Laços de liberdade é constituído de falas e cenário simples, além de boas piadas. O mais importante que Chaplin mostra neste filme é o valor da amizade, do casamento e, principalmente, o valor da liberdade.
O Kaiser e a Liberdade ficaram muito bem caracterizados.
Não lembro se a marreta já havia aparecido em curtas anteriores, mas já me faz pensar em um certo super-herói mexicano de uniforme vermelho...
O filminho-propaganda é interessante enquanto documento histórico. Ideologicamente, por outro lado, é difícil não torcer o nariz para propaganda de guerra estadunidense cujo intuito era, basicamente, mandar jovens inexperientes para morrer na Europa em um conflito de interesses entre os donos do Capital.
Não sabia que haviam sido conservados os curtas de propaganda de Chaplin, então ver por acaso este me surpreendeu muito porque é de fato um documento histórico. Iniciada a Primeira Guerra e tendo a necessidade constante de financiamento de armas e soldos, os Estados Unidos iniciou uma campanha de venda de títulos em que cada cidadão dava seu dinheiro, como um investimento a longo prazo, em que as quantias eram revertidas aos esforços de guerra. Chaplin foi um dos maiores incentivadores dessa campanha, participando de shows e apresentações públicas tanto para a população em geral quanto para manter o ânimo dos soldados, em que era apresentado o curta e em seguida algumas gags ao vivo. Aqui consta o curta que era apresentado e você percebe não só a qualidade em trazer o humor, mas de utilizar símbolos a fim de mexer com o patriotismo e incentivar a compra de títulos. Ironicamente, mesmo Chaplin tendo realizado todos estes esforços, bem como a forma respeitosa que trata o país em O Imigrante, ainda foi exilado por este no fim da vida.
Parece mais um projeto inacabado, 9 minutos apenas, assisti até sem som.
O Kaiser e a Liberdade ficaram muito bem caracterizados.
Não lembro se a marreta já havia aparecido em curtas anteriores, mas já me faz pensar em um certo super-herói mexicano de uniforme vermelho...
O filminho-propaganda é interessante enquanto documento histórico.
Ideologicamente, por outro lado, é difícil não torcer o nariz para propaganda de guerra estadunidense cujo intuito era, basicamente, mandar jovens inexperientes para morrer na Europa em um conflito de interesses entre os donos do Capital.
Não sabia que haviam sido conservados os curtas de propaganda de Chaplin, então ver por acaso este me surpreendeu muito porque é de fato um documento histórico. Iniciada a Primeira Guerra e tendo a necessidade constante de financiamento de armas e soldos, os Estados Unidos iniciou uma campanha de venda de títulos em que cada cidadão dava seu dinheiro, como um investimento a longo prazo, em que as quantias eram revertidas aos esforços de guerra. Chaplin foi um dos maiores incentivadores dessa campanha, participando de shows e apresentações públicas tanto para a população em geral quanto para manter o ânimo dos soldados, em que era apresentado o curta e em seguida algumas gags ao vivo. Aqui consta o curta que era apresentado e você percebe não só a qualidade em trazer o humor, mas de utilizar símbolos a fim de mexer com o patriotismo e incentivar a compra de títulos.
Ironicamente, mesmo Chaplin tendo realizado todos estes esforços, bem como a forma respeitosa que trata o país em O Imigrante, ainda foi exilado por este no fim da vida.
Visto em 23/12/21
curti muito o cenário, aquela ambientação escura. muito bom!