The Staircase (1ª Temporada)

Compartilhar
The Staircase (1ª Temporada) (2018)
Soupçons (Season 1) Outros títulos
Média do filme: 3.8 de 5 — baseado em 623 votos
MÉDIAFILMOW
3.8
623 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Data de lançamento 28 Abril 2018 Outras datas
País de origem França 🇫🇷
Duração 635 min (10h35)
Classificação indicativa de The Staircase (1ª Temporada): 16 - Não recomendado para menores de 16 anos
Status Streaming

Data de lançamento

28 Abril 2018

Duração

635 minutos Classificação indicativa de The Staircase (1ª Temporada): 16 - Não recomendado para menores de 16 anos
Carregando Publicidade...

Sinopse

Nove de dezembro de 2001, 02h41, Durham, Carolina do Norte. O telefone do esquadrão de resgates recebe a chamada de um homem dizendo que sua esposa caíra das escadas. Quando a polícia e a equipe médica chegam ao local, cinco minutos depois, era tarde demais e a vítima estava morta. A quantidade de sangue ao redor do corpo era assustadora. Para os investigadores, os fatos falavam por si: não se tratava de um acidente. Uma semana depois, o marido - o jornalista e escritor Michael Peterson - é preso. Assim começa uma viagem singular de 360 minutos, que resultam nesta série de oito episódios, com 45 minutos cada, em busca da causa da morte de Kathleen Peterson.

Três novos episódios que reabrem o caso da Escadaria. Em 2001, o escritor Michael Peterson foi acusado do assassinato de sua esposa, Kathleen, que foi encontrada morta em uma poça de sangue no topo das escadas de sua casa. Anos depois, porém, continua a não haver certezas acerca do veredicto a que o júri chegou anos antes. “Será que o fez?”

Elenco

Nenhum elenco encontrado.

Fotos e Trailers

Filmow+
Ticket de Prata

Sem anúncios

Comprar
Filmow+
Ticket de Prata

Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções

  • Navegue sem anúncios
  • Badge exclusivo Filmow+ no perfil
  • Acesso antecipado a novidades
  • Apoie a comunidade cinéfila
Comprar agora

Trailer do dia

Sede de Sangue | Trailer Legendado

Sede de Sangue

Comentários 2
amigos querem ver
penelopepoczuda
Penelope
½
5 meses atrás

Este caso já nasce com cara de ficção: um marido excêntrico, afetuoso e infiel, um casamento tido como perfeito, e então... o corpo da esposa ao pé de uma escada. Mas o que realmente me desarma é como a realidade parece sempre dar um passo além do plausível — outra mulher ligada a Michael morta da mesma forma anos antes, um atiçador que aparece como se tivesse perdido a deixa, a promotoria transformando sexualidade em espetáculo. Em qualquer outro contexto, seria excesso. Aqui, é só mais uma camada.

Existe uma expectativa quase automática em toda narrativa criminal: a de que, no fim, a gente vai saber. Quem fez, por que fez, como fez. Eu entro nessas histórias com esse acordo silencioso, como se estivesse apenas aguardando o momento em que tudo finalmente se encaixa — e, quase sempre, me permito formar uma convicção no caminho. Em The Staircase (2004), isso nunca acontece. Os elementos estão todos ali, prontos para sustentar um thriller eficiente, desses que nos conduzem a uma conclusão inevitável. E, ainda assim, eu oscilo. Há momentos em que tudo em Michael Peterson parece apontar para culpa; em outros, a própria fragilidade das provas desmonta qualquer certeza. É curioso ver como tantas pessoas têm opiniões tão bem resolvidas sobre o caso, enquanto eu permaneço preso nesse espaço incômodo — e aparentemente interminável — entre acreditar e duvidar.

E quanto mais eu tento me agarrar a uma dessas versões, mais o documentário parece trabalhar contra isso. Talvez o maior trunfo — e também a maior armadilha — da série seja essa inclinação sutil pela defesa. Não porque ele deixe de mostrar os dois lados — pelo contrário, acho que faz isso bem —, mas porque a proximidade muda o eixo do julgamento. Ao acompanhar Michael Peterson por tanto tempo, eu deixo de olhar apenas para o caso e passo a olhar para o homem. E isso complica tudo. As contradições continuam ali — como quando ele hesita sobre a última vez que viu Kathleen, ou quando revela que ela não sabia sobre sua sexualidade mesmo depois de sustentar o contrário por anos —, e tudo isso acende um alerta. Mas, ao mesmo tempo, surgem o humor, a autoironia, o desgaste. Lembro de rir quando ele brinca com o irmão sobre a própria aparência, dizendo que, pela primeira vez, o irmão parecia mais jovem que ele. E é nesse ponto que o documentário mais acerta: em mostrar como o tempo também condena. A prisão não é só um espaço — é um processo. O tempo age sobre ele como uma segunda sentença, e seu envelhecimento se torna quase tão violento quanto qualquer acusação.

