Numa racista cidade do Alabama nos anos 60, uma jovem é violentada mas não consegue descrever com precisão seu estuprador, recordando apenas que ele era um negro. O incidente serve de desculpa para a secreta Ku Klux Klan começar a caçar e eliminar os negros do lugar.
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"O Homem da Klã", de 1974, traz no elenco os veteranos Lee Marvin e Richard Burton em ótimos desempenhos. Foi a estreia de O. J. Simpson nas telas. Linda Evans, Lola Falana e Cameron Mitchell também entregam boas atuações.
Este thriller policial setentista funciona como um melodrama que aborda conflitos e tensões raciais, resultando numa espécie de crítica velada ao terrorismo, oriundo de uma comunidade sulista, preconceituosa e considerada racista. A trama entrega uma história dilacerante e realista. A direção é de Terence Young.
Disponível no Youtube com áudio e som originais.
Onde tem Lee Marvin, tem confusão.
Drama de suspense policial também conhecido como "Os homens violentos do Klan", que foi baseado no livro de 1967 de mesmo nome de William Bradford Huie (1910-1986). O filme foi rodado na cidade rural de Oroville, Califórnia. No início, os habitantes locais ficaram entusiasmados em apresentar uma grande produção de estúdio. A atitude deles mudou quando viram o produto acabado.
Lee Marvin (1924-1987) e Richard Burton ((1925-1984) bebiam muito durante as filmagens e nenhum deles lembrava de ter trabalhado juntos. Durante as filmagens, Burton estava tão bêbado que ninguém confiava nele para permanecer de pé. Ele ficava sentado ou deitado na maioria de suas cenas. Suas falas são claramente confusas em algumas cenas. Lee Marvin não ficou satisfeito com o filme e o chamou de "The Clownsman" em vez de "The Klansman". O co-escritor Samuel Fuller (1912-1997) foi originalmente escolhido para dirigir, mas saiu do projeto. Foi a estréia de O.J. Simpson no cinema.
Filme não tão politicamente correto sobre racismo nos anos 60 nos EUA. A direção não é ótima, o roteiro e as performances são memoráveis. Talvez em algum ponto o filma tivesse o potencial de viver de acordo com seu material incendiário, mas acaba fazendo pouco mais do que explorá-lo grosseiramente. É uma pena que a primeira parte da trama que promete um filme importante se desintegre em uma estória de violência e crimes.
A sequência final é boa
O filme é bom, com diálogos ácidos e perturbadores entre os membros da Ku Klux Klan, isso sem falar nas atitudes absurdas desse grupo, que de tão racista, chegam a tomar atitudes extremamente cruéis. Só de pensar que esse grupo realmente existiu, (alguns dizem que ainda existe, porém de forma oculta, às escondidas), já nos dá um certo mal estar. Sobre o elenco do filme, todos estão perfeitos, em especial Lee Marvin e Richard Burton.