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Data de lançamento
24 Maio 2022Duração
Em seu leito de morte, Sua Alteza Real Alfredo, Rei sem coroa, é levado de volta às memórias distantes da juventude e do tempo em que sonhava em se tornar bombeiro. O encontro com o instrutor Afonso dos bombeiros, abre um novo capítulo na vida dos dois jovens dedicados ao amor e ao desejo.
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Poderia ter sido um filme, mas, ao meu ver, acabou só sendo um mix de ideias colocadas em tela.
Fogo-Fátuo (2022) tem momentos que poderiam ter sido interessantes se o filme não fosse tão desinteressante. Não é o primeiro longa que vejo deste diretor e percebo que o conteúdo continua o mesmo, isso depois de uns 20 anos. O filme é curto e sua falta de aprofundamento, junto com uma ideia futurista, danificam toda a experiência.
Agora, vamos por os pingos nos is. O filme almeja, ao que parece ser a premissa principal, criticar o passado colonial horroroso de Portugal e o racismo estrutural atual, porém, e é um grande porém, ele me soou racista kkkkkkk.
Acredito que há aqui um fascínio pelo corpo preto, uma sexualização enorme acima da negritude. Temos uma cena de masturbação onde ambos trocam ofensas durante o ato, mas não é tipo "seu puto, filho da puta", é "preto nojento, imperialista de merda, senzala" e, diálogos que brincam com a escravidão como se isso fosse pauta de casais inter-raciais "ah seu preto da senzala", " ah seu branco colonial". E ok, se o filme tratasse bem como irônica esta questão, se ela se tratasse de uma cena ou se fosse explorado bem a visão critica dos personagens, ele seria diferente, mas, como durante todo o decorrer do longa há um fascínio sexual pela pele preta, acaba sendo só racista mesmo.
É aquilo né, como diria senhorita Morello: " um homem negro com a testa marcada do suor do trabalho no campo".
PS.
Isso não pode ser considerado um musical, três músicas sem ritmo são só três músicas sem ritmo.
Uma palavra descreve este filme: tosco!
esperei tanto para ver e é TÃO ruim
O João Pedro Rodrigues é um dos diretores mais pretensiosos que me vem à memória e eu me recuso a assistir qualquer outra coisa que ele fizer. Quando o número musical na floresta chegou ao fim, pensei: se esse filme tocar "Uma Árvore, Um Amigo" de novo, vou dar um tiro na minha cara. E foi exatamente a música escolhida pros créditos. Então é isso, lá vou eu.
É horrível de tantas maneiras que eu poderia escrever uma dissertação sobre.