ALGUÉM PARA ESSE TREEEEEEEEM... na verdade, deixa rolar, porque isso aqui é uma puta comédia gay de qualidade.
Eu sempre sempre quis assistir um filme da Rupaul, até hoje não achei aquele maldito “Starrbooty” e, após assistir esse e entender como a mente dessa velha funciona, eu PRECISO DESSE OUTRO FILME NA MINHA MESA AGORA!!!!!!
Stop That Train (2026) já nos pega logo de início, ao primeiro frame ser um vídeo em preto e branco de um trem antigo, após isso é só risos e sorrisos ao longo dessas uma hora e meia. É muito interessante como ele parece muito com “Todo Mundo em Pânico 3”, por ter esse excesso de humor prático, só que ele é definitivamente uma versão gay (o que é bem melhor) e focada em um público de Drag Race que vai catar referências como “WE CAN STOP” KKKKKKKK e “THIS IS YOUR MOMENT, HAVE IT”
Não tem jeito, a velha Rupaul é realmente única nessa indústria.
A cena da presidenta cheia de coisas na mão e o fato dela ter matado uma criança branca loira nos trilhos do trem quando estava a cargo das “Forças armadas ferroviárias dos Estados Unidos” me deixaram completamente FASCINADO!
Não é de todo mal, mas está longe de ser aquilo tudo que o primeiro foi.
Da Magia à Sedução: Feitiço do Amor (2026) tinha um único dever: nos levar de volta àquele sentimento mágico dos anos 90 e, em alguns momentos, conseguiu isso. O meu problema está no que todas as sequências realizadas muito tempo após o original estão fadadas a recorrer: a tentativa de inclusão de um universo que representava um período bem específico nesta década atual, completamente diferente da anterior.
Se você olhar para o primeiro filme, tem tudo que grita os anos 90, afinal, foi lançado nesse período. O problema é a tentativa de fazer um filme que representava uma década ter uma sequência que represente outra década. Esse é um grande problema dessas sequências. O filme é agradável, é lindo ver as tias, maravilhosamente interpretadas por Stockard Channing e Dianne Wiest, e é maravilhoso ver as nossas irmãs gostosonas, representadas por Nicole Kidman e Sandra Bullock. Porém, falta tratar o filme como algo cujo foco deveria estar nas pessoas que realmente querem assisti-lo, não em um público completamente novo.
Eu dei uma olhadinha no enredo do último livro da saga. Só li o primeiro, na ordem de lançamento, e realmente existe todo um enredo sobre quebrar a maldição. Mas ela foi “quebrada” no primeiro filme, e não houve uma real adaptação que abrangesse as decisões tomadas naquela história. Ok, a maldição pode voltar, mas, tratando-se de uma adaptação, que isso seja mostrado a nós.No livro, o personagem do policial Gary Hallet morre pouco tempo após casar-se com Sally, e ela acredita que isso tenha sido causado pela maldição, mesmo que ele já tivesse problemas de saúde desde a infância. Apesar de se tratar de apenas uma página citando o fato, se o filme tivesse pensado em adaptar isso, teríamos um link forte o bastante para justificar o primeiro filme e entraríamos em um clima de “a maldição está de volta, protejam seus maridos, meninas!” bem diferente de um clima de “o namorado da minha filha, que ela disse amar, tá pra morrer”.
Além disso, acho o roteiro completamente absurdo. A todo momento, temos comédia, e o filme não era sobre isso. Parece que a Gillian ganhou uma personalidade completamente bobona, ao nível de puxar as calças da Sally para ser engraçada, de a cada fala termos uma piada. Agora, PASMEM: dos três roteiristas originais, temos apenas um que se manteve. Robin Swicord, roteirista de filmes como Matilda, Adoráveis Mulheres e O Curioso Caso de Benjamin Button, foi substituída por uma ESCOLHA CRIATIVA DO ESTÚDIO, QUERENDO ENTRAR NA ONDA DO PÚBLICO JOVEM, por Kelly Marcel, conhecida por trabalhos como Cinquenta Tons de Cinza e Venom. Hollywood? HOLLYWOOD!!!
No todo, é muito bom ver Sandra Bullock de volta às telas depois de tanto tempo e dos problemas que ela tem enfrentado. O filme, muitas vezes, parecia estar consolando a atriz, que estava afastada, cuidando de seu marido até a morte dele, em 2023. E o fato de o filme só acontecer porque Kidman forneceu o suporte emocional necessário para que Bullock se sentisse à vontade para voltar é o que mais encanta em todo esse cenário: é ver as irmãs Owens em seu vínculo real.
Eu duvido muito que alguém tão rançuda quando a Miranda iria deixar de chamar os outros de gorda devido à não ser considerado correto. Não era correto antes quando ela chamava kkkkkkk
Diabo Veste Prada 2 consegue trazer um dos feitos do primeiro filme, a ideia de um Comfort Movie. Acredito que todos ficam muito encantados de ter estes personagens de volta na tela, por mais que o único que se manteve fiel foi o Nigel.
O engraçado é que esse filme não parece uma sequência, parece uma tentativa de rescrever o original, só que tirando aquela dualidade maravilhosa onde a culpa estava tanto no trabalho extensivo e abusivo proposto pela Runway quanto no namorado completamente lixo que não servia de apoio nenhum. O problema era que, aquela dualidade original é que fez a Andy crescer e não se encontrar nem em um e nem em outro. Aqui, nós vemos Andy como uma quarentona meio palhaça que, após ser demitida e, podendo arrumar um emprego em qualquer outro lugar, volta para Runway e enfrenta quase os mesmos desafios do primeiro filme: "de qualquer modo, eu preciso impressionar Miranda Priestly."
Eu acho que o filme poderia trabalhar o quanto a indústria da moda, mesmo o mundo ter mudado tanto após 2008, mantém certas aparências para o publico geral, mas continua sendo aquele estorvo bem preconceituoso, ou até estendendo seu preconceito para outros quesitos. Assim a personagem de Miranda continuaria exercendo o seu papel de real vilã e Andy, sendo obrigada a fazer tal trabalho, poderia ter material suficiente para escrever seu livro, criando uma nova dualidade: consideraríamos Andy, ao expor alguém com quem trabalha e parece ter certo vínculo, uma vilã ou uma heroína?
Eu não vou perder meu tempo dissertando sobre os esquerdo-machos feios que são apresentados nesta sequência, pode ser um shade para Ariana Grande e pra Selena Gomez, então eu até deixo passar kkkkkkkk
A DEMI/MITCHIE MORREU E QUE A ALMA DELA ESTÁ PRESA NO CAMP ROCK, SENDO AVISTADA APENAS PELAS PESSOAS QUE TIVERAM CONTATO COM ELA E PELA PROTAGINISTA SEM SAL, POR TER POSSE DO LIVRO DE COMPOSIÇÕES DELA.
Disney, estou gag, jurei que você nunca teria culhão pra entregar um enredo desse.
A Professora de Piano (2001) deixou um ponto de interrogação na minha cabeça. Eu o assisti no dia 11/07 e só agora, dia 22/07, decidi me aventurar a tentar destrinchar meus pensamentos.
O filme trata sobre repressão. Erika aparenta ter sido reprimida por sua mãe durante toda a sua vida. A repressão ocasionada à protagonista cria a repressão que ela causa a si mesma e o compartilhamento dessa repressão com seus alunos. Porém, a protagonista, presa nesse sentimento repressivo, que inicialmente pensei se tratar de um arrependimento pela perda da juventude, explora os extremos do desejo e da fantasia, os quais nunca teve a oportunidade de realizar. Mas o surgimento de Walter, um jovem um tanto presunçoso, que tem um interesse ardente em Erika, ocasiona, ao mesmo tempo, uma libertação daquilo que Erika sempre sonhou em ter e a quebra da fantasia diante da realidade.
Achei fascinante a necessidade de Erika afirmar seu desejo, a crueldade que a personagem exerce contra os outros como um espelho da crueldade que sempre foi exercida contra ela e a cena final, que é um "meu deeeeeus" dos grandes.
Interpretei aquela cena de duas maneiras convergentes:
A quebra da fantasia: Erika estava imersa no extremo, presa em uma fantasia sexual que vai além das concepções de normalidade, porém sequer perdeu a virgindade. A cena em que Walter lhe dá o que ela pensa querer, em que serve a fantasia que tanto almejava, faz com que a realidade adentre esse terreno. O desejo parece soar tão sexy e obsceno na imaginação, mas a realidade é algo completamente diferente. Ao final, Erika aparenta cair dos céus da fantasia, encarando a própria realidade e, possivelmente, não gostando do que avista.
O sonho realizado: Erika enfim encontra aquilo com que sempre sonhou. Por mais que exista o medo após a fantasia adentrar o terreno da realidade, ela consegue se despir da personagem que sempre lhe foi imposta. Decide não participar da apresentação de piano porque isso nunca foi o que desejou fazer; o que desejou fazer ela já conquistou e, agora, vai realmente viver os desejos que sempre quis realizar ao lado de Walter, que, a meu ver, não foi corrompido pelos desejos tenebrosos de Erika, mas sim despido também de suas formalidades, abraçando esse jovem presunçoso e um tanto sádico que sempre aparentou ser.
