O Longa relata quatro histórias, entre elas uma sobre uma trabalhadora sexual em um bordel de luxo, que refletem uma sociedade em plena mutação, na qual o capitalismo desenfreado gera uma grande desigualdade e uma colossal falta de humanidade.
A Touch of Sin me chamou atenção justamente por mostrar uma China que parece existir fora do tempo. Enquanto a imagem que temos hoje é a de um país supermoderno, cheio de tecnologia e arranha-céus futuristas, o filme leva a gente para pequenas cidades e zonas rurais onde tudo parece parado. Dá até um certo estranhamento ver aquelas pessoas usando celular e moto, porque o ambiente ao redor parece ainda preso a um tempo antigo. Essa dualidade é visualmente muito forte.
A fotografia é triste, fria, mas ao mesmo tempo belíssima. Ela passa perfeitamente a sensação de abandono e dureza da vida nesses lugares. Existe um conflito constante entre passado e futuro: a modernização avança, mas milhões de pessoas ficam para trás, vivendo realidades que praticamente não mudaram. Os filhos migram para as cidades para sustentar os pais no campo, mas acabam presos em trabalhos difíceis, rotinas solitárias e expectativas frustradas.
Esse filme me fez refletir bastante. É um filme denso, que vai muito além da violência que aparece na superfície. Não é o meu favorito do diretor, mas achei muito bom.
- 9/10 - bem, essa é uma maneira de lidar com políticos corruptos - a fotografia e o modo único de acompanhar as histórias do Zhangke está excelente, como sempre - só fiquei puto porque queria saber mais de todos os segmentos
Tem méritos estéticos evidentes e JIa Zangké ainda expõe mazelas da transição da China do comunismo para o capitalismo sem tecer críticas fervorosas e sim tratar o tema como uma espécie de observador, o que no meu entendimento é caminho correto. Algo que infelizmente não funicona comigo é exatamente o fator pelo qual o filme é louvado, a violência extrema que no meu entendimento deixa uma imagem irreal e forçada das situações retratadas.
Filme bem violento, mostrando a realidade de pessoas diferentes na China, um país que a gente não tem muito conhecimento devido as restrições, então foi bem interessante, eu gostei das 3 primeiras histórias, todas elas são tristes e violentas, e última a mais dramática, todas funcionaram e foram muito bem executadas.
Se vende totalmente diferente em seu início.A violência só começa a se apresentar depois de alguns acontecimentos drásticos.Essa mudança de gênero dentro do filme ficou extremamente bem trabalhado.As cenas da ação são bem criadas e violentas.Mesmo sendo muito parecido com vários outros filmes,esse se torna uma experiência única.
>Assistido em 28 de Janeiro de 2022 -Dou nota 8/10
A Touch of Sin me chamou atenção justamente por mostrar uma China que parece existir fora do tempo. Enquanto a imagem que temos hoje é a de um país supermoderno, cheio de tecnologia e arranha-céus futuristas, o filme leva a gente para pequenas cidades e zonas rurais onde tudo parece parado. Dá até um certo estranhamento ver aquelas pessoas usando celular e moto, porque o ambiente ao redor parece ainda preso a um tempo antigo. Essa dualidade é visualmente muito forte.
A fotografia é triste, fria, mas ao mesmo tempo belíssima. Ela passa perfeitamente a sensação de abandono e dureza da vida nesses lugares. Existe um conflito constante entre passado e futuro: a modernização avança, mas milhões de pessoas ficam para trás, vivendo realidades que praticamente não mudaram. Os filhos migram para as cidades para sustentar os pais no campo, mas acabam presos em trabalhos difíceis, rotinas solitárias e expectativas frustradas.
Esse filme me fez refletir bastante. É um filme denso, que vai muito além da violência que aparece na superfície. Não é o meu favorito do diretor, mas achei muito bom.
- 9/10
- bem, essa é uma maneira de lidar com políticos corruptos
- a fotografia e o modo único de acompanhar as histórias do Zhangke está excelente, como sempre
- só fiquei puto porque queria saber mais de todos os segmentos
Tem méritos estéticos evidentes e JIa Zangké ainda expõe mazelas da transição da China do comunismo para o capitalismo sem tecer críticas fervorosas e sim tratar o tema como uma espécie de observador, o que no meu entendimento é caminho correto. Algo que infelizmente não funicona comigo é exatamente o fator pelo qual o filme é louvado, a violência extrema que no meu entendimento deixa uma imagem irreal e forçada das situações retratadas.
Filme bem violento, mostrando a realidade de pessoas diferentes na China, um país que a gente não tem muito conhecimento devido as restrições, então foi bem interessante, eu gostei das 3 primeiras histórias, todas elas são tristes e violentas, e última a mais dramática, todas funcionaram e foram muito bem executadas.
Se vende totalmente diferente em seu início.A violência só começa a se apresentar depois de alguns acontecimentos drásticos.Essa mudança de gênero dentro do filme ficou extremamente bem trabalhado.As cenas da ação são bem criadas e violentas.Mesmo sendo muito parecido com vários outros filmes,esse se torna uma experiência única.
>Assistido em 28 de Janeiro de 2022
-Dou nota 8/10