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Biografia de Abraham Lincoln. "The Better Angels" narra a infância de Abraham Lincoln, em Indiana, no ano de 1817. Logo após uma segunda guerra de independência, a população americana tem que lutar contra a natureza e doenças para sobreviver, morando em cabanas de madeira. Durante três anos da infância do futuro presidente, o filme mostra sua família, as dificuldades enfrentadas e a tragédia que o marcou para sempre.
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"Embora a paixão possa ter se extinguido, ela não deve romper nossos laços de afeto. Os acordes místicos da memória incharão quando novamente tocados, como certamente o serão, pelos melhores anjos de nossa natureza. "
O título do filme é inspirado nesse trecho do discurso de posse de Lincoln, a respeito dos estados que se separaram no Sul.
Já o roteiro é inspirado no romance "There I Grew Up" do historiador e autor americano William Bartelt, que atuou como consultor desse filme.
O que falar dessa obra prima que tem como influência e produção, nada menos que Terrence Malick. E dessa forma fica evidente o incrível trabalho de fotografia, ritmo, dramatização, numa soma inquietante de atuações consistentes, desde o jovem e inexperiente ator mirim Braydon Denney ao calejado Jason Clarke.
A.J. Edwards nos proporciona uma viagem imersiva e introspectiva a uma infância de um ícone fazendo com que mergulhemos na nossa própria infância em memórias monocromáticas, em cores e luzes, em sons, em fragmentos de memória. Uma viagem inquietante entre as tragédias, o inexplicável e a busca do entendimento, a realidade e o misticismo.
Fica caracterizado como marca presente a poesia do silêncio, constante nos demais trabalhos de Malick.
a ideia é retratar a infância de Abraham Lincoln dando enfase nos fatos que o tornaram o homem que foi, poderia ter sido muito melhor, apesar de ter algumas cenas boas, uma fotografia bonita em preto e branco não consegui me envolver de fato, atuações fracas e roteiro fraco ajudaram muito para que não tivesse um resultado melhor.
O editor dos filmes do Malick, emulando seu estilo narrativo, sem identidade própria, é um dos destaques negativos. Cenas de árvores, em todos seus ângulos, como de milharais, infelizmente, uma marca registrada do Malick, estão todas no filme. Tudo muito "poético", reflexivo, e para mim, tedioso, sem profundidade. Boas interpretações que se perdem nesse estilo enfadonho de apresentação de idéias. Boa fotografia em preto e branco favorece o resultado final.
Um filme poético e reflexivo. Gostei.
Diferente...
Um forte concorrente ao próximo Oscar (se não for esquecido).