Eu prefiro acreditar que a segunda interpretação é a real.
Obsessão (2025) está sendo um sucesso nas redes sociais. Sempre aparece algum corte do filme ou uma review no Letterboxd com quatro ou cinco estrelas. É, comunidade... vai aparecer uma review com duas.
Acho que agora consigo compreender aquele tipo de idoso que detesta a nova geração e vive se vangloriando de que a sua parecia ser mais verdadeira. Esse filme é como uma mãe-passarinho mastigando insetos, deixando tudo bem triturado para, em seguida, vomitar na boca dos filhotes. Tudo é explicado a cada cinco minutos, como se as pessoas que estivessem assistindo fossem burras demais para entender antes da próxima explicação. Isso, para mim, destruiu todo o potencial de um bom filme.
Além de tudo ser mastigado e cuspido para nós, achei péssima a construção do filme após a festa em que Nikki tenta se matar. Há uma conversa entre Sarah e Bear no carro em que, depois de presenciarem toda aquela cena, Sarah diz que Nikki precisa de um terapeuta. ??? A partir daí, a edição fica tão completamente picotada que eu precisei voltar o filme para conferir se o arquivo tinha sido baixado com algum erro.
O engraçado é que o filme parece beber da fonte de diversas obras sobre desejos que dão errado e sobre obras de subjugação do corpo feminino, como em As Esposas de Stepford. No entanto, ao acreditar que seria necessário fazer um filme tão autoexplicativo para que as pessoas possam mexer no celular enquanto assistem, ou, pior, por imaginar que sua ideia é tão complexa que precisaria ser mastigada para o público, o diretor e roteirista transforma uma obra que tinha potencial em um verdadeiro desserviço.
é um retrato melancólico de um período pandêmico em que a linha entre a vida e a morte é uma constante realidade, onde tanto há um enaltecimento da vida, de que viver é uma preciosidade, quanto há uma crítica a estes tempos turbulentos que passamos, sendo revelado como é rápido achar uma vacina quando toda a população está fadada; porém, quando uma minoria desgostosa enfrenta pandemia similar, é vista como uma obra divina.
O que me surpreendeu nesse trabalho é que, além de ser uma obra muito diferente das outras que vi de Vinagre, e o diretor já ter lançado um filme pandêmico, que é Desaprender a Dormir (2021), focado na loucura do confinamento, aqui neste longa temos resquícios desta loucura, mas um sentimento de valorização da vida é questionado por um dos sintomas desse vírus ser o esquecimento: o esquecimento é uma maldição ou uma dádiva? Essa pergunta é constantemente relembrada pelos três tigres enquanto eles percorrem uma São Paulo esquisita e excêntrica devido ao desaprender da socialização, mas é um discurso que sempre é levado para um lugar de esperança, mesmo que esta possa parecer uma ilusão.
Acho interessantíssimo até onde a criatividade de Vinagre segue aqui, há uma personalidade tão diferente dos trabalhos antecessores, cenas tão excêntricas e caricatas que me encantam bastante, e isto pode vir muito do auxílio de Tainá Muhringer no roteiro. Contudo, Vinagre precisa perceber quando é necessário tirar algumas ideias para a obra funcionar, como em uma cena musical que tinha tudo para arrancar lágrimas e chegou a me deixar bem emocionado, mas depois veio mais uma cena musical, e mais uma, e mais uma, fazendo com que uma estranheza e um desagrado assumissem o lugar que deveria ser de emoção e melancolia.
É um filme sobre o qual vou refletir bastante após um tempo, mas infelizmente vou entender também o quão poderia ser melhor se tirasse o excesso.
P.S.: O som e a imagem são incrivelmente lindos aqui, são realmente de outro nível.
Araki, o meu grande problema com esse longa é que eu entendi ele.
The Long Weekend (O' Despair) (1989) é um dos primeiros longas do Araki e, ao assisti-lo, notei algo. É possível que, devido a baixos orçamentos ou falta de aprimoramento em algo, para Araki, sua ideia quase nunca seja tão boa quanto ele espera, o que faz com que ele faça uma reformulação dessa ideia em suas obras futuras. Devido ao fato de eu ter assistido suas obras de trás para frente, eu pude regressar em ideias que já foram aproveitadas em outras obras, percebendo o quanto Araki foi alterando suas visões de mundo.
O b.o. com este longa é que ele demora para chegar na mensagem, o que faz com que passemos mais de meia hora vendo e ouvindo reclamações de três adultos, que acabam de sair da fase "jovem adulto", sobre como estão perdidos no mundo e como o mundo é uma merda tão grande que talvez não valha a pena se encontrar nele. Esse discurso pode parecer bonito, mas mais de meia hora nele deixa-nos cansados de avistar três moscas varejeiras reclamando. O interessante é que os outros três personagens, os pares românticos dessas três moscas, estão entediados com seus cônjuges e doidos para viver e para descobrir as coisas, o que faz com que o filme tenha uma grande dualidade de pensamentos, onde devemos escolher entre: viver a vida com esperança ou encarar que nada vai para frente e que o mundo sempre vai ser essa grande merda.
O que gostei nessa ideia de Araki é que, sendo um de seus primeiros longas, isso demonstra como Araki estava em uma encruzilhada e que, anos a frente, com sua trilogia dos adolescentes, decidiu seguir pela opção amargurada de que tudo é uma grande merda e nada vai mudar. Mas, depois de alguns anos, com obras tais como Splendor, Kaboom e Smiley Face, é demonstrado que Araki recuperou aquele brilho de se viver.
Obrigado, Araki. Mais uma vez me vejo mais que sua putinha; sou sua filhinha também.
Orlando (1992) é um filme interessante. O seu visual é muito bonito, e a quebra da quarta parede é um elemento muito bem aproveitado aqui, mas, e é um infeliz mas, não consegui sentir que a história conseguiu passar o que esperava passar.
Eu ainda não cheguei a ler o livro de Virginia Woolf, mas, ao que tudo aparenta, ele tem a intenção de retratar o quão Orlando, ao se encontrar no gênero feminino, percebe o quão desesperador é ser uma mulher no decorrer dos tempos. Acaba que isso não foi tão bem transmitido no filme. Eu senti mais como um ser que, ao transitar por diversos tempos, tenta de tudo um pouco e parece ir meio mal em cada coisa.
Preciso muito ler o livro para entender o que Woolf quis passar e se é assim como no filme, pois me parece que a adaptação cinematográfica pode não ter conseguido captar o que a história quis passar.
E com este eu me declaro putinha do Matheus Marchetti.
Labirinto dos Garotos Perdidos (2026) é lançado apenas quatro anos após Verão Fantasma (2022), e já é muito perceptível o aprimoramento de Marchetti nos enquadramentos belíssimos (em específico, a cena inicial inteira na sala de espelhos) e sua continuidade com o colorido vibrante. O filme é uma aventura sexual divertidíssima, com um enredo misterioso e intrigante.
Acredito que, não sei se foi intencional ou não, há breves inspirações em Phenomena (1985) nesta obra: no fato de o protagonista ter um dom e este se relacionar com os assassinatos que ocorrem na região; nos assassinatos serem mais um pano de fundo para o filme enquanto o protagonista vive suas aventuras; e, no joguete principal e interessantíssimo, que consiste em o assassino ser apresentado logo de início ao telespectador, mas só no final sabermos da conexão entre ele e o protagonista.
Contudo, se Argento acabou tornando seu enredo pano de fundo até demais, Marchetti aprimora muito essa ideia ao nos deixar sempre conectados aos assassinatos, já que é sempre um risco, para uma gay sedenta, encontrar um desconhecido para a realização de atos libidinosos KKKKKKK.
O filme é lindo de se ver e, conforme você vai entendendo e assimilando os plots, torna-se uma experiência absurdamente gostosa. É disso que eu estou falando: é cu, assassinato, dons mediúnicos e muitos acontecimentos surpreendentes.
Acredito que minha única crítica ao filme seja a expectativa criada em torno do visual do "ser monstruoso" que vai ser apresentado. No entanto, ele acaba sendo um monstro bem sexy no fim das contas kkkkkkk, o que não deixa de ser bom. Mas, se fosse aquele grotesco completamente bizarro, talvez tivéssemos um final ainda mais chocante do que o que vimos.
A participação de Marchetti no filme é maravilhosaaaa kkkkkkkk. Eu ri a todo momento em que o personagem dava aquela risadinha sem graça ao final de cada fala.
P.S. 2: Finalmente entendi a camisa "Você não vai acreditar no que ela viu!", e fez todo sentido KKKKKKK.
Ideia boa, interessantíssima, provavelmente um baixo orçamento que compensa, maaaas, decidiu se levar a sério.
Mamántula (2023) é um média-metragem que tem todos, e quando digo todos é TODOS MESMO, os pontos para ser aquele filme que você guarda como favorito por toda a vida, contudo, ele acaba não sendo. Vamos investigar isso.
O filme tem uma premissa camp, um enredo camp, personagens camp’s, mas o filme não é camp e esse é o seu mal. Você imagina, um enredo de detetives sapatilhas, um bofe/aranha sugando porra e matando suas vitimas pelo pau, uma cena inteira onde as policiais buscam entendimento de aranhas com um professor especialista, cenas da realidade paralela ou do outro mundo com uma conversa entre aranhas, pegação forte, nudez gostosa, romance ... e nada disso ter um som adequado ou uma atuação adequada?
