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Sinopse
Um jovem retorna à sua cidade natal de Pittsburgh e vai morar com uma mulher mais velha. Ele logo começa a contar com o seu apoio emocional e financeiro.
Gracas a exposicao do CCBB, finalmente consegui ver essa raridade do Romero. Fui ver no escuro e confesso que me desapontei um tanto com o pai dos zumbis modernos...Fica claro que foi uma tentativa dele se afastar do terror, entao ele se enveredou em uma comedia romantica com toques de drama, onde um sujeito perdido na vida (Chris) e que nao se encaixa nos conceitos usuais de sociedade (como, aparentemente, boa parte da juventude dos anos 60 e 70 queria ser) inicia um relacionamento com uma modelo que, de inicio, admira seu despreendimento pelas regras sociais, mas depois comeca a exigir que ele se enquadre em tais regras...é um filme que contem alguns experimentalismos em edicao (algumas vezes parece que o Chris esta dando uma entrevista direto para a camera, outras vezes um som de trem é adicionado a uma conversa para simbolizar ausencia de comunicacao), que foi feita pelo proprio Romero, mas demora a engatar, e as vezes se perde. Parece um retrato fiel da juventude da epoca (ou dela como um todo, com algumas das eternas duvidas que assolam os jovens que nao querem se enquadrar no sistema escola-trabalho-familia), com trilha sonora bacana, mas vezes as coisas parecem meio soltas ou fora do lugar. O melhor mesmo é a explicacao para o titulo, uma leve cutucada no estilo Romero de ser:
Chris abandonou a namorada sem saber que ela esta gravida e vai para a casa dos pais, onde o pai explica, metaforicamente que, por mais que as pessoas queriam experimentar sorvetes exoticos/diferentes, no final sempre ficam com o de baunilha, o que se reflete no filme, quando Chris se ve sozinho por sua personalidade diferente e instavel e a namorada agora mora junto com seu antigo produtor que tem uma renda e um emprego seguro, e que vai cuidar do seu filho
. Ate valeu a pena pelo experimentalismo e pela critica de sempre (aparentemente, Romero nao consegue fazer um filme por fazer, praticamente tudo o que vi dele tem algum conteudo critico nas entrelinhas), mas o terreno do Tio Romero mesmo é no campo do horror
Entra pra lista dos piores de George A. Romero. O que não é algo necessariamente ruim, já que o cara só tem um filme que é ruim de doer mesmo (Survival).
George Romero disse uma vez que após A Noite Dos Mortos Vivos ele não queria fazer terror, e que com There's Always Vanilla ele tentou ser tão revolucionário para o gênero romance quanto ele foi para o terror. Só posso dizer que não deu certo. O filme aposta numa mistura de romance com toques cômicos (bem feitos) e dramáticos. George Romero encontra Woody Allen? Não sei, só sei que Romero com There's Always Vanilla não conseguiu se equiparar aos grandes filmes do gênero, e esse filme acabou se parecendo muito com aqueles romances genéricos.
Impressiona mais pelas atuações bem naturais, a dupla de protagonistas foi bem, a despeito de serem atores totalmente desconhecidos. Judith Ridley melhorou significativamente de A Noite dos Mortos Vivos pra esse filme.
Esse filme é praticamente ignorado na carreira do diretor, quem tiver a chance (pouquíssimas pessoas terão) deve ver, principalmente se for fã do cara.
Olha só heim... Eu recomendo esse romance, o atores não me convencem muito, mas enfim, o filme trata mais de um começo, meio e fim de relacionamento, o ator principal é um tanto engraçado, meio injusto ser tão desconhecido, um dos melhores filmes do Romero.
Vale como curiosidade por ser o segundo trabalho de Romero, e uma espécie de comédia romântica.
Gracas a exposicao do CCBB, finalmente consegui ver essa raridade do Romero. Fui ver no escuro e confesso que me desapontei um tanto com o pai dos zumbis modernos...Fica claro que foi uma tentativa dele se afastar do terror, entao ele se enveredou em uma comedia romantica com toques de drama, onde um sujeito perdido na vida (Chris) e que nao se encaixa nos conceitos usuais de sociedade (como, aparentemente, boa parte da juventude dos anos 60 e 70 queria ser) inicia um relacionamento com uma modelo que, de inicio, admira seu despreendimento pelas regras sociais, mas depois comeca a exigir que ele se enquadre em tais regras...é um filme que contem alguns experimentalismos em edicao (algumas vezes parece que o Chris esta dando uma entrevista direto para a camera, outras vezes um som de trem é adicionado a uma conversa para simbolizar ausencia de comunicacao), que foi feita pelo proprio Romero, mas demora a engatar, e as vezes se perde. Parece um retrato fiel da juventude da epoca (ou dela como um todo, com algumas das eternas duvidas que assolam os jovens que nao querem se enquadrar no sistema escola-trabalho-familia), com trilha sonora bacana, mas vezes as coisas parecem meio soltas ou fora do lugar.
O melhor mesmo é a explicacao para o titulo, uma leve cutucada no estilo Romero de ser:
Chris abandonou a namorada sem saber que ela esta gravida e vai para a casa dos pais, onde o pai explica, metaforicamente que, por mais que as pessoas queriam experimentar sorvetes exoticos/diferentes, no final sempre ficam com o de baunilha, o que se reflete no filme, quando Chris se ve sozinho por sua personalidade diferente e instavel e a namorada agora mora junto com seu antigo produtor que tem uma renda e um emprego seguro, e que vai cuidar do seu filho
Ate valeu a pena pelo experimentalismo e pela critica de sempre (aparentemente, Romero nao consegue fazer um filme por fazer, praticamente tudo o que vi dele tem algum conteudo critico nas entrelinhas), mas o terreno do Tio Romero mesmo é no campo do horror
Entra pra lista dos piores de George A. Romero. O que não é algo necessariamente ruim, já que o cara só tem um filme que é ruim de doer mesmo (Survival).
George Romero disse uma vez que após A Noite Dos Mortos Vivos ele não queria fazer terror, e que com There's Always Vanilla ele tentou ser tão revolucionário para o gênero romance quanto ele foi para o terror. Só posso dizer que não deu certo. O filme aposta numa mistura de romance com toques cômicos (bem feitos) e dramáticos. George Romero encontra Woody Allen? Não sei, só sei que Romero com There's Always Vanilla não conseguiu se equiparar aos grandes filmes do gênero, e esse filme acabou se parecendo muito com aqueles romances genéricos.
Impressiona mais pelas atuações bem naturais, a dupla de protagonistas foi bem, a despeito de serem atores totalmente desconhecidos. Judith Ridley melhorou significativamente de A Noite dos Mortos Vivos pra esse filme.
Esse filme é praticamente ignorado na carreira do diretor, quem tiver a chance (pouquíssimas pessoas terão) deve ver, principalmente se for fã do cara.
Olha só heim... Eu recomendo esse romance, o atores não me convencem muito, mas enfim, o filme trata mais de um começo, meio e fim de relacionamento, o ator principal é um tanto engraçado, meio injusto ser tão desconhecido, um dos melhores filmes do Romero.