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Presenciando algo que eu jamais imaginei presenciar: uma série que iniciou com histórias complexas, que abordavam assuntos sensíveis, e atuações fodas, a ponto de ter metade do elenco feminino indicado ao Emmy de 2014, mesmo em uma temporada da qual nem todos são 100% fãs, se transformar em um teste de sofá do Ryan Murphy.
Quem vai ser o próximo gostosão com péssima atuação que vai ser escalado para a temporada 14? Não sei, mas também não estou interessado em saber. Uma vez, disse que a temporada Apocalipse era o fim de AHS. Cheguei a parar de assistir por um tempo, mas voltei fascinado pelas premissas das pílulas em Double Feature e, novamente, decretei o fim de American Horror Story. Agora, novamente motivado a assistir pela volta de Jessica Lange e de todos os personagens fodas que já tivemos, me perguntei: como pode dar errado? Kkkkkkkkk aiai.
Então, vamos pôr um ponto final nisso. Vamos parar de cair em propagandas daquela gay safada. Decreto que American Horror Story acabou, possivelmente há um bom tempo, mas, para os descrentes como eu, que ainda tentam dar uma chance, está encerrada a temporada de bruxas e, de fato, não vai ter Mallory que nos salve de queimar na fogueira.
Chegou um momento em que dava para ver nitidamente na cara da Linda Hamilton que ela esqueceu que as câmeras estavam rodando e que ela devia demonstrar qualquer expressão sequer kkkkkkkkkk
Colheita Maldita (1984) tem certo charme, ao menos no início, mesmo com uma narração completamente idiota, mas sua construção é péssima, seguindo mais uma vez à risca a maldição de pessoas que pegam obras do Stephen King para adaptar: pode ser bom, porque temos um roteirista e um diretor afiados o bastante para entender a proposta da história e para que lado seguir em uma adaptação, e pode ser péssimo, quando só temos um copo d’água, atores ruins e um combo de diretor e roteirista iniciantes.
É um filme de baixo orçamento, com atores como Linda Hamilton e Peter Horton, que estavam no começo de suas carreiras, tendo que contracenar com um elenco todo infantil: o filme é uma grande receita para dar merda kkkkkk.
No todo, é interessante, ao menos pela premissa da história, mas isso se vale muito mais por King do que pelo que se tenta construir aqui. Vale a pena só por ver o gostosão do Peter Horton com aquela camisa branca enfiada dentro daquela calça jeans e para rir de como a Linda Hamilton decide parar de atuar na metade do filme até o final.
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Amei seu comentário de privadas de suas vidas! Viu no festival do rio tbm né? Abraços!
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Bons filmes!
Equipe Filmow
O engraçado é que, sempre que Flanagan tenta abordar uma série focada em um público teen, ele se despe, às vezes quase que completamente, para tentar se encaixar. Flanagan, saiba que você não precisa tirar tudo de si, coloque sua visão e é isso aí, que a Prime engula!
O interessante é que, em Carrie, todas as mudanças feitas na estrutura da obra tiveram lados muito instigantes ou muito desastrosos KKKKKK. Exemplos:
Criar uma identificação do público com Margaret White foi algo completamente novo e fascinante de assistir. Ao mesmo tempo, a escolha de diminuir a carga pesada dos maus-tratos da mãe com a filha ocasionou uma amenização da raiva de Carrie, que culmina em seu estopim final.
Fazer com que Tommy convidasse Carrie por livre e espontânea vontade foi algo completamente doce de se ver. Ao mesmo tempo, destruir todo o enredo da importância do arrependimento de Sue que, em uma atitude absurdamente adolescente, decide perder o baile com que tanto sonhou ao lado de seu namorado para deixar Carrie feliz, tira a carga que a personagem tem em seu arrependimento.
E, mais um, e o pior KKKKKKK, fazer uma Hogwarts/escola de criaturas místicas de The Vampire Diaries (Legacies) e levar a série inteira para esse ponto apenas para criar uma nova temporada é... algo novo KKKKKK. Mas, ao mesmo tempo, tirou completamente o ponto de ruptura de Carrie em sua raiva com a humanidade.
Acho que, depois de me afeiçoar tanto à série, mesmo sentindo no fundo que ia dar muito ruim, acabei me sentindo um palhaço assistindo a um final como esse.
Uma vez, Stephen King elogiou Brian De Palma (diretor da primeira adaptação de Carrie) por fazer um trabalho "melhor que o dos livros". Desde então, todas as adaptações de Carrie falham miseravelmente em algum ponto KKKKK. Geralmente, a maldição das obras de King está em quase ninguém conseguir adaptar tão bem seus escritos, sem conseguir transparecer aquele sentimento tão horrendo e aterrorizante que ele gera. Mas, quando alguém consegue, como De Palma, acho que cria uma outra maldição: todas as próximas adaptações dessa obra nunca conseguirão agradar completamente da mesma maneira.