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Data de lançamento
2 Julho 2010Duração
Na história, o mundo é dividido em quatro nações: a Nação do Fogo, o Reino da Terra, a Tribo das Águas, e os Nômades do Ar. A cada geração surge uma pessoa que possa controlar os quatro elementos (terra, água, fogo e ar) e que domine as artes marciais. Essa pessoa é o Avatar. Quando a Nação do Fogo ataca as outras três nações a fim de escravizá-las, o Avatar desaparece, retornando cem anos depois e partindo em busca da libertação das nações.
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A série em desenho é maravilhosa.
O filme não deixou a desejar. Claro que se perde muito no caminho, por conta do tempo mais rduzido para contar a história, mas o resultado ficou muito bom!
Pelo jeito que terminou era pra ter continuação né? Mas foi muito fraco, o Aang era zero carismático, assim como seus ajudantes. Torci muito pelo personagem do Dev Patel, mas acho que a redenção dele seria num próximo filme, que não aconteceu.
THE LAST AIRBENDER
Direção: M. Night Shyamalan
Ano: 2010
Assistido em: 31/01/2026
Eu não fui daqueles que acompanharam Avatar na infância. Quando a animação estreou aqui no Brasil, na TV Globinho, eu já era adolescente, pela volta dos 15 anos, e não me interessei muito. Foi só muitos anos depois que assisti a alguns episódios isolados e, eventualmente, decidi ver a série completa. Portanto, quando este filme foi lançado, lá em 2010, eu simplesmente o ignorei. Ainda assim, era impossível não ouvir o quanto ele era considerado desastroso, o quão horrível teria sido o trabalho de M. Night Shyamalan. Agora, depois de reassistir à animação original, decidi dar uma chance ao filme para ver se ele é realmente tão ruim quanto dizem.
Num mundo dividido em quatro nações baseadas nos elementos Ar, Água, Terra e Fogo, o jovem Aang descobre ser o Avatar, o único capaz de dominar os quatro elementos e restaurar o equilíbrio entre os povos. Quando a Nação do Fogo inicia uma guerra para dominar o mundo, Aang, acompanhado por Katara e Sokka, parte em uma jornada para aprender a controlar seus poderes antes que seja tarde demais.
Fazendo um pouco o papel de advogado do diabo, eu até dou uma leve passada de pano para Shyamalan. Adaptar animações nunca é uma tarefa fácil, ainda mais uma com um universo tão grande quanto o de Avatar. É uma história complexa, política, difícil de ser condensada em uma hora e quarenta minutos. Por isso, talvez a melhor alternativa para um live-action fosse mesmo uma série de TV, como a Netflix faria muitos anos depois. Ainda assim, é preciso admitir que a forma como o diretor e roteirista decidiu levar essa história para o cinema está longe de ser adequada.
Uma boa parte do filme se mantém relativamente fiel ao material original, principalmente no começo, que recria de maneira bastante dedicada os primeiros episódios da série. O grande problema é que, da metade em diante, o roteiro parece sentir a obrigação de entregar aquilo que um grande blockbuster cinematográfico “precisa” oferecer. Surgem batalhas que não deveriam existir naquele ponto da história, grandes sequências de ação que soam deslocadas. Nesse momento, sai o Avatar da animação e entra um Avatar estilizado, moldado para um público de cinema que, em sua maioria, não conhece o material de origem.
O filme ainda carrega um problema gritante relacionado ao whitewashing no elenco. Se ao menos tivessem feito isso escalando atores carismáticos, eu talvez fingisse que não me importava. Mas além de um elenco mal escolhido, temos atuações muito fracas. Jackson Rathbone como Sokka e Nicola Peltz como Katara estão péssimos, mas nada se compara ao ator que interpreta Aang, Noah Ringer: sem vida, sem carisma, sem presença. Simplesmente não dá para torcer por ninguém. E nem vou citar meu personagem favorito, o Zuko, pois não vale a pena.
The Last Airbender tem a cara de muitas adaptações feitas na década de 2000. É um período em que tudo parecia uma grande caricatura, como se os atores estivessem apenas fantasiados como os personagens da animação, e não participando de uma adaptação de fato cuidadosa. Falta esmero, falta atenção, falta sensibilidade. Ser fiel não é sinônimo de ser bom. Sendo bastante honesto, Avatar sempre funcionou muito bem como animação e nunca precisou de um live-action, nem deste filme nem da série da Netflix. Mas como ainda existe um preconceito enorme de que desenho é coisa de criança, o live-action acaba sendo visto como a única forma dessa saga alcançar um público maior. O problema é que isso exigia mais preciosismo e articulação, algo que infelizmente não aconteceu aqui. É claro que, para mim, o filme nem de longe entra na lista dos piores de todos os tempos, como muitos gostam de dizer. Mas que é uma grande decepção, isso é inegável.
Entendo que é difícil adaptar desenhos animados, porém dá para ser muuuito melhor. / O Aang ficou de difícil aceitação, mesmo sendo árduo adaptá-lo. / Queria ter gostado mais, só pelo simples motivo de ser sobre um dos meus desenhos favoritos, mas não deu. / A dublagem da Katara ficou idêntica se não for a mesma do desenho animado. / Os efeitos especiais dá até para entender por ser de 2010, porém prejudicou muito, a exceção foi o Appa, que ficou muito bem feito. / O roteiro foi safado de complicado, com diálogos ruins e entre outras coisas. / Enfim, para ser honroso ao desenho animado, que é extrondoso de bom, o longa merecia mais carinho.
Tinha curiosidade por nunca ter visto o anime e por ser do Shyamalan, mas é bem fraco. Não tem um personagem carismático, não se sustenta em nada.