Poderia ter sido trabalhado com um som muito cômico ou grandioso vibe ópera: com músicas sexy de uma estética anos 90. podia ter sido desenvolvido a sedução e um pouco mais sobre o místico envolvendo as aranhas alienígenas: o especialista colocando que aranhas são sedutoras pra algumas pessoas, piadas envolvendo “briga de aranha” com as policiais lésbicas. As atuações poderiam ser mais cômicas: poderíamos ter gritos marcantes, atuações duvidosas, como se tudo fosse uma grande piada que é levada a sério.
Infelizmente, ao preferir ser um cômico sério, temos uma ideia grandiosa que se esvai por entre nossos dedos. E não, baixo orçamento não é desculpa para isso, o diretor queria fazer algo nessa vibe mesmo. We all make choices, and that was a choice!
Poderia ter sido um filme, mas, ao meu ver, acabou só sendo um mix de ideias colocadas em tela.
Fogo-Fátuo (2022) tem momentos que poderiam ter sido interessantes se o filme não fosse tão desinteressante. Não é o primeiro longa que vejo deste diretor e percebo que o conteúdo continua o mesmo, isso depois de uns 20 anos. O filme é curto e sua falta de aprofundamento, junto com uma ideia futurista, danificam toda a experiência.
Agora, vamos por os pingos nos is. O filme almeja, ao que parece ser a premissa principal, criticar o passado colonial horroroso de Portugal e o racismo estrutural atual, porém, e é um grande porém, ele me soou racista kkkkkkk.
Acredito que há aqui um fascínio pelo corpo preto, uma sexualização enorme acima da negritude. Temos uma cena de masturbação onde ambos trocam ofensas durante o ato, mas não é tipo "seu puto, filho da puta", é "preto nojento, imperialista de merda, senzala" e, diálogos que brincam com a escravidão como se isso fosse pauta de casais inter-raciais "ah seu preto da senzala", " ah seu branco colonial". E ok, se o filme tratasse bem como irônica esta questão, se ela se tratasse de uma cena ou se fosse explorado bem a visão critica dos personagens, ele seria diferente, mas, como durante todo o decorrer do longa há um fascínio sexual pela pele preta, acaba sendo só racista mesmo.
Nitidamente, deve ter sido uma obra dificílima de ser gravada.
Nasce uma Estrela (1957) é uma obra muito estranha e fiquei um tanto surpreso, mesmo tendo assistido a versão da Gaga de 2018, como o filme é o material inteirinho de inspiração para o um dos meus musicais favoritos: Funny Girl (1968), talvez, e é um talvez bem grande, Hollywood tenha tentado concertar essa obra lançando Funny Girl uns 11 anos depois.
O ator principal é muito feio kkkkkk feio feio mesmo, e não tem um pingo de charme para o filme insinuar que ele ganha muito na lábia, a Judy Garland está caracterizada como uma mulher de 70 anos, sendo que aqui ela tem apenas 35. São os mesmos os penteados e roupas que ela estava usando na época e, logicamente depois de uma vida muito tortuosa, é esperado que ela esteja meio mal, mas a caracterização e maquiagem as vezes parece realmente proposital.
É um musical sem uma única música interessante, com cenas muito boas devido a grandeza de Garland e seu vozeirão incrível, mas sem músicas que cativem fica meio meh. O direcionamento da atriz é meio estranho também, em uma cena em que deveríamos ter uma capacidade de indicação ao Oscar, a atriz é condicionada a manter a cabeça e as feições tão escondidas que até parece que o diretor estava querendo exclui-la da cena.
A pior coisa que foi feita aqui é o trabalho de conservação. O estúdio cortou cenas do filme que seriam importantíssimas para o relacionamento entre os dois protagonistas, o que nos causa muito estranhamento quando eles começam a se amar literalmente do nada. Mas a ideia de louco de, para recuperar a estrutura descartada do filme, postar fotos e os áudios das cenas que conseguiram recuperar, fizeram o filme parecer extremamente picotado e instauraram um sentimento total de frustração. Não que antes não parecesse, já que temos cortes extremamente abruptos dentro de uma mesma cena e cenas musicais que o lypsinc não tá no tempo da música.
É amigos, essa produção parece ter sido muito conturbada.
PENÉLOPE CRUZZZ, CORRE AQUIIII, TÃO HUMILHANDO A ESPANHAAAAAAA!!!
Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar (2017) me surpreendeu um pouco. Não é que ele seja bom, chegamos a um nível que não da mais pra recuperar essa saga, mas este aqui é o que mais tenta.
O humor aqui está muito bom, ele conseguiu alcançar o humor que a trilogia original tinha. Cenas como a quase decapitação de Jack e “sua filha faz urologia” são de gargalhar, mas o enredo é totalmente desinteressante e pouco planejado.
A tentativa de se construir uma sequência legado é óbvia, não funciona no caso do filho do Will e da Elizabeth, mas chega quase a dar certo com a filha do Barbossa. PENELOPE CRUZZZZ CORRE AQUI, AA SENHORAAA TA SENDO HUMILHAADAAAAAAAA KKKKKKK, qualquer um prefere uma filha do Barbossa do que a do Barba sla das contas. Uma pena que a tentativa de um casal de nepo babies resultou em um casal sem química alguma.
Agora, apesar da volta do Orlando Bloom no início do filme ser bem meh, quando chega o final e nós vemos aa FUCKING KEIRA KNIGHTLEY, EU SÓ SOUBE BERRAR. MEU DEEEEUS, APELOU PRA NOSTALGIA? SIM, MAAAAAAS QUE CENA, QUE LINDAA MINHA MÃE ELIZABETH, MEU DEEEEUS.
Não preciso me alongar muito sobre esse. Piratas do Caribe Navegando em Águas Misteriosas (2011) tem a falta de um elemento principal, o diretor e corroteirista dos três primeiros filmes, Gore Verbinski. É um filme que começa abrupto e termina em uma cena completamente aleatória que nos leva a nos questionar “Ué, acabou?”
O filme que caga pro desenvolvimento de personagens a longo da saga, colocando Jack e Gibbs como uma dupla inseparável de melhores amigos, onde um se sacrificaria pelo outro, sendo que era uma amizade pirata que tinha resquícios de companheirismo e honra, mas só enquanto o lucro era certo. Outro detalhe foram ter destruído o Barbossa, como se o grande pirata não tivesse nenhuma honra, mesmo sendo um dos que nunca confabulou com a companhia das índias orientais, o que poderia ter feito, mesmo tendo um trato com Calypso.
No final a história é chata, tem pouco humor e a Penélope Cruz está péssima aqui. Coitada, espero que tenha faturado algo.
“— O mundo já foi um lugar muito melhor. — O mundo é o mesmo, há menos razões para se viver.”
Ta, esse é o meu fav. Piratas do Caribe: no Fim do Mundo (2007) é um dos filmes mais complexos da saga, totalmente refém de seu roteiro. Ouso dizer que, se você parar de prestar atenção em uma cena sequer, já não vai entender mais nada, e não é só atenção ao que está sendo dito, mas onde cada personagens está e qual é sua reação ao que se é dito. A complexidade deste é o que o faz com que ele não se torne cansativo no decorrer dos anos.
Todo esse filme é maravilhoso e chega ao ápice de cada desenvolvimento: nós temos a volta de Barbossa, e notamos o quão sua falta afetou a sequência, pois todos os momentos cômicos entre Jack e Barbossa são maravilhosos neste filme; O desenvolvimento da tia Dalma, em seu entendimento como Calypso; Will abraçando inteiramente, pela primeira vez, o seu lado pirata, matando e traindo qualquer um para salvar seu pai; Elizabeth, totalmente corrompida pela sociedade, manipulando, lutando e se tornando Rei dos piratas (NÃO HÁ MELHOR DESENVOLVIMENTO NA HISTÓRIA DO QUE O DE ELIZABETH!!!!!!)
Coisas que eu reparei, que nunca tinha reparado antes durante o filme:
Davy Jones chora ao ouvir sua música e de Calypso, mas isso só ocorre porque Beckett está chegando no Holandês Voador, portando o coração. Conforme o coração se aproxima, Davy fica mais instável e ainda mais perigoso.
Em uma das melhores cenas do filme, onde Elizabeth, Jack e Barbossa se encontram com Will, Beckett e Davy Jones, há toda uma troca de olhares entre Elizabeth, Will e Jack, formando o plano que se seguiria. Na primeira troca de olhares, Will e Jack entram em acordo de que Jack vai furar o coração. Elizabeth, entendendo a troca entre os dois, olha pra Will e ele confirma isso, depois olha pro Jack e demonstra que ela entendeu, realizando a troca do Will pelo Jack e o colocando a bordo do Holandês voador. QUE CENA FODAAAAAA, MEU DEUS, COMO EU NÃO NOTEI ISSO ANTES?????
A canção era um recurso que a população pirata poderia usar, provavelmente quando pilhagens não tinham mais valor, para convocar a corte da irmandade, mas isso fazia com que todas as moedas do mundo vibrassem no tom da canção? Como se fosse um poder convocatório?
Quando for rever novamente, devo ter mais respostas.
