Produção que pinta um cenário dos mais catastróficos para o mundo diante de uma possível Terceira Guerra Mundial e na qual bombas nucleares simplesmente aniquilam qualquer tipo de vida na Terra. Apesar de ter ganhado o Oscar de melhor documentário, trata-se de uma ficção. O filme foi produzido para um programa especial britânico a ser exibido na rede BBC, mas acabou sendo banido por causa das cenas de violência.
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Após seis décadas, esse documentário-paródia sobre os perigos nucleares está mais próximo da realidade do que a ficção, uma expressão máxima da decadência da sociedade capitalista.
Rever este filmaço, depois da vitória eleitoral do Donald Trump, foi algo mais que profético: foi assustador, apavorante... Por mais que creiamos que consigamos sobreviver por algum tempo num contexto como aquele, a que preço! As entrevistas com pessoas que concordam com as medidas bélicas, mesmo estando sob efeito catastrófico delas, são terríveis e mui realistas. Aliás, é tudo sumamente realista aqui, aterrador, desolador, espantoso... Que direção, que reconstituição perfeita das situações nazistas, que interpretações maravilhosas, que filme genial em sua audácia advertente. Mui necessário, cada vez mais! (WPC>)
Acho muito válido e é bom saber como seria essa maldição na humanidade causada pelo homem, espero que não venha a viver em tempos assim, o futuro é incerto...
Ancestral mockumentary muito verossímil e convincente, mesmo visto aos padrões artísticos de hoje.
Me lembra o que Günther Anders disse no seu texto brilhante "Teses para a Era Atômica":
"8. Nadeidade – o Efeito da Nadeidade Não-Imaginada: O perigo apocalíptico é tão mais ameaçador porque somos incapazes de conceber a imensidade de uma tal catástrofe. Já é difícil imaginar alguém como não-existindo, um amigo amado como morto; mas, comparada à tarefa atual da nossa filosofia, aquela é brincadeira de criança. Pois o que temos hoje que imaginar não é o não-ser de algo determinado dentro de um contexto cuja existência pode ser dada como certa, mas a inexistência desse próprio contexto, do mundo como um todo, ao menos do mundo enquanto humanidade. Uma tal “abstração total” (a qual, como uma proeza mental, corresponderia à nossa proeza de total destruição) ultrapassa a capacidade de nosso poder natural de imaginação: “Transcendência do Negativo”. Mas já que, enquanto homines fabri, somos capazes de realmente produzir nadeidade, não podemos nos render ao fato de nossa limitada capacidade de imaginação: devemos ao menos fazer a tentativa de visualizar essa nadeidade."