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No século XV, durante o duro período da Inquisição Espanhola, a jovem Maria está totalmente inconformada com os caminhos de sua nação. O problema é que ela decide colocar toda sua insatisfação para fora, é presa arbitrariamente e é acusada de ser uma bruxa. Sua única salvação estará nas mãos de seu marido.
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"O poço é o abismo dos seus próprios pecados." - Torquemada. (A utilização do ambiente físico como arma teológica)
Lance Henriksen eleva um material de série B a uma tragédia shakespeariana. Sua fisicalidade (ele realmente raspou a cabeça e assumiu uma postura debilitada) é impressionante
Filmado em locações reais na Itália, o filme possui uma textura palpável. As masmorras parecem úmidas, claustrofóbicas e genuinamente antigas
Gordon usa a estética do gore para tecer comentários muito contundentes sobre contradição religiosa
O próprio pêndulo é uma construção aterrorizante e monumental, garantindo que o clímax seja fisicamente repulsivo e tenso
O Poder e a Corrupção. Psicopatia Sexual. A Resistência do Espírito Humano.
Retém quase nada do conto de Poe, usando apenas o título e o clímax. É uma apropriação, não uma adaptação
O meio do filme sofre de uma certa letargia narrativa, circulando repetitivamente entre sessões de tortura e os delírios de Torquemada, antes de avançar para a resolução
Torquemada usa a teologia para justificar a luxúria. A paixão subjuga a Razão.
A incapacidade de ver a pureza (Maria) devido à projeção da própria impureza interior.
O mal consome o próprio Torquemada, levando-o à loucura.
Bem-sucedido em "iluminar" a feiura do fanatismo, alertando o intelecto do espectador.
The Pit and the Pendulum (1991) é uma viagem fantástica e irregular pelo horror pulp dos anos 90. Embora sofra ocasionalmente com limitações de orçamento que o aproximam de uma produção teatral e tenha uma narrativa que oscila entre o romance sério e a galhofa, a atuação delirante de Lance Henriksen e o ritmo corajoso de Stuart Gordon garantem uma experiência altamente divertida, sanguinolenta e única para os fãs de terror gótico revisionista.
Apesar de ser diferente, gostei muito mais desse do que a versão com o Price.
Boas doses de violência, tensão , a história me prendeu e Lance Henriksen está muito bem.
08-06-2026
É divertido mas A Marca do Diabo (1970) é bem melhor com o mesmo tema.
Hoje revi com a dublagem clássica da VTI, onde nunca tinha conferido.