Sendo o fav de todos os héteros do mundo, Piratas do Caribe: o Baú da Morte (2006) é uma continuação maravilhosa. Ele pega todos os ganchos que foram apresentados no primeiro filme e criam o melhor vilão que se possa existir. Não, não falo de Davy Jones, por mais que sua figura seja impagável, falo do cabeça da companhia Britânica das Índias orientais, Beckett.
Gostei que a saga manteve seu toque sobrenatural, expandindo a mitologia dos mares. Se o primeiro foi pra se tratar do "que seria um pirata" ou melhor dizendo: "se piratas são bons ou ruins", a sequência tem por definir "O que é a morte" ou melhor dizendo: "o quão temível é o fim para todos nós".
O humor aqui está bom, mas perde o foco central, já que estamos tratando de assuntos bem mais pesados que o antecessor. A vilania tanto de Beckett, que age nos parâmetros governamentais, quanto de Davy Jones, que foge desses parâmetros e regras, é a mesma, só que um lado é muito mais honesto no que faz do que o outro.
É lindo de ver o desenvolvimento de Elizabeth, de como passamos de uma promissora pirata para uma espadachim talentosa que não foge de abraçar o errado se for preciso. E que pena ver Sparrow mais uma vez confiar nas pessoas e ser traído novamente, interessante de ver que ele não perde essa fé no decorrer da saga, mas também aprende a dosá-la cada vez que é traído.
PS.2 . QUE EFEITOS FODAAAA. VOCÊ QUER, 2026??? 2006 TA FAZENDO VOCÊ ANDAR NA PRANCHAAAA!!
"Na rara ocasião em que buscar o caminho certo exija um ato de pirataria, a própria pirataria pode ser o caminho certo."
Eu sempre achei que, da trilogia original, Piratas do Caribe e a Maldição do Pérola Negra (2003) era o menos denso e mais fraco, mas, e é um grande mãããs, me surpreendi com o quão inteligente ele é.
É um filme que não tinha pretensões de continuações, mas mesmo assim, a história de construção de personagens é tão boa que deixa possíveis pontas pra serem aproveitadas em uma possível sequência, ao qual é muito bem aproveitado.
Os diálogos aqui são maravilhosos, o humor é no ponto certo e a história é maravilhosa. Apesar de termos um protagonismo no romance entre Elizabeth e Will, esse filme não consegue se construir sem 3 personagens: Governador Swan, Barbossa e Jack Sparrow... Capitão Jack Sparrow. O humor está com esses três e as trocas de possíveis negociações entre Barbossa e Jack são o que faz esse filme ser tão único.
É uma ótima apresentação de universo e de personagens: o fato de que, em pequenos atos como na falta de decoro dos modos que uma dama aristocrata deveria ter, ser mostrado o quão pirata a Elizabeth é. E, em todas as vezes que Will foge de se aceitar como pirata, visualizando o mundo em preto e branco (os bonzinhos são os que seguem as leis e os malvados são os que desrespeitam elas) enfim entende que a maldade e a bondade pode se encontrar em todo o lugar, que bons homens também podem ser piratas. São esses pequenos detalhes de construção que vão ser muito explorados e muito bem desenvolvidos nos próximos filmes.
Um verdadeiro perdedor é aquele que tem medo de tentar.
Pequena Miss Sunshine (2006) é um dramédia que toca o coração. Meu deus, eu esqueci o quão eu amo dramédias, eles são tão sinceros e tão verdadeiros, acho que é o gênero cinematográfico que mais se aproxima do que de fato é a vida. Eu adorei cada personagem, cada enredo, cada derrota que os personagens sofrem no decorrer da viagem e como tudo é sobre seguir em frente, pois é aí que se encontram as verdadeiras vitórias. Eu acho que só posso elogiar um filme tão peculiar e honesto como esse.
ps. O fato de terem escolhido crianças que realmente participam de concursos de beleza para estarem ao lado de uma menina tão comum quanto Olive, escancara o que o filme pensa sobre concursos de beleza. FODAM-SE ELES!!!!!!!!
uma jornada de amadurecimento na qual uma menina passa por sete portas que lhes revelam amor, morte, sexo e muito mais. Os cenários e figurinos são interessantes, as formas explicitas também são. Maaaas, e é um grande Mas, o filme não tem personalidade.
Não da pra se afeiçoar ou se sentir cativado pela protagonista, seja a criança ou a adulta, já que ela não apresenta nada, é só uma menina caminhando por tudo isso, como se a diretora não soubesse o que fazer com ela ou para onde a personagem deveria ir. Então, no fim das contas, nós temos a representação da vida, mas sem alguém que pareça estar realmente vivendo para nos guiar.
Narradores de Javé (2003) é o que The Fall (2006) tentou, mas que não conseguiu passar.
A história é maravilhosamente cativante, acho que o grande problema desse longa não é com o roteiro ou direção, mas com o ator principal. Você vê o filme inteiro com um ator/protagonista que sabemos ser um FDP da pior espécie, então isso acaba tirando toda a graça e teor que o filme tem.
Algo de valor que esse filme traz é que não da pra se imaginar o cinema brasileiro atual fazendo algo assim. É tão fascinante como ele retrata a cultura oral e a história vista de baixo, me admira essa obra ser tão desconhecida.
inicialmente é extremamente chato. Nenhum personagem é interessante ou engraçado, todos parecem estar gritando a todo momento e tudo é sempre uma grande confusão.
Acho que no momento em que todos estão na caverna é que filme se torna interessante e os personagens começam a aparecer um pouco mais. Num todo, é quase divertido. Acho que Gordo foi o pior e melhor personagem do filme, sendo que na meia hora inicial eu detestei o personagem com todas as minhas forças, mas, quando ele é pego pelos bandidos trapalhões, o personagem começa a brilhar muito.
É um filme sessão da tarde, só que sem o carisma da sessão da tarde. É como se ele fosse os Batutinhas, só que sem o carisma dos batutinhas, o que faz do filme só algo bem mediano.
Sussurros do Coração (1995) consegue captar a inocência e o amor juvenil por meio das estradas asfaltadas de Tóquio, onde apenas nos breves becos e ao longe, se pode avistar um ponto verde, sempre um futuro esperançoso.
Sabe uma coisa triste que reparei nesse filme? É que, quando eu assisti a primeira vez, pelo olhar da minha adolescência, eu tinha visto o amor de uma maneira. Agora, depois de bem adulto, eu vejo como o amor entre Shizuku e Seiji é absurdamente adolescente, é um amor que a imaginação flutua e que não se pensam em barreiras. É um “casa comigo, Shizuku, um dia vou construir violinos” e um “eu caso, Seiji, um dia serei uma escritora” um dia. São os sonhos adolescentes na sua mais pura essência e, reparando isso, o filme se tornou lindamente triste para mim.
) é um filme que se eleva ao extremo, é um edição politicamente psicodélica e muito bem retratada. O filme passeia pelo ato de se revolucionar, levando tudo ao pé da letra, as vezes parece uma sátira ao extremismo e, nas outras vezes, parece um grande enaltecimento de paradigmas comunistas.
As falas do desgraçado do Bush surgindo enquanto o grupo transa loucamente, mensagens como “FAÇA AMOR (REVOLUCIONÁRIO) E NÃO GUERRA (IMPERIALISTA)” e falas como “A REVOLUÇÃO É O MEU NAMORADO!”, “LIBERTE-SE DA SUA OPRESSÃO HETEROSSEXUAL” e “A propriedade privada não pode ser roubada, só pode ser libertada” me deixaram absurdamente maravilhado!!
Stop! That! Train!
3.1 14ALGUÉM PARA ESSE TREEEEEEEEM... na verdade, deixa rolar, porque isso aqui é uma puta comédia gay de qualidade.
Eu sempre sempre quis assistir um filme da Rupaul, até hoje não achei aquele maldito “Starrbooty” e, após assistir esse e entender como a mente dessa velha funciona, eu PRECISO DESSE OUTRO FILME NA MINHA MESA AGORA!!!!!!
Stop That Train (2026) já nos pega logo de início, ao primeiro frame ser um vídeo em preto e branco de um trem antigo, após isso é só risos e sorrisos ao longo dessas uma hora e meia. É muito interessante como ele parece muito com “Todo Mundo em Pânico 3”, por ter esse excesso de humor prático, só que ele é definitivamente uma versão gay (o que é bem melhor) e focada em um público de Drag Race que vai catar referências como “WE CAN STOP” KKKKKKKK e “THIS IS YOUR MOMENT, HAVE IT”
Não tem jeito, a velha Rupaul é realmente única nessa indústria.
Ps.
A cena da presidenta cheia de coisas na mão e o fato dela ter matado uma criança branca loira nos trilhos do trem quando estava a cargo das “Forças armadas ferroviárias dos Estados Unidos” me deixaram completamente FASCINADO!
Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor
3.3 60Não é de todo mal, mas está longe de ser aquilo tudo que o primeiro foi.
Da Magia à Sedução: Feitiço do Amor (2026) tinha um único dever: nos levar de volta àquele sentimento mágico dos anos 90 e, em alguns momentos, conseguiu isso. O meu problema está no que todas as sequências realizadas muito tempo após o original estão fadadas a recorrer: a tentativa de inclusão de um universo que representava um período bem específico nesta década atual, completamente diferente da anterior.
