Dirigido por
Data de lançamento
23 Julho 2004Duração
Há 2 anos Jason Bourne (Matt Damon) achou que tivesse deixado para trás seu passado como assassino frio e calculista criado pela Treadstone.
Desde então ele vem mantendo uma existência anônima, abrindo mão da estabilidade de ter um lar e se mudando com Marie (Franka Potente) sempre que surge a ameaça de ser descoberto.
Quando um agente aparece na vila onde Jason e Marie vivem, eles não têm outra alternativa senão fugir.
Porém um novo jogo internacional de perseguição faz com que Jason tenha que confrontar velhos inimigos.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Marília Mendonça: Sentimento Louco
texto aqui
O primeiro Bourne não me brilha os olhos. Possui uma trama sem graça e personagens não muito bem desenvolvido, e uma ação anticlimática em vários momentos chave do filme.
Nesse aspecto eu poderia dizer que o segundo melhora todos esses pontos do primeiro. A trama apesar de não ser nada muito espetacular, é mais coesa e interessante que o primeiro filme. Os personagens secundários aqui são melhores, possuem objetivos bem definidos e tudo isso serve bem a trama.
O protagonista é um ponto fraco, pois ainda carece de personalidade. Porém, esse "vazio" acaba auxiliando Matt Damon a expressar sentimentos em pequenas ações.
Por mais que achasse a Marie uma personagem com potencial, ela era subaproveitada, aparentando ser meramente a visão do espectador na obra (uma pessoa comum em meio ao caos) e servindo para o protagonista verbalizar ações e pensamentos.
Sua surpreendente morte, acabou sendo um bom gancho. Primeiro que é mais fácil pro espectador se conectar com uma motivação de vingança, e segundo que ela acabou se tornando uma bussola moral para o personagem, o que nesse contexto encaixa muito bem.
Com tantos elogios, por que eu daria uma nota tão baixa?
Bom, Supremacia Bourne é essencialmente um filme de ação, e quanto a ação, o filme decepciona ao usar algumas técnicas que acho bem problemáticas.
O filme aplicou um estilo de filmagem na ação diferente pra época, com vários cortes de cena bem rápido e com câmera tremida.
Teoricamente, isso ajudaria a deixar as cenas de ação mais frenéticas e caóticas, além de terem uma pegada realista.
Graças a Bourne, esse estilo se tornou moda e passou a ser amplamente aplicado em diversos filmes nos anos seguintes, algo que ocorre até hoje.
O problema disso, é que cortes rápidos junto da câmera tremida pode ser utilizado para mascarar a falta de qualidade na ação, a movimentos mal coreografados ou a falta de habilidade do ator.
Em outras palavras, um ator sem aptidão física ou treinamento pode parecer que está fazendo alguns movimentos se tiverem vários cortes de cena bem rápidos.
A câmera tremendo deixa o espectador confuso, sem conseguir ver bem o que está acontecendo, o que ajuda a mascarar as movimentações.
Eu não sou um purista, que acredita que tudo tem que ser feito em plano sequência. As técnicas cinematográficas existem para auxiliar os cineastas a contarem histórias e induzirem emoções no espectador.
Entretanto, em cenas como a luta que acontece logo na primeira metade do filme, fica evidente que a técnica é utilizada para facilitar as gravações, mascarando falhas, e não para melhorar a experiência para o espectador.
Sendo assim, por conta do uso e da popularização dessa técnica por causa desse filme, me sinto no dever de dar uma nota mais baixa do que normalmente faria.
Fora que ainda em alguns momentos do filme, existem algumas cenas com FPS baixo, dando a sensação de que o filme está travando. Na prática, mais parece uma cena mal gravada que tentaram utilizar.
Enfim, se ignorasse totalmente a ação desse filme, seria um filme Ok, com uma trama melhor que o segundo. Porém, a ação e o contexto criado pelas técnicas utilizadas, acaba sendo uma experiência fraca assistir esse filme pela primeira vez nos dias de hoje.
Ótimo filme, boa sequência, o que é dificil acontecer. Vamos ver se o terceiro fecha essa trilogia com chave de ouro. Vale muito a pena.
20/05/2026
A Supremacia Bourne.(2004). Direção Paul Greengrass. Segundo filme, mudou o diretor, mas continua no mesmo ritmo do primeiro, muito ação, eletrizante. Filme chama atenção, não é arrastado. Gostei das cenas de perseguição pelas ruas de Moscou. Muito bom.
Revisitando uma obra de arte...clássico, atemporal.