Últimas opiniões enviadas
Um dos maiores westerns já feitos. Uma adaptação quase ao pé da letra de "Os Sete Samurais" de Akira Kurosawa, mas com todo seu charme próprio, um grande elenco de ícones da época dos filmes de western e de guerra, ainda não tão conhecidos, e uma personificação icônica de Brynner (não esquecendo de Wallach). Nem vou comentar a trilha sonora mitológica de Bernstein. Sturges deixou uma filmografia memorável tanto no western como nos filmes de guerra. Mas este junto com " Fugindo do Inferno" , também de Siegel, devem figurar entre os filmes a serem vistos por qualquer pessoa que ame o cinema várias e várias vezes na vida.
Últimos recados
O novo app do Filmow é oficial!
Olá, cinéfilo!
Depois de 2 meses em beta, o novo app do Filmow agora é oficial e 100% funcional.
Baixe aqui:
Android: https://filmow.s.gy/vIEnVo
iPhone: https://filmow.s.gy/esyxMU
Queremos ouvir você: gostou? O que falta? Como melhoramos?
Chama no WhatsApp +55 11 97103-8686 ou avalia direto na loja.
Bons filmes!
Equipe Filmow
Olá, Carlos, obrigado pela curtida da minha lista de filmes sobre História Geral e espero que tenha gostado dela, mas tem também as minhas outras duas listas complementares de História do Brasil e do Oriente Médio, espero que você goste também. Abraços.
Add :)
“Persona” ainda continua a ser um dos grandes filmes do cinema e um dos mais importantes de Bergman, mesmo passados 60 anos de sua produção. Após tê-lo visto já por algumas vezes, acho que não é mais o caso de comentar a direção primorosa e revolucionária de Bergman, a fotografia primorosa em sombras de Nykvist ou a interpretação colossal das duas protagonistas (Anderson e Ullman). Quero mudar o foco para a filosofia discutida por Bergman na película que é o foco principal de sua profundidade ainda hoje. A exploração da filosofia da identidade, da máscara social e da dissolução do "eu” é que o tornam único em seu momento temporal. É aí que está sua ousadia: questionar se o ser humano possui uma essência verdadeira ou se é apenas uma soma de papéis e aparências.
Elisabet decide emudecer porque percebe a falsidade da linguagem e da representação cotidiana, de sua persona criada para a sociedade. É um ato de resistência ética a toda a falsidade que transmite por suas palavras, em uma profunda crise de autenticidade.
Mais ainda: em sua convivência isolada com Alma na solidão da casa de praia (e aí a importância do trabalho de cena de Bergman e da fotografia de Sven Nykvist) inicia-se um processo de espelhamento e transfusão de personalidades entre as duas personagens, conforme Alma vai se abrindo para Elisabet. Tão ao gosto da psicanálise Junguiana admirada por Bergman (conceito do duplo), onde elas deixam de ser indivíduos separados e se tornam uma única consciência fragmentada.
Tudo permeado por outros conceitos tão caros a Bergman que são o pecado e a culpa (sempre presente em suas obras devido a sua formação luterana extremamente rígida), a vulnerabilidade do ser humano e seus desejos inconfessáveis quando as máscaras das personas desabam. Ou seja, uma obra única em toda sua profundidade.