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6 Junho 2016Na Califórnia, jovens violentos entre 14 e 17 anos podem ser tratados como adultos. Tipicamente são acusados de crimes hediondos - assassinato e tentativa de assassinato - que deixam as famílias das vítimas destruídas. E ainda, eles continuam sendo crianças, com grande capacidade de mudar e um dia retornar à sociedade.
Qual é nossa responsabilidade com estas crianças? E com suas vítimas? Eles merecem uma segunda chance? Estas são perguntas que os legisladores estão buscando pelo país, na tentativa de reformular o sistema de justiça juvenil. Enquanto isso, por trás das paredes do Compound, três jovens delinquentes violentos estão escrevendo um filme enquanto aguardam seu julgamento. É a história de sua infância com a reescrita do término.
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Cidade De Deus: A Luta Não Para (2ª Temporada)
Em vez de debater o tema da maioridade penal e o processo e julgamento de crimes hediondos praticados por adolescentes com o mesmo rigor dado aos adultos, mediante a lente jurídica ou então análises estatísticas, o diretor Benjamin Lear aposta em uma abordagem humanizada fruto da desconstrução dos adolescente a partir do modo com que estes percebem a própria realidade. Para isto, os jovens retratados utilizam a arte, especificamente uma oficina de roteiros para desenvolvimento de um curta-metragem, como instrumento de reflexão. Tal abordagem resulta em um documentário admirável, que intercala trechos dessa produção com as filmagens das reuniões e do cotidiano no interior do presídio, e ainda entrevistas com os familiares, os infratores e até as vítimas, demonstrando que a delinquência juvenil, suas raízes, soluções e consequências, são tópicos mais amplos, complexos e multidisciplinares do que boa parte dos criminalistas e congressistas vende, enquanto vestidos com sua toga ou discursando sobre palanques. Um tópico social que precisa ser debatido, para devolver aqueles jovens à humanidade e reduzir os índices de criminalidade, no lugar de aumentar a população carcerária indefinidamente e encher os bolsos das empresas privadas que cuidam dos presídios norte-americanos.
Gosta de documentários? O @cinemacomcritica tem comentários e sugestões acessíveis através da hashtag #documentárioccc. Confira ;)
Triste demais. Matar alguém é crime sim e não sentir remorso é ainda usado como culpabilidade, mas que tipo de sentimento uma criança que se habitua a ver gente sendo assassinada e presa todos os dias vai ter?! O mundo tá podre e a falta de amor e compreensão só o pioram.