Se você olhar para o primeiro filme, tem tudo que grita os anos 90, afinal, foi lançado nesse período. O problema é a tentativa de fazer um filme que representava uma década ter uma sequência que represente outra década. Esse é um grande problema dessas sequências. O filme é agradável, é lindo ver as tias, maravilhosamente interpretadas por Stockard Channing e Dianne Wiest, e é maravilhoso ver as nossas irmãs gostosonas, representadas por Nicole Kidman e Sandra Bullock. Porém, falta tratar o filme como algo cujo foco deveria estar nas pessoas que realmente querem assisti-lo, não em um público completamente novo.
Eu dei uma olhadinha no enredo do último livro da saga. Só li o primeiro, na ordem de lançamento, e realmente existe todo um enredo sobre quebrar a maldição. Mas ela foi “quebrada” no primeiro filme, e não houve uma real adaptação que abrangesse as decisões tomadas naquela história. Ok, a maldição pode voltar, mas, tratando-se de uma adaptação, que isso seja mostrado a nós.No livro, o personagem do policial Gary Hallet morre pouco tempo após casar-se com Sally, e ela acredita que isso tenha sido causado pela maldição, mesmo que ele já tivesse problemas de saúde desde a infância. Apesar de se tratar de apenas uma página citando o fato, se o filme tivesse pensado em adaptar isso, teríamos um link forte o bastante para justificar o primeiro filme e entraríamos em um clima de “a maldição está de volta, protejam seus maridos, meninas!” bem diferente de um clima de “o namorado da minha filha, que ela disse amar, tá pra morrer”.
Além disso, acho o roteiro completamente absurdo. A todo momento, temos comédia, e o filme não era sobre isso. Parece que a Gillian ganhou uma personalidade completamente bobona, ao nível de puxar as calças da Sally para ser engraçada, de a cada fala termos uma piada.
Agora, PASMEM: dos três roteiristas originais, temos apenas um que se manteve. Robin Swicord, roteirista de filmes como Matilda, Adoráveis Mulheres e O Curioso Caso de Benjamin Button, foi substituída por uma ESCOLHA CRIATIVA DO ESTÚDIO, QUERENDO ENTRAR NA ONDA DO PÚBLICO JOVEM, por Kelly Marcel, conhecida por trabalhos como Cinquenta Tons de Cinza e Venom. Hollywood? HOLLYWOOD!!!
No todo, é muito bom ver Sandra Bullock de volta às telas depois de tanto tempo e dos problemas que ela tem enfrentado. O filme, muitas vezes, parecia estar consolando a atriz, que estava afastada, cuidando de seu marido até a morte dele, em 2023. E o fato de o filme só acontecer porque Kidman forneceu o suporte emocional necessário para que Bullock se sentisse à vontade para voltar é o que mais encanta em todo esse cenário: é ver as irmãs Owens em seu vínculo real.
O Diabo Veste Prada 2
3.3 433 Assista AgoraEu duvido muito que alguém tão rançuda quando a Miranda iria deixar de chamar os outros de gorda devido à não ser considerado correto. Não era correto antes quando ela chamava kkkkkkk
Diabo Veste Prada 2 consegue trazer um dos feitos do primeiro filme, a ideia de um Comfort Movie. Acredito que todos ficam muito encantados de ter estes personagens de volta na tela, por mais que o único que se manteve fiel foi o Nigel.
O engraçado é que esse filme não parece uma sequência, parece uma tentativa de rescrever o original, só que tirando aquela dualidade maravilhosa onde a culpa estava tanto no trabalho extensivo e abusivo proposto pela Runway quanto no namorado completamente lixo que não servia de apoio nenhum. O problema era que, aquela dualidade original é que fez a Andy crescer e não se encontrar nem em um e nem em outro. Aqui, nós vemos Andy como uma quarentona meio palhaça que, após ser demitida e, podendo arrumar um emprego em qualquer outro lugar, volta para Runway e enfrenta quase os mesmos desafios do primeiro filme: "de qualquer modo, eu preciso impressionar Miranda Priestly."
Eu acho que o filme poderia trabalhar o quanto a indústria da moda, mesmo o mundo ter mudado tanto após 2008, mantém certas aparências para o publico geral, mas continua sendo aquele estorvo bem preconceituoso, ou até estendendo seu preconceito para outros quesitos. Assim a personagem de Miranda continuaria exercendo o seu papel de real vilã e Andy, sendo obrigada a fazer tal trabalho, poderia ter material suficiente para escrever seu livro, criando uma nova dualidade: consideraríamos Andy, ao expor alguém com quem trabalha e parece ter certo vínculo, uma vilã ou uma heroína?
Ps.
Eu não vou perder meu tempo dissertando sobre os esquerdo-machos feios que são apresentados nesta sequência, pode ser um shade para Ariana Grande e pra Selena Gomez, então eu até deixo passar kkkkkkkk
Camp Rock 3
2.3 29 Assista AgoraEU NÃO ACREDITO QUE
A DEMI/MITCHIE MORREU E QUE A ALMA DELA ESTÁ PRESA NO CAMP ROCK, SENDO AVISTADA APENAS PELAS PESSOAS QUE TIVERAM CONTATO COM ELA E PELA PROTAGINISTA SEM SAL, POR TER POSSE DO LIVRO DE COMPOSIÇÕES DELA.
Disney, estou gag, jurei que você nunca teria culhão pra entregar um enredo desse.
Ps.
Minha família chegou a conclusão que a protagonista parece a: Camila Loures, Alicent Hightower, Ariana Grande.
A Professora de Piano
4.0 746 Assista AgoraE não é que os franceses têm algo a dizer?
A Professora de Piano (2001) deixou um ponto de interrogação na minha cabeça. Eu o assisti no dia 11/07 e só agora, dia 22/07, decidi me aventurar a tentar destrinchar meus pensamentos.
O filme trata sobre repressão. Erika aparenta ter sido reprimida por sua mãe durante toda a sua vida. A repressão ocasionada à protagonista cria a repressão que ela causa a si mesma e o compartilhamento dessa repressão com seus alunos. Porém, a protagonista, presa nesse sentimento repressivo, que inicialmente pensei se tratar de um arrependimento pela perda da juventude, explora os extremos do desejo e da fantasia, os quais nunca teve a oportunidade de realizar. Mas o surgimento de Walter, um jovem um tanto presunçoso, que tem um interesse ardente em Erika, ocasiona, ao mesmo tempo, uma libertação daquilo que Erika sempre sonhou em ter e a quebra da fantasia diante da realidade.
Achei fascinante a necessidade de Erika afirmar seu desejo, a crueldade que a personagem exerce contra os outros como um espelho da crueldade que sempre foi exercida contra ela e a cena final, que é um "meu deeeeeus" dos grandes.
Interpretei aquela cena de duas maneiras convergentes:
A quebra da fantasia: Erika estava imersa no extremo, presa em uma fantasia sexual que vai além das concepções de normalidade, porém sequer perdeu a virgindade. A cena em que Walter lhe dá o que ela pensa querer, em que serve a fantasia que tanto almejava, faz com que a realidade adentre esse terreno. O desejo parece soar tão sexy e obsceno na imaginação, mas a realidade é algo completamente diferente. Ao final, Erika aparenta cair dos céus da fantasia, encarando a própria realidade e, possivelmente, não gostando do que avista.
O sonho realizado: Erika enfim encontra aquilo com que sempre sonhou. Por mais que exista o medo após a fantasia adentrar o terreno da realidade, ela consegue se despir da personagem que sempre lhe foi imposta. Decide não participar da apresentação de piano porque isso nunca foi o que desejou fazer; o que desejou fazer ela já conquistou e, agora, vai realmente viver os desejos que sempre quis realizar ao lado de Walter, que, a meu ver, não foi corrompido pelos desejos tenebrosos de Erika, mas sim despido também de suas formalidades, abraçando esse jovem presunçoso e um tanto sádico que sempre aparentou ser.
Eu prefiro acreditar que a segunda interpretação é a real.
Obsessão
3.9 933 Assista AgoraObsessão (2025) está sendo um sucesso nas redes sociais. Sempre aparece algum corte do filme ou uma review no Letterboxd com quatro ou cinco estrelas. É, comunidade... vai aparecer uma review com duas.
Acho que agora consigo compreender aquele tipo de idoso que detesta a nova geração e vive se vangloriando de que a sua parecia ser mais verdadeira. Esse filme é como uma mãe-passarinho mastigando insetos, deixando tudo bem triturado para, em seguida, vomitar na boca dos filhotes. Tudo é explicado a cada cinco minutos, como se as pessoas que estivessem assistindo fossem burras demais para entender antes da próxima explicação. Isso, para mim, destruiu todo o potencial de um bom filme.
Além de tudo ser mastigado e cuspido para nós, achei péssima a construção do filme após a festa em que Nikki tenta se matar. Há uma conversa entre Sarah e Bear no carro em que, depois de presenciarem toda aquela cena, Sarah diz que Nikki precisa de um terapeuta. ??? A partir daí, a edição fica tão completamente picotada que eu precisei voltar o filme para conferir se o arquivo tinha sido baixado com algum erro.
