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Data de lançamento
15 Set. 1928Duração
Após ficar órfã, a jovem Letty se muda para a casa de um primo no Texas, onde não é bem recebida pela esposa dele, Beverly. Por ciúmes, Beverly praticamente força Letty a se casar com um pretendente pelo qual ela não sente nenhuma afeição.
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O sueco Victor Sjöström foi um dos diretores pioneiros a inscrever o nome da Suécia na produção cinematográfica mundial. Dentre seus filmes da fase sueca, “A Carruagem Fantasma” (1921), baseado num texto literário de Selma Lagerlöf, impressiona por utilizar-se da sobreposição de quadros para gerar efeitos visuais e, dessa forma, sustentar uma convincente atmosfera sobrenatural. Posteriormente, Sjöström mudar-se-ia para Hollywood onde, em 1924, estrearia na MGM com o filme “O Culpado”. Dois anos mais tarde, em “A Letra Escarlate”, o diretor iniciava uma parceria com Lilian Gish – uma das principais atrizes do cinema mudo estadunidense. A parceria com Gish seria repetida em 1928, no impressionante “Vento e Areia”, um faroeste familiar focado na adaptabilidade de uma jovem órfã a um ambiente profundamente hostil a ela.
Em relação a “Vento e Areia”, a atmosfera e a ambientação são os aspectos que primeiramente saltam aos olhos. O diretor consegue transmitir a hostilidade do ambiente com todos os seus predicados, apenas recorrendo-se a imagens. Nesse sentido, a narrativa é constituída através da sinestesia, pois é como se pudéssemos escutar, juntamente com a protagonista, o barulho do vento, além de nos sentirmos conjuntamente oprimidos pela sua onipresença. Filmado no deserto de Mojave, na Califórnia, “Vento e Areia” utiliza-se das condições naturais do ambiente para reforçar a inospitalidade do local e, dessa forma, justificar as transformações da jovem protagonista, Letty (Lilian Gish). Além disso, a atuação impecável de Lilian Gish, que consegue transmitir sensações de pavor e pânico diante do vento e da areia abundantes, realça a atmosfera de terror (ainda que não se trate de um filme de terror). No ápice do filme, entretanto, programado para culminar num desfecho implacável e trágico ante uma tempestade de vento e areia, um estupro e um assassinato mal disfarçado, o enredo é impiedosamente suavizado por uma modificação invasiva dos produtores no texto original de Sjöström e Frances Marion. Infelizmente, a intromissão dos produtores causa uma cisão na continuidade narrativa; porém, isso não prejudica substancialmente o filme como um todo.
⭐ 4.3 / 5.0
Tudo é ótimo nesse filme, mas a atuação da Lillian Gish e a trilha sonora são sensacionais.
O último filme dirigido pelo grande Victor Sjöström.Traz muito mais romance que faroeste.O clima e a ambientação do Western acontecem de ponta a ponta,mas não existe elementos suficientes para tornar esse filme um conto inteiramente de faroeste.
As atuações continuam sendo o maior barato nesses filmes do comecinho do cinema.
O gênero indicado como drama romance não é exatamente condizente. The Wind consegue te tirar boas risadas com cenas muito cômicas, te deixar desconfortável com suspeitas na índole de alguns personagens, assustado com a condução do enredo de acordo com as expressões faciais de Lillian Gish, emocionado com a ligação entre os dois protagonistas, e até mesmo causar uma enorme aflição, com aquele monte de areia para todos os cantos.
Sjöström sabia trabalhar emoções e personagens como ninguém.
Quem diria que a cena do Titanic teria saído de um filme de 1928. Parece que nada é muito original no cinema pós moderno. Sjöström também foi uma forte influencia no trabalho de Bergman, chegando até mesmo a protagonizar um de seus filmes. Morangos Silvestres.
O filme mais lindo do universo!