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Sinopse
Centra-se nas famílias das vítimas do tiroteio em Sandy Hook em 2012. Eles levam Alex Jones, um teórico da conspiração, ao tribunal por espalhar mentiras sobre o evento ser uma farsa.
Há canalhas que a gente odeia em silêncio, e há canalhas que a gente assiste vidrado, quase hipnotizado, como quem encara um incêndio: horrorizado, mas incapaz de desviar os olhos. Foi exatamente assim que me senti em The Truth vs. Alex Jones. No instante em que aquele sujeito entrou no tribunal, foi como um divisor de águas. O espetáculo da mentira começava, e eu estava, paradoxalmente, fascinada e enojada.
Jones é, talvez, um dos piores oportunistas que já vi. Um homem que transformou o luto em produto, o sofrimento em audiência e a conspiração em moeda. O caso: pais que perderam filhos num tiroteio em massa e que, em vez de conseguirem viver o luto, foram caçados como farsantes. De dentro de sua empresa de mídia, Jones gritava para milhões que tudo não passava de uma encenação, que os mortos não existiam, que os túmulos estavam vazios. A violência das balas não bastava — era preciso a violência da calúnia. E o mais perturbador: milhares acreditaram. Não apenas acreditaram, como atacaram, assediaram, ameaçaram. Como disse uma das mães, Jones sabia que era mentira, mas escolheu continuar, porque cada nova teoria conspiratória era também um novo comprimido para vender. A Primeira Emenda, aqui, vira desculpa esfarrapada: a liberdade de expressão transformada em licença para a crueldade.
O documentário se divide entre Texas e Connecticut, dois julgamentos distintos, mas um só réu moral. Jones já havia perdido por revelia, então a questão era apenas quanto pagaria. Eu, de minha parte, queria que arrancassem até as cuecas. Não só por vingança, mas para que não sobrasse mais nenhuma camada de mentira cobrindo a verdade. É impressionante o poder da desinformação em tempos digitais. Jones não é apenas um homem: é uma máquina de ruído, uma fábrica de fake news que parece funcionar à base de cinismo e carisma. Ele tem aquela energia tóxica que magnetiza, aquela retórica que prende o olhar mesmo enquanto causa náusea. E esse é o perigo — a mentira, quando repetida em volume alto o suficiente, ganha a aparência de verdade.
No fim, os pais buscavam justiça, mas o documentário mostra que o dano já estava feito. A cicatriz é dupla: perderam os filhos e ainda foram acusados de nunca tê-los tido. Alex Jones talvez se veja como um profeta. Mas o que sobra, na tela, é só um canalha engravatado — um homem que fez da mentira sua indústria e da dor seu negócio.
Que homem mais patético....pior que foi condenado....e as indenizações....?! Que lástima...16/07/26.
Há canalhas que a gente odeia em silêncio, e há canalhas que a gente assiste vidrado, quase hipnotizado, como quem encara um incêndio: horrorizado, mas incapaz de desviar os olhos. Foi exatamente assim que me senti em The Truth vs. Alex Jones. No instante em que aquele sujeito entrou no tribunal, foi como um divisor de águas. O espetáculo da mentira começava, e eu estava, paradoxalmente, fascinada e enojada.
Jones é, talvez, um dos piores oportunistas que já vi. Um homem que transformou o luto em produto, o sofrimento em audiência e a conspiração em moeda. O caso: pais que perderam filhos num tiroteio em massa e que, em vez de conseguirem viver o luto, foram caçados como farsantes. De dentro de sua empresa de mídia, Jones gritava para milhões que tudo não passava de uma encenação, que os mortos não existiam, que os túmulos estavam vazios. A violência das balas não bastava — era preciso a violência da calúnia. E o mais perturbador: milhares acreditaram. Não apenas acreditaram, como atacaram, assediaram, ameaçaram. Como disse uma das mães, Jones sabia que era mentira, mas escolheu continuar, porque cada nova teoria conspiratória era também um novo comprimido para vender. A Primeira Emenda, aqui, vira desculpa esfarrapada: a liberdade de expressão transformada em licença para a crueldade.
O documentário se divide entre Texas e Connecticut, dois julgamentos distintos, mas um só réu moral. Jones já havia perdido por revelia, então a questão era apenas quanto pagaria. Eu, de minha parte, queria que arrancassem até as cuecas. Não só por vingança, mas para que não sobrasse mais nenhuma camada de mentira cobrindo a verdade. É impressionante o poder da desinformação em tempos digitais. Jones não é apenas um homem: é uma máquina de ruído, uma fábrica de fake news que parece funcionar à base de cinismo e carisma. Ele tem aquela energia tóxica que magnetiza, aquela retórica que prende o olhar mesmo enquanto causa náusea. E esse é o perigo — a mentira, quando repetida em volume alto o suficiente, ganha a aparência de verdade.
No fim, os pais buscavam justiça, mas o documentário mostra que o dano já estava feito. A cicatriz é dupla: perderam os filhos e ainda foram acusados de nunca tê-los tido. Alex Jones talvez se veja como um profeta. Mas o que sobra, na tela, é só um canalha engravatado — um homem que fez da mentira sua indústria e da dor seu negócio.
Que cara covarde!