O engraçado é que o filme parece beber da fonte de diversas obras sobre desejos que dão errado e sobre obras de subjugação do corpo feminino, como em As Esposas de Stepford. No entanto, ao acreditar que seria necessário fazer um filme tão autoexplicativo para que as pessoas possam mexer no celular enquanto assistem, ou, pior, por imaginar que sua ideia é tão complexa que precisaria ser mastigada para o público, o diretor e roteirista transforma uma obra que tinha potencial em um verdadeiro desserviço.
Três Tigres Tristes
3.3 5 Assista AgoraEsse eu realmente não esperava o que recebi.
Três Tigres Tristes (2022)
é um retrato melancólico de um período pandêmico em que a linha entre a vida e a morte é uma constante realidade, onde tanto há um enaltecimento da vida, de que viver é uma preciosidade, quanto há uma crítica a estes tempos turbulentos que passamos, sendo revelado como é rápido achar uma vacina quando toda a população está fadada; porém, quando uma minoria desgostosa enfrenta pandemia similar, é vista como uma obra divina.
O que me surpreendeu nesse trabalho é que, além de ser uma obra muito diferente das outras que vi de Vinagre, e o diretor já ter lançado um filme pandêmico, que é Desaprender a Dormir (2021), focado na loucura do confinamento, aqui neste longa temos resquícios desta loucura, mas um sentimento de valorização da vida é questionado por um dos sintomas desse vírus ser o esquecimento: o esquecimento é uma maldição ou uma dádiva? Essa pergunta é constantemente relembrada pelos três tigres enquanto eles percorrem uma São Paulo esquisita e excêntrica devido ao desaprender da socialização, mas é um discurso que sempre é levado para um lugar de esperança, mesmo que esta possa parecer uma ilusão.
Acho interessantíssimo até onde a criatividade de Vinagre segue aqui, há uma personalidade tão diferente dos trabalhos antecessores, cenas tão excêntricas e caricatas que me encantam bastante, e isto pode vir muito do auxílio de Tainá Muhringer no roteiro. Contudo, Vinagre precisa perceber quando é necessário tirar algumas ideias para a obra funcionar, como em uma cena musical que tinha tudo para arrancar lágrimas e chegou a me deixar bem emocionado, mas depois veio mais uma cena musical, e mais uma, e mais uma, fazendo com que uma estranheza e um desagrado assumissem o lugar que deveria ser de emoção e melancolia.
É um filme sobre o qual vou refletir bastante após um tempo, mas infelizmente vou entender também o quão poderia ser melhor se tirasse o excesso.
P.S.: O som e a imagem são incrivelmente lindos aqui, são realmente de outro nível.
The Long Weekend (O'Despair)
2.8 2Araki, o meu grande problema com esse longa é que eu entendi ele.
The Long Weekend (O' Despair) (1989) é um dos primeiros longas do Araki e, ao assisti-lo, notei algo. É possível que, devido a baixos orçamentos ou falta de aprimoramento em algo, para Araki, sua ideia quase nunca seja tão boa quanto ele espera, o que faz com que ele faça uma reformulação dessa ideia em suas obras futuras. Devido ao fato de eu ter assistido suas obras de trás para frente, eu pude regressar em ideias que já foram aproveitadas em outras obras, percebendo o quanto Araki foi alterando suas visões de mundo.
O b.o. com este longa é que ele demora para chegar na mensagem, o que faz com que passemos mais de meia hora vendo e ouvindo reclamações de três adultos, que acabam de sair da fase "jovem adulto", sobre como estão perdidos no mundo e como o mundo é uma merda tão grande que talvez não valha a pena se encontrar nele. Esse discurso pode parecer bonito, mas mais de meia hora nele deixa-nos cansados de avistar três moscas varejeiras reclamando. O interessante é que os outros três personagens, os pares românticos dessas três moscas, estão entediados com seus cônjuges e doidos para viver e para descobrir as coisas, o que faz com que o filme tenha uma grande dualidade de pensamentos, onde devemos escolher entre: viver a vida com esperança ou encarar que nada vai para frente e que o mundo sempre vai ser essa grande merda.
O que gostei nessa ideia de Araki é que, sendo um de seus primeiros longas, isso demonstra como Araki estava em uma encruzilhada e que, anos a frente, com sua trilogia dos adolescentes, decidiu seguir pela opção amargurada de que tudo é uma grande merda e nada vai mudar. Mas, depois de alguns anos, com obras tais como Splendor, Kaboom e Smiley Face, é demonstrado que Araki recuperou aquele brilho de se viver.
Obrigado, Araki. Mais uma vez me vejo mais que sua putinha; sou sua filhinha também.
Orlando, A Mulher Imortal
3.8 117Orlando (1992) é um filme interessante. O seu visual é muito bonito, e a quebra da quarta parede é um elemento muito bem aproveitado aqui, mas, e é um infeliz mas, não consegui sentir que a história conseguiu passar o que esperava passar.
Eu ainda não cheguei a ler o livro de Virginia Woolf, mas, ao que tudo aparenta, ele tem a intenção de retratar o quão Orlando, ao se encontrar no gênero feminino, percebe o quão desesperador é ser uma mulher no decorrer dos tempos. Acaba que isso não foi tão bem transmitido no filme. Eu senti mais como um ser que, ao transitar por diversos tempos, tenta de tudo um pouco e parece ir meio mal em cada coisa.
Preciso muito ler o livro para entender o que Woolf quis passar e se é assim como no filme, pois me parece que a adaptação cinematográfica pode não ter conseguido captar o que a história quis passar.
Labirinto dos Garotos Perdidos
2.7 9E com este eu me declaro putinha do Matheus Marchetti.
Labirinto dos Garotos Perdidos (2026) é lançado apenas quatro anos após Verão Fantasma (2022), e já é muito perceptível o aprimoramento de Marchetti nos enquadramentos belíssimos (em específico, a cena inicial inteira na sala de espelhos) e sua continuidade com o colorido vibrante. O filme é uma aventura sexual divertidíssima, com um enredo misterioso e intrigante.
Acredito que, não sei se foi intencional ou não, há breves inspirações em Phenomena (1985) nesta obra: no fato de o protagonista ter um dom e este se relacionar com os assassinatos que ocorrem na região; nos assassinatos serem mais um pano de fundo para o filme enquanto o protagonista vive suas aventuras; e, no joguete principal e interessantíssimo, que consiste em o assassino ser apresentado logo de início ao telespectador, mas só no final sabermos da conexão entre ele e o protagonista.
Contudo, se Argento acabou tornando seu enredo pano de fundo até demais, Marchetti aprimora muito essa ideia ao nos deixar sempre conectados aos assassinatos, já que é sempre um risco, para uma gay sedenta, encontrar um desconhecido para a realização de atos libidinosos KKKKKKK.
O filme é lindo de se ver e, conforme você vai entendendo e assimilando os plots, torna-se uma experiência absurdamente gostosa. É disso que eu estou falando: é cu, assassinato, dons mediúnicos e muitos acontecimentos surpreendentes.
Acredito que minha única crítica ao filme seja a expectativa criada em torno do visual do "ser monstruoso" que vai ser apresentado. No entanto, ele acaba sendo um monstro bem sexy no fim das contas kkkkkkk, o que não deixa de ser bom. Mas, se fosse aquele grotesco completamente bizarro, talvez tivéssemos um final ainda mais chocante do que o que vimos.
P.S.:
A participação de Marchetti no filme é maravilhosaaaa kkkkkkkk. Eu ri a todo momento em que o personagem dava aquela risadinha sem graça ao final de cada fala.
P.S. 2: Finalmente entendi a camisa "Você não vai acreditar no que ela viu!", e fez todo sentido KKKKKKK.
Mamántula
3.6 2Ideia boa, interessantíssima, provavelmente um baixo orçamento que compensa, maaaas, decidiu se levar a sério.
Mamántula (2023) é um média-metragem que tem todos, e quando digo todos é TODOS MESMO, os pontos para ser aquele filme que você guarda como favorito por toda a vida, contudo, ele acaba não sendo. Vamos investigar isso.
O filme tem uma premissa camp, um enredo camp, personagens camp’s, mas o filme não é camp e esse é o seu mal. Você imagina, um enredo de detetives sapatilhas, um bofe/aranha sugando porra e matando suas vitimas pelo pau, uma cena inteira onde as policiais buscam entendimento de aranhas com um professor especialista, cenas da realidade paralela ou do outro mundo com uma conversa entre aranhas, pegação forte, nudez gostosa, romance ... e nada disso ter um som adequado ou uma atuação adequada?
Poderia ter sido trabalhado com um som muito cômico ou grandioso vibe ópera: com músicas sexy de uma estética anos 90. podia ter sido desenvolvido a sedução e um pouco mais sobre o místico envolvendo as aranhas alienígenas: o especialista colocando que aranhas são sedutoras pra algumas pessoas, piadas envolvendo “briga de aranha” com as policiais lésbicas. As atuações poderiam ser mais cômicas: poderíamos ter gritos marcantes, atuações duvidosas, como se tudo fosse uma grande piada que é levada a sério.
Infelizmente, ao preferir ser um cômico sério, temos uma ideia grandiosa que se esvai por entre nossos dedos. E não, baixo orçamento não é desculpa para isso, o diretor queria fazer algo nessa vibe mesmo. We all make choices, and that was a choice!
