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Data de lançamento
23 Dez. 2009Duração
Nos turbulentos últimos anos de sua vida, Leo Tolstoi (Christopher Plummer) se vê dividido entre sua doutrina da pobreza e da castidade e a realidade de sua enorme riqueza, seus 13 filhos e uma vida de hedonismo. Ele decide sair de casa em uma viagem, mas seu estado de saúde precário o impede de seguir adiante, fazendo-o acreditar que está morrendo sozinho.
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Depois de ler uma biografia do Tolstoi decidi rever esse filme e achei um pouco decepcionante. Os personagens principais parecem todos acima do tom.
Acabei de ver a versão cinematográfica de 1956 da obra clássica literária "Guerra e Paz". Decidi aleatoriamente ver esse filme e para minha grande surpresa descobri que ele retrata justamente o autor de "Guerra e paz", o célebre Leo Tolstói. Em termos biográficos o filme parece incompleto por retratar apenas a última fase da vida de Tolstói deixando muita coisa importante de fora. Dos oito filhos do autor que estavam vivos na época, por exemplo, só dois marcam presença na história. De qualquer forma o filme não deixa de retratar os conflitos de Tolstói que fica dividido entre os seus ideais políticos e a sua família. É curioso ver a popularidade que o autor tinha na Rússia na época e a adoração que era dirigida a ele pela população do país. Em termos cinematográficos é um bom trabalho, embora não excepcional. O elenco cumpre bem as suas funções e deste Helen Mirren chegou a concorrer ao Oscar de melhor atriz e Christopher Plummer estranhamente concorreu para melhor ator coadjuvante sendo que o seu personagem tem o mesmo destaque daquele que Helen interpreta no filme.
LINDO!
Helen Mirren é uma potência!
Helen Mirren engole todo mundo quando entra em cena.
Baseado no livro escrito por Jay Parini, "A Última Estação", filme dirigido e escrito por Michael Hoffman, está centrado nos últimos momentos de vida do aclamado escritor russo Leo Tolstoi (Christopher Plummer, em performance indicada ao Oscar 2010 de Melhor Ator Coadjuvante). O roteiro captura um instante de crise na vida pessoal do escritor, que envolve os direitos autorais sobre a sua obra - uma disputa entre os representantes do Movimento Tolstoiano e a esposa do escritor, a Condessa Sofya (Helen Mirren, em atuação indicada ao Oscar 2010 de Melhor Atriz).
O Movimento Tolstoiano foi resultado de uma crise moral vivida pelo escritor, no final do século 19, e tinha como base alguns valores, como o anarquismo cristão, o pacifismo, a resistência não-violenta, a renúncia do direito à propriedade e o celibato. Neste sentido, pode-se perceber uma certa incongruência entre os ideais do movimento e o dia a dia de Tolstoi, que vivia numa imponente propriedade familiar, a Iasnaia Poliana.
Como disse no início desta resenha crítica, "A Última Estação" se apoia no conflito existente entre a esposa de Tolstoi e Vladimir Chertkov (Paul Giamatti), um dos líderes do Movimento Tolstoiano, que acreditava que o legado do escritor (seus livros) eram um direito do povo russo. Tolstoi ficava no meio deste tiroteio, entre o que era um interesse da família e o que era representativo daquilo que ele acreditava.
Ao mesmo tempo, "A Última Estação" também é a jornada de um jovem chamado Valentin (James McAvoy), que passa a trabalhar como secretário do escritor, com a função também de ser os olhos e ouvidos do Movimento Tolstoiano dentro do seio familiar de Tolstoi. Uma inesperada aproximação de Valentin com Sofya ameaça os interesses do movimento e este viés também trabalha em prol do conflito maior da trama do filme.
Indicado a dois Oscars 2010, "A Última Estação" é um filme que chama a atenção pelos seus aspectos técnicos, notadamente a fotografia, a direção de arte e sua trilha sonora. As atuações do elenco central também são representativas daquilo que o longa tem de melhor. Uma pena que o roteiro de Michael Hoffman não consiga trabalhar a contento com o desenho dos conflitos que ele tem em mente. "A Última Estação" tem um ritmo muito lento.