Em Busca do Ouro

Compartilhar
Em Busca do Ouro (1925)
The Gold Rush
Média do filme: 4.4 de 5 — baseado em 4038 votos
MÉDIAFILMOW
4.4
4038 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Charles Chaplin
Data de lançamento 26 Junho 1925 Outras datas
Duração 95 min (1h35)
Classificação indicativa de Em Busca do Ouro: L - Livre para todos os públicos
Status Streaming

Dirigido por

Data de lançamento

26 Junho 1925

Duração

95 minutos Classificação indicativa de Em Busca do Ouro: L - Livre para todos os públicos
Carregando Publicidade...

Sinopse

No Alasca, Carlitos (Charles Chaplin) tenta a sorte como garimpeiro em meio a corrida do ouro de 1898. Lá ele conhece o gordo McKay (Mack Swaim), com quem cria bastante confusão após uma tempestade de neve, e se apaixona por uma dançarina (Georgia Hale).

Elenco

Fotos e Trailers

Trailers (1)
Filmow+
Ticket de Prata

Sem anúncios

Comprar
Filmow+
Ticket de Prata

Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções

  • Navegue sem anúncios
  • Badge exclusivo Filmow+ no perfil
  • Acesso antecipado a novidades
  • Apoie a comunidade cinéfila
Comprar agora

Trailer do dia

Jogos Vorazes - Maratona | Teaser Legendado

Jogos Vorazes

Comentários 5029
amigos querem ver
penelopepoczuda
Penelope
4 meses atrás

Chaplin sempre me pareceu um cineasta que entendeu uma coisa antes de muita gente: antes de o cinema aprender a falar, ele precisou aprender a se mover. E em The Gold Rush isso fica cristalino. O que mais gosto no filme — e no Chaplin em geral — é como tudo soa como desenho animado feito de carne e osso.

Décadas antes de um coiote despencar de penhascos ou de Tom perseguir Jerry por corredores impossíveis, ele já dobrava a realidade. Sério: em que outro filme eu veria um homem com tanta fome que começa a enxergar o companheiro como uma galinha? Em que outro uma arma aponta para um sujeito com a fidelidade de um girassol ao sol, acompanhando cada passo dele como se tivesse vontade própria? Se vai para o lado, ela vai junto. Se se abaixa, ela se abaixa também. Sei que isso não é realista — e ainda bem que não é.

Às vezes sinto falta disso no cinema de hoje. Parece que tudo precisa pedir licença para parecer plausível, tudo quer convencer que poderia acontecer de verdade. Chaplin não quer convencer ninguém. Ele quer divertir. Quer pegar as leis da física e dobrá-las no meio. O vento entra por uma porta e Charlie brinca com a correnteza. O desastre vira coreografia.

A parte da cabana concentra tudo isso como se fosse a pepita mais pura do filme. Quando a história se fecha naquele espaço com homens famintos, neve lá fora e desespero lá dentro, The Gold Rush encontra ouro de verdade. Ali está o tipo de humor que mais me diverte: o corpo lutando contra o ambiente, um sapato virando refeição, a cabana ganhando vida própria — ela range, balança, arranca o chapéu de Charlie, ameaça engolir todo mundo. Depois, quando amanhece pendurada no abismo — metade na montanha, metade no nada — o filme alcança algo raro. Muita gente lembra da dança dos pãezinhos, e com razão, mas para mim é aqui que grita gênio. Suspense e gargalhada dividem o mesmo espaço. Cada passo muda o equilíbrio da casa. O chão inclina, a câmera acompanha, o perigo cresce e a graça cresce junto. Chaplin anda para um lado e parece que o mundo inteiro escorrega com ele. Anda para o outro e a cabana responde como uma balança enlouquecida. É catástrofe transformada em brincadeira. Sinceramente, nem sei como filmaram isso na época, e talvez parte do encanto venha daí. Há algo de mágico em truques antigos que continuam funcionando. E eu amo o som da trilha cada vez que a cabana se inclina.

Já a parte do romance nunca me pega no mesmo nível. Entendo perfeitamente por que ela existe. Filmes daquela época também queriam oferecer ao público uma história de afeto, uma moça bonita, alguém por quem torcer. E Georgia cumpre esse papel. O problema é que, para mim, funciona mais como símbolo do que como personagem. Ela é a bela distante, a promessa de carinho, a pessoa que não enxerga Chaplin até tarde demais. Serve para reforçar a eterna tragédia cômica do Vagabundo: ele sempre ama mais do que é amado. Funciona emocionalmente, mas raramente ganha a substância que o restante do filme encontra no movimento e na imaginação. Ainda assim, não estraga nada, porque Chaplin sabe extrair melancolia até de um olhar ignorado ou de uma mesa vazia na noite de Ano-Novo. A célebre dança dos pãezinhos não é só engraçada; é um homem tentando transformar solidão em espetáculo. O riso, com Chaplin, quase sempre vem de mãos dadas com alguma tristeza.

Talvez por isso eu releve a falta de profundidade do romance. Mesmo quando a história entra em caminhos mais convencionais, Chaplin continua sendo Chaplin. Sempre existe um gesto, um olhar, um tropeço ou uma invenção visual que lembra quem está no comando. No fim, acabo preferindo a cabana ao romance. Na cabana está o artista absoluto, livre, inventando cinema com madeira torta e gravidade frouxa. No romance está o narrador atendendo ao que se esperava de um filme popular da época. Um lado pulsa mais do que o outro.

The Gold Rush prova que Chaplin garimpava em outro terreno. Enquanto todos buscavam ouro nas montanhas, ele procurava nas possibilidades do corpo, na fome virando galinha, na cabana pendurada, no riso surgindo do desastre. Algumas pepitas brilham por riqueza. As dele brilham porque ainda se movem cem anos depois.

editado
leandro2112
Leandro 2112
5 meses atrás

Brilhante. Envolvido em todas as camadas, como direção, roteiro, elenco e produção, Charles Chaplin criar não só um dos grandes filmes do cinema mudo, mas também de todo o cinema como um todo. A história é leve, dinâmico e muito divertido. A cena da casa, próximo ao final, é genial. O uso da trilha se encaixa perfeitamente em cada cena. Por mais que o filme se pareça bobo, também tem camadas críticas dentro do roteiro, ajudando a elevar ainda mais o nível da obra.

**** (Ótimo)

É o filme favorito do saudoso Charles Chaplin e talvez seja o meu também dentro da sua grandiosa filmografia. Visto em 05/08/2025

levy_erico24
levy erico
½
1 ano atrás

Que imenso privilégio poder assistir esse filme no cinema!
visto na estreia da faixa Sessão Supermemórias no cinema do dragão do mar em Fortaleza.

rafaelvelloso
Fael Velloso
1 ano atrás

Este eu nunca havia assistido, e fui na sessão especial remasterizada em 4k... E que filme incrível! Óbvio que em algum momento ele perde a energia, principalmente quando vai pra cidade e entra a trama com a Geórgia, mas depois recupera o fôlego e se torna incrível e realmente atemporal.

Carregando Publicidade...
½
1
2
3
4
5

Listas com o filme

Ver todas as listas (794)

Elenco de Em Busca do Ouro

Mostrar mais (134)
Charles Chaplin 152 8,4K

Charles Chaplin

(The Lone Prospector)
Aaron Edward 0 0

Aaron Edward

(Man in dance hall)
Ah Yot 0 0

Ah Yot

(Man in dance hall)
A.J. O'Connor 0 0

A.J. O'Connor

(Officer)
Albert Austin 2 4

Albert Austin

(Prospector)
Al Ernest Garcia 0 0

Al Ernest Garcia

(Prospector)

Se você gostou deste filme, confira também estes aqui: