Dirigido por
Data de lançamento
13 Set. 2019Duração
Uma jovem menina de 16 anos (Kaitlyn Dever) que contou à polícia ter sido estuprada dentro de seu próprio apartamento, e depois voltou atrás em sua versão. O caso só pôde avançar, de fato, quando duas detetives do sexo feminino (Toni Collette e Merritt Wever) assumiram a liderança e compreenderam melhor o contexto da ocasião. Baseado em uma história real.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Marília Mendonça: Sentimento Louco
O mais inacreditável é que é comum
Inacreditável pode ser compreendida articulando Jacques Lacan e Carl Gustav Jung. Para Lacan, o trauma aparece como encontro com o Real, algo que excede a linguagem e retorna em falhas, silêncios e narrativa fragmentada. Por isso, a dificuldade da protagonista em contar o ocorrido não revela mentira, mas o limite de simbolizar a dor. Quando as instituições recusam sua palavra, produzem nova violência: o sujeito perde lugar no campo do Outro e passa a duvidar da própria verdade.
Por Jung, o mesmo trauma pode ser visto como cisão interna. Uma parte da personalidade tenta seguir vivendo, enquanto outra permanece presa ao medo, à vergonha e à impotência. Esses afetos são lançados à sombra, retornando como sofrimento psíquico e confusão identitária.
A série mostra que o dano maior não está apenas no crime, mas no abandono posterior. Sem escuta, o trauma fragmenta; com reconhecimento, começa a integração. Em Lacan, a palavra recupera valor simbólico; em Jung, o self inicia recomposição. Assim, Inacreditável revela que curar-se é tanto voltar a ser ouvido quanto voltar a ser inteiro.
O tipo de filme que te desperta revolta, porque desacreditar de algo assim é padrão, recorrente demais. Até mesmo se um caso foi forjado ou algo assim, por causa de um, influencia a que outros casos sejam questionados também. É um padrão terrível.
É bem legal mas nada surpreendente.
Um prato cheio para quem gosta de True Detective