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Data de lançamento
1 Julho 2016Duração
Criada por John Fusco e Dave Erikson (Sons of Anarchy, Low Winter Sun), a história acompanha a trajetória do explorador italiano Marco Polo (Lorenzo Richelmy) no Século XIII. Atuando como espião e embaixador de Kublai Khan (Benedict Wong), ele vive várias aventuras em diversos países.
Em seu retorno, a série introduzirá novos personagens. Entre eles, o Papa Gregório X, que será interpretado por Gabriel Byrne (In Treatment, Quirke, Vikings); o Príncipe Nayan (Ron Yuan, de Sons of Anarchy), da Manchúria, descendente de Gengis Khan que se converteu cristão; e uma personagem interpretada por Michelle Yeoh (Strike Back) que fará parte do passado de Hundred Eyes (Tom Wu).
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A cena dos cavalos é dose pra elefante.
Ou pra cavalo incendiado, que corre na direção certa, sem cair, nem e desesperar com a dor.
"O século 13 é repleto de cobiça, traição, intriga sexual e rivalidade. Nesse mundo, Marco Polo vive de explorações e está sempre envolvido em aventuras. Ele também trabalhada como espião para o embaixador de Khan, da corte de Kublai Khan."
A série chega para se agrupar ao time de grandes produções do canal, como House of Cards e Orange is The New Black. Em meio a belíssimos cenários, cores estonteantes e bem articuladas lutas marciais, Marco Polo reconstrói as aventuras do jovem mercador durante suas viagens pela Rota da Seda.
Já no início da temporada somos apresentados a fragmentos que indicam a origem de Marco Polo. Marco havia sido cuidado por sua mãe durante sua infância, já que seu pai partira para uma jornada antes mesmo que o rapaz nascesse. A morte de sua mãe não tardou a chegar e, dali em diante, a vida do jovem resumiu-se à espera do regresso do pai, que ainda não conhecia. Com a chegada de seu pai em Veneza, Marco resolve juntar-se a ele e a sua expedição que partia em direção ao oriente. Três anos depois, em 1273, por conta de diversas intempéries, o grupo acaba parando no grande império mongol e conhece o Imperador Kublai Khan, que permite que o grupo siga viagem sob a condição de que Marco permaneça dentro dos limites de seu território.
A primeira temporada expõe os desafios da adaptação de Marco Polo a uma civilização desconhecida e o crescimento do viajante que, pouco a pouco, conquista a confiança de Kublai Khan e desperta a inveja de altos membros da corte. Assim, a impressão que temos quando assistimos aos episódios iniciais é que, junto a Marco Polo, somos lançados ao interior do desconhecido. Dentro de uma interessante construção, a série situa seu público na mesma posição em que Marco Polo se encontra: a do observador que, com curiosidade aguçada, vai construindo suas impressões acerca do terreno que desbrava.
Com um altíssimo valor de produção, 90 milhões de dólares, não poderíamos esperar nada menos do que boas construções cenográficas, figurinos ricos em detalhes e efeitos visuais à altura de uma grande produção. Nisso, Marco Polo não deixa a desejar. A série não só cumpre esses pré-requisitos com competência, como também se apresenta impecável em outros fatores técnicos e plásticos.
Vamos conhecer algumas curiosidades sobre Marco Polo (da Netflix):
1. A série é inspirada nos primeiros anos de Marco Polo na corte de Kublai Khan, o khagan (uma espécie de imperador) do Império Mongol e fundador da Dinastia Yuan. Polo era um mercador e aventureiro veneziano que viajou para a Ásia, tendo passado pela Tartária, China e Indochina. As suas aventuras em viagem deram origem a um livro que se tornou um clássico geográfico.
2. Durante a sua intensiva pesquisa para a série, John Fusco, o criador, viajou de cavalo pela Rota da Seda e também atravessou as Dunas de Areia Cantantes, na China, de camelo. Em Veneza, local de nascimento e morte de Marco Polo, estudou o testamento do viajante.
3. A Netflix atribuiu um orçamento de 90 milhões de dólares à 1.ª temporada, o que, na altura, fez de Marco Polo a segunda série televisiva mais cara, apenas atrás de Game of Thrones. No entanto, ao fim de duas temporadas e uma curta-metragem, a série acabou por ser cancelada, precisamente porque os custos de produção eram incrivelmente elevados e os números de visualização eram baixos, o que resultou numa perda de 200 milhões de dólares para a plataforma de streaming.
4. Todos os atores executaram as suas próprias cenas de luta e treinaram para aprenderem kung fu.
5. Para se preparar para o papel de Chabi, mulher de Kublai Khan, a atriz Joan Chen leu o livro The Secret History of the Mongol Queens: How the Daughters of Genghis Khan Rescued His Empire, do antropólogo americano Jack Weatherford, de forma a melhor compreender a cultura da época em que a série é passada. O livro de não-ficção narra o impacto e legado das filhas de Genghis Khan, avô de Kublai, e de várias rainhas mongol.
