Uma mulher infeliz no casamento se esforça para se libertar das pressões sociais e de sua entediante vida suburbana. Baseado na obra homônima de François Mauriac. Último filme de Claude Miller.
É a galope que ele nos conta a história de Teresa Desqueyroux, com resíduos de monólogo interior, fazendo luz não sobre os objetos e os fatos, mas sobre a lembrança deles. Dir-se-ia que a história se passa no escuro, apenas, de quando em quando, uma lanterna passeia nas trevas, e a essa claridade sem aviso as coisas se apresentam na sua humildade e ignóbil realidade. (DRUMMOND, apud MAURIAC, 2002, p.14)
Therese, uma mulher que inquieta tamanha a inquietude de suas questões, nesse sentido, há um envolvimento por tentar compreender o que a move. E vale muito, pois aqui a temática central é a história de uma mulher que busca o entendimento de um lugar que seja o teu, escolhido por sua livre e espontânea vontade. Só lembrando que ela vive uma busca...
Confesso que meu forte não são os filmes do tipo “romances de época”. Às vezes vejo algum e me surpreendo, tal como “Desejo e Reparação” ou “Ligações Perigosas”. E aí percebo que quando a história é realmente boa, bem contada, não existe nenhum fator atemporal que possa atrapalhar o resultado final. Mas nesse caso, faltou algo mais para nos envolver. Analisando friamente o romance, vemos uma mulher que se casa por aparência só para manter a riqueza das duas famílias, fato que a torna infeliz. Até aí tudo bem, mas o desenvolvimento do filme faz com que a trama não empolgue muito, e por isso, a infelicidade da mulher nem comove tanto. Trocando em miúdos, a personagem principal não diz a que veio, ela é uma figura aborrecida que parece viver por viver, sem nenhuma ambição, sem nenhuma simpatia. Ficou difícil torcer por ela, aliás, fiquei torcendo mesmo é para que o filme acabasse logo.
Segue os fracos padrões de direções de Miller.Muita coisa boa pra aproveitar,mas acaba esbarrando em momentos ruins.Esse é seu último filme.
>Assistido em 04 de Junho de 2024
A bela fotografia chega a ofuscar essa adaptação fria. A ideia de mudar a estrutura da obra, deixando a linear, acaba por tornar tudo enfadonho.
É a galope que ele nos conta a história de Teresa Desqueyroux, com resíduos de monólogo interior, fazendo luz não sobre os objetos e os fatos, mas sobre a lembrança deles. Dir-se-ia que a história se passa no escuro, apenas, de quando em quando, uma lanterna passeia nas trevas, e a essa claridade sem aviso as coisas se apresentam na sua humildade e ignóbil realidade. (DRUMMOND, apud MAURIAC, 2002, p.14)
Therese, uma mulher que inquieta tamanha a inquietude de suas questões, nesse sentido, há um envolvimento por tentar compreender o que a move.
E vale muito, pois aqui a temática central é a história de uma mulher que busca o entendimento de um lugar que seja o teu, escolhido por sua livre e espontânea vontade.
Só lembrando que ela vive uma busca...
Confesso que meu forte não são os filmes do tipo “romances de época”. Às vezes vejo algum e me surpreendo, tal como “Desejo e Reparação” ou “Ligações Perigosas”. E aí percebo que quando a história é realmente boa, bem contada, não existe nenhum fator atemporal que possa atrapalhar o resultado final. Mas nesse caso, faltou algo mais para nos envolver. Analisando friamente o romance, vemos uma mulher que se casa por aparência só para manter a riqueza das duas famílias, fato que a torna infeliz. Até aí tudo bem, mas o desenvolvimento do filme faz com que a trama não empolgue muito, e por isso, a infelicidade da mulher nem comove tanto. Trocando em miúdos, a personagem principal não diz a que veio, ela é uma figura aborrecida que parece viver por viver, sem nenhuma ambição, sem nenhuma simpatia. Ficou difícil torcer por ela, aliás, fiquei torcendo mesmo é para que o filme acabasse logo.