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Esther Blodgett (Judy Garland) é uma sonhadora artista que deseja se tornar uma grande estrela do cinema americano. Seu sonho se torna realidade quando ela conhece o astro de Hollywood Norman Maine, e os dois se apaixonam. Depois de um tempo, eles se casam, e a carreira de Esther começa realmente a decolar, e ela passa a ser chamada pelo nome artístico de Vicky Lester. Só que enquanto sua fama aumenta, seu marido está cada vez mais decadente e afundado no álcool, o que começa a abalar a carreira da esposa.
Segunda versão da clássica história e primeiro filme colorido do diretor George Cukor.
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Nitidamente, deve ter sido uma obra dificílima de ser gravada.
Nasce uma Estrela (1957) é uma obra muito estranha e fiquei um tanto surpreso, mesmo tendo assistido a versão da Gaga de 2018, como o filme é o material inteirinho de inspiração para o um dos meus musicais favoritos: Funny Girl (1968), talvez, e é um talvez bem grande, Hollywood tenha tentado concertar essa obra lançando Funny Girl uns 11 anos depois.
O ator principal é muito feio kkkkkk feio feio mesmo, e não tem um pingo de charme para o filme insinuar que ele ganha muito na lábia, a Judy Garland está caracterizada como uma mulher de 70 anos, sendo que aqui ela tem apenas 35. São os mesmos os penteados e roupas que ela estava usando na época e, logicamente depois de uma vida muito tortuosa, é esperado que ela esteja meio mal, mas a caracterização e maquiagem as vezes parece realmente proposital.
É um musical sem uma única música interessante, com cenas muito boas devido a grandeza de Garland e seu vozeirão incrível, mas sem músicas que cativem fica meio meh. O direcionamento da atriz é meio estranho também, em uma cena em que deveríamos ter uma capacidade de indicação ao Oscar, a atriz é condicionada a manter a cabeça e as feições tão escondidas que até parece que o diretor estava querendo exclui-la da cena.
A pior coisa que foi feita aqui é o trabalho de conservação. O estúdio cortou cenas do filme que seriam importantíssimas para o relacionamento entre os dois protagonistas, o que nos causa muito estranhamento quando eles começam a se amar literalmente do nada. Mas a ideia de louco de, para recuperar a estrutura descartada do filme, postar fotos e os áudios das cenas que conseguiram recuperar, fizeram o filme parecer extremamente picotado e instauraram um sentimento total de frustração. Não que antes não parecesse, já que temos cortes extremamente abruptos dentro de uma mesma cena e cenas musicais que o lypsinc não tá no tempo da música.
É amigos, essa produção parece ter sido muito conturbada.
Continuo achando a versão de 1937 a minha favorita, mas compreendo o favoritismo, por parte de vários críticos, sobre esta produção aqui: a extensão da duração é justificada pela intensidade dos envolvidos, pela entrega de Judy Garland a uma condição que ser-lhe-ia muito pessoal. Como tal, enquanto espectador, foi muito pessoal para mim também. A relação entre os dois protagonistas é muito intensa e a intepretação dela é arrebatadora. Tenho um pantim quanto à categorização da obra enquanto musical, já que as canções são excessivamente diegetizadas, enquanto espetáculos efetivados pelos intérpretes, no universo em que eles atuam. Mas como ficar incólume perante o impacto de "The Man That Got Away"? Como sofro de alcoolismo passivo (cuido de alguém que sofre deste mal), o roteiro acerta-me em cheio. E, a cada revisão, refaço as pazes com o estilo cukoriano, cuja afetação demorei para compreender: precisei envelhecer/amadurecer para isso. A lentidão do processo não é casual, há todo um percurso emocional em jogo! Fiquei surpreso ao descobrir que o estratagema das fotos em tom sépia foi uma compensação "póstuma" à retaliação do filme, quando originalmente lançado. Foi algo que impressionou-me bastante no primeiro contato, pensei que fôra intencional (risos). Insisto que não é nem a minha versão favorita nem meu preferido do diretor, mas é um filme que nos afeta intimamente, que marca-nos a partir da identificação proposta! (WPC>)
"Nasce uma Estrela", de 1954, marca o retorno de Judy Garland ao cinema após quatro anos de ausência, no primeiro musical e também primeiro filme colorido do diretor George Cukor. Destaque para o excelente figurino, impecável trilha sonora, perfeita direção de arte ótimas atuações do elenco principal. O roteiro de Moss Hart adaptou o original de 1937, de Dorothy Parker, Alan Campbell e Robert Carson, por sua vez baseado numa história de William A. Wellman e Robert Carson.
Este filme de 1954 é um pouco mais denso e melodramático do que o clássico de 37. Inesquecível.
Não esperava um musical… pensei q seguia a linha dos outros remakes , mas enfim, tem seu encanto , mas é extremamente longo e abandonei.
Extremamente cansativo, sem necessidade alguma arrastar uma história simples e que não traz nada novo por quase 3 horas.
Judy Garland brilha no papel, parece que nasceu para interpretar Vicky Lester e manda muito bem nas performances musicais, mas é uma pena que eles foram mal inseridas na narrativa.
James Mason interpreta bem o ator em decadência, mas não chega perto do Fredric March. Inclusive, ele parece meio constrangido em algumas cenas.
O mais estranho pra mim é um filme que se estende por quase 3h não conseguiu representar o contraste da ascensão e derrocada dos dois protagonistas como no original, e nem estabelecer a relação entre o casal tão bem.
Esperava mais, pela direção do Cukor, mas também tem toda a questão da interferência do estúdio.