiro é calcado num episódio real no massacre de alguns Guarani-Kaiowà, mortos pelos fazendeiros locais. Tudo é estranhamente belo e extraordinário. Os índios atuam com uma capacidade incrivelmente dramática e até com qualidades sedutoras.
O único porém fica à cargo da edição iludida de Jacopo Quadri. Algumas cenas deixam de cumprir um clímax maior, por causa da montagem. Mas o o filme tem uma excelente capacidade de denúncia e divulga um fato que raramente (para não dizer nunca) aparece nos noticiários.
No you tube tem esse filme em baixa qualidade. Sabem onde encontrar em boa qualidade para download?
É raro ver filmes nacionais que abordam o choque entre a comunidade indígena e os brancos. Aqui nesse drama, os índios invadem as terras de um fazendeiro e dão início a um perigoso jogo de interesses. Não dá pra exigir grandes atuações dos índios, afinal foram utilizados índios reais nos papéis, mas a história em si foi eficiente ao mostrar uma realidade bem atual de como eles vivem numa terra dividida. É um filme pertinente, mas a história poderia ter sido melhor.
Filme valioso que cultiva bem a cultura brasileira.Rende bons momentos de tensão com algumas batalhas indígenas apresentadas,também sobra espaço para romance e sempre valorizando a figura principal indígena.
>Maratona Matheus Nachtergaele - Assistido em 05 de Junho de 2020
-Dou nota 7/10
a sinopse é uma bosta, mas o filme é denso porque ainda é real. necessário e muito bem produzido!
Terra Vermelha faz um retrato realista e triste da situação dos índios brasileiros, presos entre o progresso do mundo ocidental e a necessidade de manter suas tradições. O governo criou reservas indígenas para, supostamente, proteger o índio de ser dizimado e para tentar preservar sua cultura. Uma política bem intencionada que talvez funcione para alguns povos. No caso dos Kaiowás, que se deslocaram do lugar onde sempre viveram para uma terra estranha, essa mudança resultou em suicídios e alcoolismo.
O diretor ítalo-argentino Marco Bechis, que morou no Brasil, e o roteirista Luiz Bolognesi criam uma trama que dá conta de todos esses problemas e nos introduz, com um certo grau de distanciamento, à situação dos índios, sem simplificações de natureza política ou sociológica, e com um tratamento cinematográfico de primeira grandeza. Um filme extremamente importante que deveria se mostrado nas escolas e universidades.
O filme concorreu ao Leão de Ouro no Festival de Veneza, conta com participação de Matheus Nachtergaele e Leonardo Medeiros, mas os protagonistas são os próprios índios Kaiowás interpretando a si mesmos.
Certamente é uma das obras mais importantes da filmografia brasileira, pelo tema, pela complexidade e qualidade cinematográfica. O diretor Marco Bechis não apenas filma uma história sobre índios brasileiros. Ele documenta um retrato fiel sobre a decadência dos Guarani-Kaiowà, no interior do Mato Grosso dos Sul.
Para isso, Marco cercou-se de bons técnicos, uma competente equipe de antropólogos e chamou os próprios índios para atuar como protagonistas. Esta arriscada empreitada originou neste docu-drama de eficiente denúncia. Alguns atores profissionais atuam como coadjuvantes, mas o foco é totalmente centrado nos não-atores índios.
O filme tem uma belíssima fotografia e o roteiro é calcado num episódio real no massacre de alguns Guarani-Kaiowà, mortos pelos fazendeiros locais. Tudo é estranhamente belo e extraordinário. Os índios atuam com uma capacidade incrivelmente dramática e até com qualidades sedutoras.
O único porém fica à cargo da edição iludida de Jacopo Quadri. Algumas cenas deixam de cumprir um clímax maior, por causa da montagem. Mas o o filme tem uma excelente capacidade de denúncia e divulga um fato que raramente (para não dizer nunca) aparece nos noticiários.