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Data de lançamento
28 Out. 2009Duração
“This Is It” oferecerá aos fãs de Michael e apreciadores de música de todo mundo, uma rara e especial visão dos bastidores do artista, mostrando o desenvolvimento, a criação e os ensaios dos espetáculos que já tinham lotação esgotada e iriam começar no verão 2009 na O2 Arena em Londres. Seguindo uma narrativa entre Abril e Junho de 2009, o filme representa mais de 100 horas de bastidores apresentando Michael Jackson ensaiando diversas músicas para os shows. Os espectadores receberão uma visão íntima e privilegiada de como o cantor, dançarino, cineasta, arquiteto e gênio, criou e aperfeiçoou seu último show.
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Imagina não dar cinco estrelas pra isso
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Só posso dizer que a reação dos bailarinos a cada coisa que MJ fazia no palco era eu toda assistindo ao filme, uma dor no coração que essa tour nunca aconteceu meu deus.
esse documentario é triste ver os últimos momentos do Michael, ele parecia tão fragil, eu acredito que dificilmente ele aguentaria 50 shows, ia ser muito pra ele, teria sido marivilhoso ve-lo de volta aos palcos, que pena não deu tempo 🥺
Teria sido um show espetacular. Muito legal poder acompanhar os bastidores, a dedicação e cuidado do Michael e de todos da equipe.
“This Is It” se estabelece não como o registro de um espetáculo concluído, mas como um documento de processo, capturando ensaios que revelam um show em construção que jamais chegou a existir plenamente. Ao acompanhar os preparativos realizados nos meses que antecederiam a série de apresentações finais de Michael Jackson, o filme ocupa esse espaço intermediário entre o que estava prestes a acontecer e o que foi interrompido, transformando sua própria incompletude em elemento central. Em vez de oferecer uma narrativa biográfica tradicional, a obra opta por um fluxo contínuo de preparação, no qual música, dança e direção se articulam em tempo quase real, permitindo que o espectador observe diretamente a engrenagem criativa sem mediações explicativas.
Nesse contexto, emerge um retrato de Michael Jackson que se afasta da figura mítica e se aproxima de um artista profundamente envolvido em cada detalhe de sua criação. Sua presença é marcada por precisão técnica e uma postura colaborativa, guiando músicos, dançarinos e equipe com clareza e sensibilidade. O filme evidencia seu papel como autor completo do espetáculo, alguém que compreende a performance como uma experiência total, onde som, imagem e movimento precisam funcionar em perfeita harmonia. Ao mesmo tempo, há uma tensão inevitável entre a vitalidade que se vê em cena e o conhecimento posterior de sua morte, o que acrescenta fragilidade àquilo que inicialmente parece apenas domínio e controle.
A dimensão do espetáculo em construção também impressiona. Mesmo em estágio de ensaio, é possível perceber a ambição de integrar diferentes linguagens, com uso de projeções cinematográficas, efeitos visuais e coreografias elaboradas que ampliariam os limites da performance ao vivo. Sequências que inserem Michael em universos imagéticos mais amplos revelam uma concepção cênica que ultrapassa o formato tradicional de show musical. Ainda assim, o que mais marca o filme é a atmosfera de colaboração entre o artista e sua equipe, um ambiente de trabalho que contrasta com a ideia de distanciamento frequentemente associada a produções dessa escala e reforça a noção de criação coletiva orientada por uma visão central.
Revisitado hoje, “This Is It” carrega o peso de uma promessa interrompida, mas não se sustenta apenas pela ausência do que não aconteceu. Sua força está na evidência do que já existia em formação, na clareza de um projeto que se mostrava viável e cuidadosamente elaborado. O filme acaba se tornando menos uma despedida e mais um registro involuntário de um processo interrompido, revelando um artista em pleno exercício de sua arte enquanto projeta, sem saber, a própria ausência. Essa sobreposição entre presença e perda transforma a experiência em algo profundamente comovente, fazendo com que o impacto do filme permaneça muito além de seu tempo de duração.