1998, Nalchik, cidade no sul da Rússia. Uma família está prestes a experimentar os momentos de maior tensão em toda a sua vida: um dos filhos, o mais novo, não voltou para casa junto com a noiva e não deixou nenhuma explicação. No dia seguinte, o recebimento de uma carta pedindo um alto resgate confirma o sequestro, e fará com que a família desista de todos os bens materiais para tê-los de volta.
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Um filme do jeito que eu gosto: estressante e claustrofóbico. Balatov começou a carreira de diretor acertando direto na veia. E a atriz sósia de Kristen Stewart é perfeita. Tem algo de um David Linch, principalmente nas luzes e na iluminação. Mas Balatov tem um olhar próprio. Buscando mais filmes dele para ver.
Que filme belo e sufocante! Há tempos não me sentia desamparada e, ao mesmo tempo abraçada por uma obra como quanto com essa!
É uma ótima estreia do diretor, com muito do que ele viria comentar ainda mais no filme seguinte. É sobre liberdade, escolhas, paixão e solidão. Adoro como a cor azul é usada por boa parte do tempo, sendo que ela aparece em todos os momentos difíceis da protagonista. A mãe é representada pela cor amarela, mas muito pouco intenso e com pouco entendimento. O pai é mais neutro. Já o verde do final representa recomeço. Também gostei de perceber como o filme faz jus ao título, com a câmera sempre muito próximo do elenco para enfatizar todas as emoções presentes. Tesnota é, enfim, um trabalho de direção impressionante e um grande filme.
É incrível poder acompanhar a carreira do Kantemir e ir percebendo que ele está melhor ainda no segundo filme sz Esse menino é um gênio!
Tesnota é um ótimo filme e seu roteiro me lembrou bastante os filmes do Asghar Farhadi, que focam em situações cotidianas e os conflitos gerados através de alguma ação gatilho. Curiosamente, no caso de Todos los Saben, último filme do Farhadi, esse trigger também é um sequestro.
Destaques positivos para a protagonista, Darya Zhovnar, que faz um trabalho excelente, dando a carga dramática necessária para as cenas, mesmo sendo sua estreia em longas, e para a fotografia do filme. De negativo destaco
O filme foi bastante premiado, inclusive em Cannes, onde levou o FIPRESCI Prize na mostra Un Certain Regard de 2017. Esse é o segundo filme do Balagov que assisto e já me considero fã (Beanpole, o segundo dele, foi um dos melhores filmes que assisti esse ano).