Fogo-Fátuo
2.8 17Poderia ter sido um filme, mas, ao meu ver, acabou só sendo um mix de ideias colocadas em tela.
Fogo-Fátuo (2022) tem momentos que poderiam ter sido interessantes se o filme não fosse tão desinteressante. Não é o primeiro longa que vejo deste diretor e percebo que o conteúdo continua o mesmo, isso depois de uns 20 anos. O filme é curto e sua falta de aprofundamento, junto com uma ideia futurista, danificam toda a experiência.
Agora, vamos por os pingos nos is. O filme almeja, ao que parece ser a premissa principal, criticar o passado colonial horroroso de Portugal e o racismo estrutural atual, porém, e é um grande porém, ele me soou racista kkkkkkk.
Acredito que há aqui um fascínio pelo corpo preto, uma sexualização enorme acima da negritude. Temos uma cena de masturbação onde ambos trocam ofensas durante o ato, mas não é tipo "seu puto, filho da puta", é "preto nojento, imperialista de merda, senzala" e, diálogos que brincam com a escravidão como se isso fosse pauta de casais inter-raciais "ah seu preto da senzala", " ah seu branco colonial". E ok, se o filme tratasse bem como irônica esta questão, se ela se tratasse de uma cena ou se fosse explorado bem a visão critica dos personagens, ele seria diferente, mas, como durante todo o decorrer do longa há um fascínio sexual pela pele preta, acaba sendo só racista mesmo.
É aquilo né, como diria senhorita Morello: " um homem negro com a testa marcada do suor do trabalho no campo".
PS.
Isso não pode ser considerado um musical, três músicas sem ritmo são só três músicas sem ritmo.
Nasce Uma Estrela
4.0 113Nitidamente, deve ter sido uma obra dificílima de ser gravada.
Nasce uma Estrela (1957) é uma obra muito estranha e fiquei um tanto surpreso, mesmo tendo assistido a versão da Gaga de 2018, como o filme é o material inteirinho de inspiração para o um dos meus musicais favoritos: Funny Girl (1968), talvez, e é um talvez bem grande, Hollywood tenha tentado concertar essa obra lançando Funny Girl uns 11 anos depois.
O ator principal é muito feio kkkkkk feio feio mesmo, e não tem um pingo de charme para o filme insinuar que ele ganha muito na lábia, a Judy Garland está caracterizada como uma mulher de 70 anos, sendo que aqui ela tem apenas 35. São os mesmos os penteados e roupas que ela estava usando na época e, logicamente depois de uma vida muito tortuosa, é esperado que ela esteja meio mal, mas a caracterização e maquiagem as vezes parece realmente proposital.
É um musical sem uma única música interessante, com cenas muito boas devido a grandeza de Garland e seu vozeirão incrível, mas sem músicas que cativem fica meio meh. O direcionamento da atriz é meio estranho também, em uma cena em que deveríamos ter uma capacidade de indicação ao Oscar, a atriz é condicionada a manter a cabeça e as feições tão escondidas que até parece que o diretor estava querendo exclui-la da cena.
A pior coisa que foi feita aqui é o trabalho de conservação. O estúdio cortou cenas do filme que seriam importantíssimas para o relacionamento entre os dois protagonistas, o que nos causa muito estranhamento quando eles começam a se amar literalmente do nada. Mas a ideia de louco de, para recuperar a estrutura descartada do filme, postar fotos e os áudios das cenas que conseguiram recuperar, fizeram o filme parecer extremamente picotado e instauraram um sentimento total de frustração. Não que antes não parecesse, já que temos cortes extremamente abruptos dentro de uma mesma cena e cenas musicais que o lypsinc não tá no tempo da música.
É amigos, essa produção parece ter sido muito conturbada.
Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar
3.3 1,1K Assista AgoraPENÉLOPE CRUZZZ, CORRE AQUIIII, TÃO HUMILHANDO A ESPANHAAAAAAA!!!
Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar (2017) me surpreendeu um pouco. Não é que ele seja bom, chegamos a um nível que não da mais pra recuperar essa saga, mas este aqui é o que mais tenta.
O humor aqui está muito bom, ele conseguiu alcançar o humor que a trilogia original tinha. Cenas como a quase decapitação de Jack e “sua filha faz urologia” são de gargalhar, mas o enredo é totalmente desinteressante e pouco planejado.
A tentativa de se construir uma sequência legado é óbvia, não funciona no caso do filho do Will e da Elizabeth, mas chega quase a dar certo com a filha do Barbossa. PENELOPE CRUZZZZ CORRE AQUI, AA SENHORAAA TA SENDO HUMILHAADAAAAAAAA KKKKKKK, qualquer um prefere uma filha do Barbossa do que a do Barba sla das contas. Uma pena que a tentativa de um casal de nepo babies resultou em um casal sem química alguma.
Agora, apesar da volta do Orlando Bloom no início do filme ser bem meh, quando chega o final e nós vemos aa FUCKING KEIRA KNIGHTLEY, EU SÓ SOUBE BERRAR. MEU DEEEEUS, APELOU PRA NOSTALGIA? SIM, MAAAAAAS QUE CENA, QUE LINDAA MINHA MÃE ELIZABETH, MEU DEEEEUS.
KEIRA KNIGHTLEY MULHEEEE, ESTÁ NAS SUAS MÃOS A SALVAÇÃO DESTA SAGA, SE VOCÊ APARECE O FILME JÁ GANHA +1 ESTRELA
Ps. Coitado do Javier Bardem, tal como sua esposa, saiu da Espanha atoa também.
Ps.2 A
bússola de Jack foi dada a ele pela Tia Dalma/Calypso, não por um pirata sla das contas, então não destrua o original Mickey, sua ratazana velha.
Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas
3.6 2,7K Assista AgoraAin Penélope Cruz, pra que né?
Não preciso me alongar muito sobre esse. Piratas do Caribe Navegando em Águas Misteriosas (2011) tem a falta de um elemento principal, o diretor e corroteirista dos três primeiros filmes, Gore Verbinski. É um filme que começa abrupto e termina em uma cena completamente aleatória que nos leva a nos questionar “Ué, acabou?”
O filme que caga pro desenvolvimento de personagens a longo da saga, colocando Jack e Gibbs como uma dupla inseparável de melhores amigos, onde um se sacrificaria pelo outro, sendo que era uma amizade pirata que tinha resquícios de companheirismo e honra, mas só enquanto o lucro era certo. Outro detalhe foram ter destruído o Barbossa, como se o grande pirata não tivesse nenhuma honra, mesmo sendo um dos que nunca confabulou com a companhia das índias orientais, o que poderia ter feito, mesmo tendo um trato com Calypso.
No final a história é chata, tem pouco humor e a Penélope Cruz está péssima aqui. Coitada, espero que tenha faturado algo.
Piratas do Caribe: No Fim do Mundo
3.8 968 Assista Agora“— O mundo já foi um lugar muito melhor.
— O mundo é o mesmo, há menos razões para se viver.”
Ta, esse é o meu fav. Piratas do Caribe: no Fim do Mundo (2007) é um dos filmes mais complexos da saga, totalmente refém de seu roteiro. Ouso dizer que, se você parar de prestar atenção em uma cena sequer, já não vai entender mais nada, e não é só atenção ao que está sendo dito, mas onde cada personagens está e qual é sua reação ao que se é dito. A complexidade deste é o que o faz com que ele não se torne cansativo no decorrer dos anos.
Todo esse filme é maravilhoso e chega ao ápice de cada desenvolvimento: nós temos a volta de Barbossa, e notamos o quão sua falta afetou a sequência, pois todos os momentos cômicos entre Jack e Barbossa são maravilhosos neste filme; O desenvolvimento da tia Dalma, em seu entendimento como Calypso; Will abraçando inteiramente, pela primeira vez, o seu lado pirata, matando e traindo qualquer um para salvar seu pai; Elizabeth, totalmente corrompida pela sociedade, manipulando, lutando e se tornando Rei dos piratas (NÃO HÁ MELHOR DESENVOLVIMENTO NA HISTÓRIA DO QUE O DE ELIZABETH!!!!!!)
Coisas que eu reparei, que nunca tinha reparado antes durante o filme:
Davy Jones chora ao ouvir sua música e de Calypso, mas isso só ocorre porque Beckett está chegando no Holandês Voador, portando o coração. Conforme o coração se aproxima, Davy fica mais instável e ainda mais perigoso.
Beckett tem uma leve paixão por Jack, não maior que sua ambição, mas só dá pra catar o envolvimento completo dos dois em cenas cortadas.
Em uma das melhores cenas do filme, onde Elizabeth, Jack e Barbossa se encontram com Will, Beckett e Davy Jones, há toda uma troca de olhares entre Elizabeth, Will e Jack, formando o plano que se seguiria. Na primeira troca de olhares, Will e Jack entram em acordo de que Jack vai furar o coração. Elizabeth, entendendo a troca entre os dois, olha pra Will e ele confirma isso, depois olha pro Jack e demonstra que ela entendeu, realizando a troca do Will pelo Jack e o colocando a bordo do Holandês voador. QUE CENA FODAAAAAA, MEU DEUS, COMO EU NÃO NOTEI ISSO ANTES?????