Uma das melhores coisas é que The Staircase (2004) sabe tornar o tribunal emocionante. Em teoria, é ali que a verdade deveria ser depurada. Mas o que vemos é outra coisa: um espaço profundamente teatral. Freda Black transforma a bissexualidade de Michael em prova moral, como se desejo fosse evidência. Já David Rudolf encarna o arquétipo do advogado obstinado, brigando até por slides de PowerPoint, como se cada detalhe visual pudesse inclinar o destino de um homem. E, no centro disso tudo, o caso vai sendo corroído por algo ainda mais grave: a contaminação do próprio processo, especialmente com a atuação de Duane Deaver. Quando a investigação se torna suspeita, o veredito deixa de ser um ponto final e passa a ser apenas mais uma versão possível.

O que começa como um mistério criminal aos poucos se transforma num ensaio sobre a impossibilidade de resolvê-lo. Porque a pergunta — se Michael matou ou não — nunca desaparece, mas também nunca encontra apoio sólido. Falta um motivo claro. As lesões parecem violentas demais para uma simples queda, mas também difíceis de encaixar numa narrativa coerente de ataque. Existe sempre esse ponto que me trava: dizem que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar — mas aqui, duas mulheres próximas ao mesmo homem morrem ao pé de uma escada. É coincidência demais para aceitar com conforto e, ao mesmo tempo, frágil demais para sustentar como prova. No meio disso tudo, o que deveria sustentar qualquer conclusão — as provas — já não parece confiável. O que resta é essa sensação desconfortável de acompanhar um homem envelhecendo, se deteriorando, enquanto a verdade permanece fora de alcance.

Quando colocada ao lado da dramatização posterior — a minissérie The Staircase (2022), que reencena o caso —, a limitação do documentário fica ainda mais evidente — e, ao mesmo tempo, mais interessante. A ficção expande, organiza, individualiza melhor os personagens, se permite explorar hipóteses com mais liberdade e até ser mais dura com Michael: seu narcisismo, suas mentiras, sua dependência de Kathleen e a dinâmica com os filhos ganham contornos mais definidos, ainda que algumas dessas escolhas possam soar até insensíveis. O documentário, por outro lado, permanece preso ao que tem — e principalmente a quem tem. Michael não é apenas o centro da história, ele é também o filtro dela. E isso faz diferença. Porque uma coisa é a versão que alguém constrói diante das câmeras; outra é a interpretação que uma dramatização pode impor. Ainda assim, o documentário tem sua força. O que mais me marca não é uma prova ou um argumento, mas a transformação física dele: quando a série salta anos à frente, ele parece alguém que voltou de uma guerra. E talvez seja essa a imagem que melhor resume tudo — não a de um caso resolvido, mas a de uma vida lentamente deformada pela impossibilidade de resolvê-lo.

yagoalcantarajunior
yago junior
½
3 anos atrás

Achei o ritmo um pouco arrastado, mas escancara um sistema judicial americano fuleiro hein, ainda assim, produção ok.

yagohlira
Yago Lira
4 anos atrás

É possível enxergar nitidamente que o documentário foi favorecendo o réu, pois em pouquíssimos momentos foram comentado situações relacionadas a morte da esposa, como o fato dela ter marcas de esganamento no pescoço e todos os outros detalhes da cena do crime.

É bem difícil chegar e dizer que ele é inocente, mas as situações não deixa Michael completamente ileso disso. É nítido que ele teve participação de algo. Sendo assim, concluo dizendo que esse crime foi quase perfeito

crismach
CrisMach Artworks
4 anos atrás

O cara é ridículo como a família sendo filmada e agindo como não tivesse camera alguma gravando tudo. Ainda tô bolada com que aconteceu... Pra mim é culpado!

rubyaugusto
Ruby Augusto
4 anos atrás

O cara é um arrogante. Sempre fazendo piada com a própria vida e as circunstâncias.

Carregando Publicidade...
½
1
1½
2
2½
3
3½
4
4½
5

Listas com a série

Ver todas as listas (91)
O Paraíso Perdido: Assassinatos de Crianças em Robin Hood Hill Os Assassinatos de Cheshire Tiros em Columbine Deep Web Cropsey
Documentários de crime
por juucamille
Daughters of Destiny Sherlock (2ª Temporada) Olhos que Condenam Hans Zimmer: Live in Prague Humano - Uma Viagem pela Vida
Netflix
por angel_girl
Alias Grace A Louva-A-Deus American Crime (1ª Temporada) American Crime (2ª Temporada) American Crime (3ª Temporada)
Investigação Marota
por falcacy

Se você gostou desta série, confira também estas aqui: