O viúvo Jerry Ellsworth, um humorista negro de pele clara que vive em Los Angeles, nos Estados Unidos, (lembrando que para eles o negro é negro e a variação mais claro ou mais escuro não lhes interessam), descobre que sua filha de 6 anos foi morta em um atentado a bomba em uma igreja no Alabama, patrocinado e efetuado pela Ku Klux Klan (A Ku Klux Klan, ou simplesmente KKK, foi fundada no final da Guerra Civil dos Estados Unidos para reprimir os direitos e liberdades dos afro-americanos. Mesmo depois de 150 anos, ela ainda é uma organização terrorista doméstica ativa; mas é preciso registrar que nos anos 60 ela era perigosamente mais atuante), ele resolve que localizará o assassino e parte, deixando para trás sua namorada branca, Andrea, e vai ao Alabama. Passando por branco, ele se junta ao Klan a convite do líder local, Rook. Enquanto isso, o irmão de outra vítima de atentados racistas contrata dois bandidos do Harlem, bairro de Nova Iorque, para lidar com os Klansmen, os componentes da KKK. A dupla ataca um comício da KKK, atirando em várias pessoas. Jerry, que tem tido um caso com a filha de Rook, descobre que Andrea chegou de Los Angeles com Lonnie, um amigo negro, para procurá-lo. Os recém-chegados são rapidamente apreendidos pelo xerife, que planeja linchá-los junto com os atiradores de Nova York; estes são enforcados, mas Jerry resgata Andrea e Lonnie. Ele atira em Rook em autodefesa, revelando a responsabilidade do líder KKK pela morte de sua filha. O prefeito branco da cidade, um homem mudado, concorda em trabalhar pela harmonia racial, e Jerry decide permanecer no Alabama entre seu povo. O filme também foi lançado sob o título "I Crossed the Color Line"). Era uma ocasião rara no cinema dos E.U.A., nos nos de 1960, que a tela grande pudesse refletir a turbulência social em torno do movimento de direitos civis, ou as relações raciais fundamentalmente tensas, em particular nos estados do sul. O grupo terrorista e supremacista branco, Ku Klux Klan, era uma presença dominante e violenta que era amplamente controlada e operada pelas potências locais de pequenas vilas e cidades. Enquanto o assunto estava na superfície da adaptação cinematográfica do romance vencedor do prêmio Pulitzer de Harper Lee, To Kill a Mocking Bird (1962), mas a corrente cinematográfica era pouco representativa da consciência social até o filme Advinha quem vem para o jantar (1967), de Stanley Kramer. Mas alguns filmes ditos "B"; ou seja, de baixo orçamento, tentaram abordar o assunto. Roger Corman, o sub-visto William Shatner, o Intruso (1962), ou Carl Lerner's Black Like Me (1964), embora sem sucesso, pelo menos tentou uma abordagem inteligente; sempre lembrando que nadar contra a corrente nunca é fácil. Assim, parece quase espantoso com retrospectiva, que Ted V. Mikels, diretor de atrocidades posteriores como The Astro-Zombies (1968) ou The Doll Squad (1973), produzisse um filme que formulasse uma narrativa sensível e inteligente sobre o racismo profundamente enraizado dentro dos Estados Unidos. Não é revelador, ou mesmo particularmente excitante, mas mesmo assim, o tema central da segregação social ainda é relevante hoje (chocantemente), talvez seja por isso, exatamente por isso, que ainda se critica o filme por "falhas" em seu roteiro; eu não voto com esses, o filme é, em verdade, um registro histórico de uma época, há 55 anos, e me arrisco a dizer que nada, ou muito pouco mudou em relação a questão racial; não somente nos E.U.A., mas no mundo quase todo. E é aqui, precisamente nisto, que gosto do filme, indico o filme e lamento que Spike Lee, de que gosto muito, tenha utilizado quase o mesmo título no seu Infiltrado na Klan, o que de fato não contribui com muita coisa...