6. Apesar de muitas das personagens serem mongóis, só duas são interpretadas por atores com essa origem: Rick Yune, que interpreta Kaidu, primo e rival de Khan, e Baljinnyamyn Amarsaikhan, que dá vida a Ariq, irmão de Khan. No entanto, a série conta com alguma música de bandas mongóis como os Altan Urag e os Batzorig Vaanchig.
7. A série não reuniu consenso. Muitos espectadores mongóis e especialistas apontaram “erros históricos”, enquanto outros aclamaram Marco Polo. Por exemplo, Orgil Makhaan, que foi Genghis Khan num documentário da BBC, disse que a série era mais precisa do que qualquer outro retrato da cultura mongol. Adicionalmente, no ano de 2015, o Presidente da Mongólia, Tsakhiagiin Elbegdorj, presenteou Fusco e a equipa criativa de Marco Polo com um prémio pela sua representação positiva da cultura mongol. Fusco, no entanto, descreve a própria série como ficção histórica.
8. A série é baseada nas aventuras do lendário explorador Marco Polo durante a corte de Kublai Khan, na China do século 13.
9. Na vida real, muitos historiadores duvidam da veracidade das histórias de Marco Polo.
10. A série estreou em 12 de dezembro de 2014. A última temporada da série foi em 01 de julho de 2016.
Tão revoltada com o cancelamento dessa série
Vixi....nem vou assistir né? Perder tempo com séries canceladas, que pena...
A HISTÓRIA E A GEOGRAFIA DO GRANDE IMPÉRIO MONGOL
Um dos últimos grandes impérios do período medieval, foi com toda certeza o Império Mongol, que sob a liderança do lendário Gêngis Khan, formou um dos mais extensos impérios de toda historia humana, composto por uma cultura militarista que se utilizada da força e invasões para dominar seus adversários, lembrando muito o povo Huno, sendo temidos por todos que estavam próximos de suas campanhas militares.
A historia mongol começa nas ultimas décadas do século XII, quando Temujin Borgjin, futuro Khan (titulo dado ao líder dos mongóis) teve sua esposa sequestrada por uma tribo adversária, os chamados merquitas. Com o incidente, Temujin se uniu com outras tribos da região para conseguir resgatar sua mulher. Embora Temujin tenha saído vitorioso do confronto, o enfrentamento demonstrou uma fragilidade entre as tribos, que não tinham de fato uma união militar para enfrentar oponentes externos, e depois que o conflito terminou, Jamuka, um dos companheiros de luta, acabou fazendo uma proposta de união para Temujin Borgjin.
Nesse momento, os laços entre tribos mongóis passaram a se ampliar, e uma nova realidade passou a acontecer, onde invasões externas eram facilmente expulsas por uma quantidade grande de soldados que vinham das mais diversas tribos, para impedir que o território mongol fosse usurpado. Em 1206, vendo o sucesso da união mongol, vários chefes de tribos se uniram, e transformaram Temujin Borgjin no líder político de todos mongóis, o chamado Gêngis Khan, e assim que tomou posse de seu novo cargo, passou a impor diversas leis sob seus domínios, como por exemplo a convocação militar de jovens que estivessem em seu território.
Pautando um processo de formação de guerreiros que pudessem se sobressair contra grandes exércitos, os soldados mongóis começaram a dominar a montaria e o arco, e logo começaram um violento processo de expansão territorial contra chineses, russos e islâmicos. Logo o império mongol já abrangia territórios mais extensos que todos esses citados, obrigando vários grandes reinos a se subordinar aos mongóis, pagando impostos elevadíssimos para que uma invasão não fosse consumada, e nesse processo, no ano de 1227, quando seu exercito dominava algumas cidades no sul da Rússia, Gêngis Khan acabou sendo acometido por uma febre forte (provavelmente malária) e acabou falecendo.
Após o ocorrido, Ogedei (1186-1241), terceiro filho de Gêngis, assumiu o governo molgol, continuando a sua campanha de expansão militar e territorial, chegando a tomar a China, Polônia e Moscou, além de ter penetrado em quase todo território húngaro, tendo sido esse o ponto de maior tensão para reinos francos, ingleses e outros europeus, pois a proximidade dos mongóis da península itálica demonstrava uma possível invasão à Europa.
Entretanto em 1246, o comando militar mongol ficou vago com a morte de seu principal líder, e a demora para se definir um novo líder enfraqueceu o poder mongol, obrigando os mesmos a deixar a campanha de expansão parada por um tempo.
No ano de 1294, o imperador Kublai Khan estabeleceu uma nova divisão de territórios mongóis entre quatro herdeiros, devido a dificuldade de administração de um vasto território, mas o efeito acabou sendo reverso, pois a desarticulação abriu portas para que outras nações empreendessem investidas contra Mongólia, e ao meio a vários ataques, no século XVII os chineses transformaram-se em senhores absolutos de todo império mongol.
No ano de 1911 os mongóis conseguiram reaver sua independência, e na década seguinte, a revolução comunista fez com que a Mongólia entrasse politicamente e economicamente sob influência soviética, e sua democracia foi reestruturada somente a partir da década de 90, sendo atualmente um povo que enfrenta dificuldades diversas na parte econômica, ainda sendo subordinados a China em grande parte.