Também conhecido como: Lars Mauritz Hanson
Lars Hanson, foi um ator sueco de cinema e teatro, lembrado internacionalmente principalmente por seus papéis no cinema durante a era do cinema mudo, mais conhecido pelo sucesso ''A Carne e o Diabo/Flesh and the Devil", com Greta Garbo e John Gilbert.
Hanson começou sua carreira nos palcos suecos após estudar teatro em Helsinque e Estocolmo como ator shakespeariano, atuando em clássicos como Otelo e Hamlet, Hanson fez sua estreia no cinema em 1915 no filme ''Dolken'', dirigido por Mauritz Stiller, e sua popularidade como protagonista em seu país natal cresceu com os papéis subsequentes, ele foi aluno da Academia Real de Formação Dramática.
Embora já fosse um ator popular e consagrado na Suécia e em grande parte da Europa continental, Hanson alcançou maior reconhecimento internacional por seu papel como o personagem principal no filme de Stiller de 1923, ''A Lenda de Gosta Berling/Gösta Berlings saga'', que contou com a participação de uma jovem protegida de Mauritz Stiller, a cult Greta Garbo, com o sucesso desse filme e a convite da atriz americana Lillian Gish, Hanson chegou a Hollywood, Califórnia, em 1926 (o mesmo ano que Garbo), para estrelar ao lado de Gish na versão cinematográfica de ''A Letra Escarlate/The Scarlet Letter'', dirigida por seu compatriota Victor Sjöström.
A carreira de Hanson como ator em Hollywood ganhou impulso constante durante a década de 1920, e ele contracenou com Garbo em mais dois filmes: o sucesso de bilheteria da MGM de 1927, "Flesh and the Devil", que também contou com a participação do namorado de Garbo na vida real, o bem-sucedido ator de cinema John Gilbert, e "A Mulher Divina/The Divine Woman" (1928), novamente dirigido por Sjöström.
Sjöström também dirigiu Hanson em uma atuação ao lado de Gish em "Vento e Areia/The Wind " (1928), um clássico, no entanto, no final da década de 1920, a era do cinema mudo estava em declínio, e percebendo que seu forte sotaque sueco poderia ser um problema nos filmes americanos, Hanson retornou à Europa.
Hanson continuou a aparecer em filmes suecos até o início da década de 1950, antes de se aposentar, principalmente no teatro, a última atuação de Hanson foi no filme de 1951, ''O Hospício/Dårskapens hus''.
Em 1956, Hanson e a atriz Inga Tidblad (que interpretou Mary Tyrone), tornaram-se os dois primeiros atores a receber o Prêmio Eugene O'Neill, hoje conhecido como o prêmio teatral mais prestigioso da Suécia e concedido anualmente aos atores de teatro mais destacados do país, Hanson também foi um ator shakespeariano de sucesso, especialmente por suas interpretações de Ricardo III e Hamlet.
Cônjuge: Karin Molander (de 1922 a 1965)
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