O viúvo Jerry Ellsworth, um humorista negro de pele clara que vive em Los Angeles, nos Estados Unidos, (lembrando que para eles o negro é negro e a variação mais claro ou mais escuro não lhes interessam), descobre que sua filha de 6 anos foi morta em um atentado a bomba em uma igreja no Alabama, patrocinado e efetuado pela Ku Klux Klan (A Ku Klux Klan, ou simplesmente KKK, foi fundada no final da Guerra Civil dos Estados Unidos para reprimir os direitos e liberdades dos afro-americanos. Mesmo depois de 150 anos, ela ainda é uma organização terrorista doméstica ativa; mas é preciso registrar que nos anos 60 ela era perigosamente mais atuante), ele resolve que localizará o assassino e parte, deixando para trás sua namorada branca, Andrea, e vai ao Alabama. Passando por branco, ele se junta ao Klan a convite do líder local, Rook. Enquanto isso, o irmão de outra vítima de atentados racistas contrata dois bandidos do Harlem, bairro de Nova Iorque, para lidar com os Klansmen, os componentes da KKK. A dupla ataca um comício da KKK, atirando em várias pessoas. Jerry, que tem tido um caso com a filha de Rook, descobre que Andrea chegou de Los Angeles com Lonnie, um amigo negro, para procurá-lo. Os recém-chegados são rapidamente apreendidos pelo xerife, que planeja linchá-los junto com os atiradores de Nova York; estes são enforcados, mas Jerry resgata Andrea e Lonnie. Ele atira em Rook em autodefesa, revelando a responsabilidade do líder KKK pela morte de sua filha. O prefeito branco da cidade, um homem mudado, concorda em trabalhar pela harmonia racial, e Jerry decide permanecer no Alabama entre seu povo. O filme também foi lançado sob o título "I Crossed the Color Line"). Era uma ocasião rara no cinema dos E.U.A., nos nos de 1960, que a tela grande pudesse refletir a turbulência social em torno do movimento de direitos civis, ou as relações raciais fundamentalmente tensas, em particular nos estados do sul. O grupo terrorista e supremacista branco, Ku Klux Klan, era uma presença dominante e violenta que era amplamente controlada e operada pelas potências locais de pequenas vilas e cidades. Enquanto o assunto estava na superfície da adaptação cinematográfica do romance vencedor do prêmio Pulitzer de Harper Lee, To Kill a Mocking Bird (1962), mas a corrente cinematográfica era pouco representativa da consciência social até o filme Advinha quem vem para o jantar (1967), de Stanley Kramer. Mas alguns filmes ditos "B"; ou seja, de baixo orçamento, tentaram abordar o assunto. Roger Corman, o sub-visto William Shatner, o Intruso (1962), ou Carl Lerner's Black Like Me (1964), embora sem sucesso, pelo menos tentou uma abordagem inteligente; sempre lembrando que nadar contra a corrente nunca é fácil. Assim, parece quase espantoso com retrospectiva, que Ted V. Mikels, diretor de atrocidades posteriores como The Astro-Zombies (1968) ou The Doll Squad (1973), produzisse um filme que formulasse uma narrativa sensível e inteligente sobre o racismo profundamente enraizado dentro dos Estados Unidos. Não é revelador, ou mesmo particularmente excitante, mas mesmo assim, o tema central da segregação social ainda é relevante hoje (chocantemente), talvez seja por isso, exatamente por isso, que ainda se critica o filme por "falhas" em seu roteiro; eu não voto com esses, o filme é, em verdade, um registro histórico de uma época, há 55 anos, e me arrisco a dizer que nada, ou muito pouco mudou em relação a questão racial; não somente nos E.U.A., mas no mundo quase todo. E é aqui, precisamente nisto, que gosto do filme, indico o filme e lamento que Spike Lee, de que gosto muito, tenha utilizado quase o mesmo título no seu Infiltrado na Klan, o que de fato não contribui com muita coisa...