As questões que ainda tenho:
Os caranguejos que salvam Jack foram a mando da Calypso ou ele acordou o poder dela que jazia no Baú de Davy Jones e assim foi guiado por esse poder?
A canção era um recurso que a população pirata poderia usar, provavelmente quando pilhagens não tinham mais valor, para convocar a corte da irmandade, mas isso fazia com que todas as moedas do mundo vibrassem no tom da canção? Como se fosse um poder convocatório?
Quando for rever novamente, devo ter mais respostas.
PS.
“— Isso é loucura.
— Isso é política” é uma das melhores frases do filme!
Piratas do Caribe: O Baú da Morte
3.9 883 Assista Agora"Você teme a morte ???"
Sendo o fav de todos os héteros do mundo, Piratas do Caribe: o Baú da Morte (2006) é uma continuação maravilhosa. Ele pega todos os ganchos que foram apresentados no primeiro filme e criam o melhor vilão que se possa existir. Não, não falo de Davy Jones, por mais que sua figura seja impagável, falo do cabeça da companhia Britânica das Índias orientais, Beckett.
Gostei que a saga manteve seu toque sobrenatural, expandindo a mitologia dos mares. Se o primeiro foi pra se tratar do "que seria um pirata" ou melhor dizendo: "se piratas são bons ou ruins", a sequência tem por definir "O que é a morte" ou melhor dizendo: "o quão temível é o fim para todos nós".
O humor aqui está bom, mas perde o foco central, já que estamos tratando de assuntos bem mais pesados que o antecessor. A vilania tanto de Beckett, que age nos parâmetros governamentais, quanto de Davy Jones, que foge desses parâmetros e regras, é a mesma, só que um lado é muito mais honesto no que faz do que o outro.
PS.
É lindo de ver o desenvolvimento de Elizabeth, de como passamos de uma promissora pirata para uma espadachim talentosa que não foge de abraçar o errado se for preciso. E que pena ver Sparrow mais uma vez confiar nas pessoas e ser traído novamente, interessante de ver que ele não perde essa fé no decorrer da saga, mas também aprende a dosá-la cada vez que é traído.
PS.2 . QUE EFEITOS FODAAAA. VOCÊ QUER, 2026??? 2006 TA FAZENDO VOCÊ ANDAR NA PRANCHAAAA!!
Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra
4.1 1,1K Assista Agora"Na rara ocasião em que buscar o caminho certo exija um ato de pirataria, a própria pirataria pode ser o caminho certo."
Eu sempre achei que, da trilogia original, Piratas do Caribe e a Maldição do Pérola Negra (2003) era o menos denso e mais fraco, mas, e é um grande mãããs, me surpreendi com o quão inteligente ele é.
É um filme que não tinha pretensões de continuações, mas mesmo assim, a história de construção de personagens é tão boa que deixa possíveis pontas pra serem aproveitadas em uma possível sequência, ao qual é muito bem aproveitado.
Os diálogos aqui são maravilhosos, o humor é no ponto certo e a história é maravilhosa. Apesar de termos um protagonismo no romance entre Elizabeth e Will, esse filme não consegue se construir sem 3 personagens: Governador Swan, Barbossa e Jack Sparrow... Capitão Jack Sparrow. O humor está com esses três e as trocas de possíveis negociações entre Barbossa e Jack são o que faz esse filme ser tão único.
É uma ótima apresentação de universo e de personagens: o fato de que, em pequenos atos como na falta de decoro dos modos que uma dama aristocrata deveria ter, ser mostrado o quão pirata a Elizabeth é. E, em todas as vezes que Will foge de se aceitar como pirata, visualizando o mundo em preto e branco (os bonzinhos são os que seguem as leis e os malvados são os que desrespeitam elas) enfim entende que a maldade e a bondade pode se encontrar em todo o lugar, que bons homens também podem ser piratas. São esses pequenos detalhes de construção que vão ser muito explorados e muito bem desenvolvidos nos próximos filmes.
Pequena Miss Sunshine
4.1 2,8K Assista AgoraUm verdadeiro perdedor é aquele que tem medo de tentar.
Pequena Miss Sunshine (2006) é um dramédia que toca o coração. Meu deus, eu esqueci o quão eu amo dramédias, eles são tão sinceros e tão verdadeiros, acho que é o gênero cinematográfico que mais se aproxima do que de fato é a vida.
Eu adorei cada personagem, cada enredo, cada derrota que os personagens sofrem no decorrer da viagem e como tudo é sobre seguir em frente, pois é aí que se encontram as verdadeiras vitórias. Eu acho que só posso elogiar um filme tão peculiar e honesto como esse.
ps. O fato de terem escolhido crianças que realmente participam de concursos de beleza para estarem ao lado de uma menina tão comum quanto Olive, escancara o que o filme pensa sobre concursos de beleza. FODAM-SE ELES!!!!!!!!
Un Rêve Plus Long que la Nuit
3.1 2Então, eu entendi toda a proposta, mas a falta de personalidade acaba não cativando.
A Dream Longer Than the Night (1976) tem uma ideia interessante, é
uma jornada de amadurecimento na qual uma menina passa por sete portas que lhes revelam amor, morte, sexo e muito mais. Os cenários e figurinos são interessantes, as formas explicitas também são. Maaaas, e é um grande Mas, o filme não tem personalidade.
Não da pra se afeiçoar ou se sentir cativado pela protagonista, seja a criança ou a adulta, já que ela não apresenta nada, é só uma menina caminhando por tudo isso, como se a diretora não soubesse o que fazer com ela ou para onde a personagem deveria ir. Então, no fim das contas, nós temos a representação da vida, mas sem alguém que pareça estar realmente vivendo para nos guiar.
Se o filme fosse só a câmera indo por essas portas, teria transparecido muito mais.
Narradores de Javé
3.9 279A cultura oral prevalece.
Narradores de Javé (2003) é o que The Fall (2006) tentou, mas que não conseguiu passar.
A história é maravilhosamente cativante, acho que o grande problema desse longa não é com o roteiro ou direção, mas com o ator principal. Você vê o filme inteiro com um ator/protagonista que sabemos ser um FDP da pior espécie, então isso acaba tirando toda a graça e teor que o filme tem.
Algo de valor que esse filme traz é que não da pra se imaginar o cinema brasileiro atual fazendo algo assim. É tão fascinante como ele retrata a cultura oral e a história vista de baixo, me admira essa obra ser tão desconhecida.
Os Goonies
4.1 1,3K Assista AgoraTaí um filme bem estranho.
Os Goonies (1985)
inicialmente é extremamente chato. Nenhum personagem é interessante ou engraçado, todos parecem estar gritando a todo momento e tudo é sempre uma grande confusão.
Acho que no momento em que todos estão na caverna é que filme se torna interessante e os personagens começam a aparecer um pouco mais. Num todo, é quase divertido. Acho que Gordo foi o pior e melhor personagem do filme, sendo que na meia hora inicial eu detestei o personagem com todas as minhas forças, mas, quando ele é pego pelos bandidos trapalhões, o personagem começa a brilhar muito.
É um filme sessão da tarde, só que sem o carisma da sessão da tarde. É como se ele fosse os Batutinhas, só que sem o carisma dos batutinhas, o que faz do filme só algo bem mediano.
Sussurros do Coração
4.3 502 Assista AgoraNão tem jeito, esse é o meu favorito da Ghibli
Sussurros do Coração (1995) consegue captar a inocência e o amor juvenil por meio das estradas asfaltadas de Tóquio, onde apenas nos breves becos e ao longe, se pode avistar um ponto verde, sempre um futuro esperançoso.
Sabe uma coisa triste que reparei nesse filme? É que, quando eu assisti a primeira vez, pelo olhar da minha adolescência, eu tinha visto o amor de uma maneira. Agora, depois de bem adulto, eu vejo como o amor entre Shizuku e Seiji é absurdamente adolescente, é um amor que a imaginação flutua e que não se pensam em barreiras. É um “casa comigo, Shizuku, um dia vou construir violinos” e um “eu caso, Seiji, um dia serei uma escritora” um dia. São os sonhos adolescentes na sua mais pura essência e, reparando isso, o filme se tornou lindamente triste para mim.
Grandiosíssimo trabalho do Yoshifumi Kondo.
O Exército dos Frutas
3.4 78ISSO É HISTÓRIA, ISSO É REVOLUÇÃO E EU PRECISO FAZER PARTE DELAAA!!
The Raspberry Reich (2004
) é um filme que se eleva ao extremo, é um edição politicamente psicodélica e muito bem retratada. O filme passeia pelo ato de se revolucionar, levando tudo ao pé da letra, as vezes parece uma sátira ao extremismo e, nas outras vezes, parece um grande enaltecimento de paradigmas comunistas.
As falas do desgraçado do Bush surgindo enquanto o grupo transa loucamente, mensagens como “FAÇA AMOR (REVOLUCIONÁRIO) E NÃO GUERRA (IMPERIALISTA)” e falas como “A REVOLUÇÃO É O MEU NAMORADO!”, “LIBERTE-SE DA SUA OPRESSÃO HETEROSSEXUAL” e “A propriedade privada não pode ser roubada, só pode ser libertada” me deixaram absurdamente maravilhado!!