Araki, o meu grande problema com esse longa é que eu entendi ele.
The Long Weekend (O' Despair) (1989) é um dos primeiros longas do Araki e, ao assisti-lo, notei algo. É possível que, devido a baixos orçamentos ou falta de aprimoramento em algo, para Araki, sua ideia quase nunca seja tão boa quanto ele espera, o que faz com que ele faça uma reformulação dessa ideia em suas obras futuras. Devido ao fato de eu ter assistido suas obras de trás para frente, eu pude regressar em ideias que já foram aproveitadas em outras obras, percebendo o quanto Araki foi alterando suas visões de mundo.
O b.o. com este longa é que ele demora para chegar na mensagem, o que faz com que passemos mais de meia hora vendo e ouvindo reclamações de três adultos, que acabam de sair da fase "jovem adulto", sobre como estão perdidos no mundo e como o mundo é uma merda tão grande que talvez não valha a pena se encontrar nele. Esse discurso pode parecer bonito, mas mais de meia hora nele deixa-nos cansados de avistar três moscas varejeiras reclamando. O interessante é que os outros três personagens, os pares românticos dessas três moscas, estão entediados com seus cônjuges e doidos para viver e para descobrir as coisas, o que faz com que o filme tenha uma grande dualidade de pensamentos, onde devemos escolher entre: viver a vida com esperança ou encarar que nada vai para frente e que o mundo sempre vai ser essa grande merda.
O que gostei nessa ideia de Araki é que, sendo um de seus primeiros longas, isso demonstra como Araki estava em uma encruzilhada e que, anos a frente, com sua trilogia dos adolescentes, decidiu seguir pela opção amargurada de que tudo é uma grande merda e nada vai mudar. Mas, depois de alguns anos, com obras tais como Splendor, Kaboom e Smiley Face, é demonstrado que Araki recuperou aquele brilho de se viver.
Obrigado, Araki. Mais uma vez me vejo mais que sua putinha; sou sua filhinha também.
Araki, o meu grande problema com esse longa é que eu entendi ele.
The Long Weekend (O' Despair) (1989) é um dos primeiros longas do Araki e, ao assisti-lo, notei algo. É possível que, devido a baixos orçamentos ou falta de aprimoramento em algo, para Araki, sua ideia quase nunca seja tão boa quanto ele espera, o que faz com que ele faça uma reformulação dessa ideia em suas obras futuras. Devido ao fato de eu ter assistido suas obras de trás para frente, eu pude regressar em ideias que já foram aproveitadas em outras obras, percebendo o quanto Araki foi alterando suas visões de mundo.
O b.o. com este longa é que ele demora para chegar na mensagem, o que faz com que passemos mais de meia hora vendo e ouvindo reclamações de três adultos, que acabam de sair da fase "jovem adulto", sobre como estão perdidos no mundo e como o mundo é uma merda tão grande que talvez não valha a pena se encontrar nele. Esse discurso pode parecer bonito, mas mais de meia hora nele deixa-nos cansados de avistar três moscas varejeiras reclamando. O interessante é que os outros três personagens, os pares românticos dessas três moscas, estão entediados com seus cônjuges e doidos para viver e para descobrir as coisas, o que faz com que o filme tenha uma grande dualidade de pensamentos, onde devemos escolher entre: viver a vida com esperança ou encarar que nada vai para frente e que o mundo sempre vai ser essa grande merda.
O que gostei nessa ideia de Araki é que, sendo um de seus primeiros longas, isso demonstra como Araki estava em uma encruzilhada e que, anos a frente, com sua trilogia dos adolescentes, decidiu seguir pela opção amargurada de que tudo é uma grande merda e nada vai mudar. Mas, depois de alguns anos, com obras tais como Splendor, Kaboom e Smiley Face, é demonstrado que Araki recuperou aquele brilho de se viver.
Obrigado, Araki. Mais uma vez me vejo mais que sua putinha; sou sua filhinha também.
onde tem?