Um amigo, certa vez, reclamou de meus pedidos de desculpa, quando desaprecio filmes que tantas pessoas queridas adoraram. Mas acho importante que eles constem, no sentido de que, às vezes, essa desapreciação pode ser confundida com algum déficit de empatia, com uma impossibilidade essencial de transmutação espectatorial (no sentido de que a lógica documental subjetiva obriga-nos a maior compreensão do que é desnudado em tela)... É um dos casos, aqui: por mais sincera que seja a personagem real no compartilhamento de suas emoções, achei a montagem um tanto chantagista, impositiva em sua condução dos "julgamentos" sobre as imagens e sons íntimos, compartilhados em forma de narrativa. É como se a diretora conduzisse a nossa reação ao que acontece em sua vida pessoal, ao invés de apenas compartilhá-la poeticamente. Neste sentido, não consegui sentir o mesmo que ela (nalguns instantes, o ímpeto foi oposto), exceto no desfecho, quando a maravilhosa poesia que intitula a obra invade aquele mar. É um exercício justificado, mas que não funcionou comigo. Acontece eventualmente, Como tal, desculpo-me! (WPC>)
Um amigo, certa vez, reclamou de meus pedidos de desculpa, quando desaprecio filmes que tantas pessoas queridas adoraram. Mas acho importante que eles constem, no sentido de que, às vezes, essa desapreciação pode ser confundida com algum déficit de empatia, com uma impossibilidade essencial de transmutação espectatorial (no sentido de que a lógica documental subjetiva obriga-nos a maior compreensão do que é desnudado em tela)... É um dos casos, aqui: por mais sincera que seja a personagem real no compartilhamento de suas emoções, achei a montagem um tanto chantagista, impositiva em sua condução dos "julgamentos" sobre as imagens e sons íntimos, compartilhados em forma de narrativa. É como se a diretora conduzisse a nossa reação ao que acontece em sua vida pessoal, ao invés de apenas compartilhá-la poeticamente. Neste sentido, não consegui sentir o mesmo que ela (nalguns instantes, o ímpeto foi oposto), exceto no desfecho, quando a maravilhosa poesia que intitula a obra invade aquele mar. É um exercício justificado, mas que não funcionou comigo. Acontece eventualmente, Como tal, desculpo-me! (WPC>)